Nome da fic: A  PRIMEIRA VEZ

Autor: ALINE SNAPE

Pares: SEVERUS SNAPE/HERMIONE GRANGER

Censura:  14 anos (cenas de sexo)

Gênero:  Romance.

Spoilers: Até o 5°livro.

Avisos : Cenas de  sexo

Desafio: O único desafio é entrar neste grupo seleto do “Amado mestre”

Resumo: Um temporal aproxima professor e aluna. A primeira vez que ambos precisam passar uma noite juntos. 

Notas: Sou fã de carteirinha do casal HG/SS. Mas gosto da idéia de SS com Tonks e desaprovo SS com Sybila! Ele merece coisa melhor!!!

Agradecimentos: À Sheyla Snape que betou esta fic e ao site por evidenciar o grande Mestre de Poções  

Disclaimer: Todos os personagens presentes na fic fazem parte do mundo de Harry Potter, criados por JKR.

 

Esta fic faz parte do SnapeFest 2005, uma iniciativa do grupo SnapeFest, e está arquivada no site http://oxetrem.com/fest e em breve estará no site: http://www.snapemione.cjb.net/

 

 

A  PRIMEIRA VEZ

 

      Naquela tarde, após a aula de trato das criaturas mágicas, Hermione separou-se de seus amigos e foi coletar ervas e outras plantas para seu trabalho de poção. Era a única que fazia antecipadamente cada trabalho. Assim dedicava-se ao máximo, sabendo que não havia atropelos de última hora.

      Severo precisava de umas plantas raras que só as encontrava naquela época do ano.   Após seu último período de aula, foi até as proximidades da floresta para coletar.

      Distraidamente coletando as sementes de um arbusto, sem querer, o professor esbarrou no corpo delicado de sua aluna.

- Me desculpe, Srtª. Granger!

- Tudo bem, professor... não foi nada.

- A propósito: o que fazes aqui sozinha, próxima à floresta e há esta hora? Pelo que eu saiba, o último período terminou já faz algum tempo. Daqui a pouco vai anoitecer e não preciso lembrá-la que a floresta é proibida...

-  Estou coletando as plantas para o seu trabalho...   Mas Severo não lhe deixou terminar, estava prestes a lhe dar uma bronca, quando surgiu um animal rastejante, lembrava uma cobra jibóia, mas com certeza era mais uma das criaturas mágicas, que Hermione ainda não tinha visto nas aulas de Hagrid.

- Corra, senhorita!

      Ambos saíram correndo em direção oposta ao animal a fim de ganhar certa distância, para então apanhar suas varinhas e lançar algum feitiço Imobilus.

      Corriam em direção á floresta densa e logo adiante, Hermione para recuperar o fôlego, encostou-se numa pedra. Severo largou sua mochila e correu o mais rápido que pôde ao encontro da moça. Segurou o braço dela, mas era tarde. Hermione acabara de encontrar um portal na fenda da pedra e os dois foram arremessados para um outro lugar.  

      Era uma floresta tropical, cujas espécies de árvores eram bem diferentes da floresta de Hogwarts. Severo parecia encantado com a beleza e riqueza do local.

- Onde estamos?  Hermione perguntou um pouco amedrontada.

- E o que importa? Estamos diante de uma vasta variabilidade de plantas. Preciso coletar algumas e logo em seguida voltamos. Ajude-me a retirar algumas amostras. Ele pediu quase que ordenando.

      Hermione abriu sua mochila e começou a guardar folhas, caules, sementes de tudo que encontrava a sua volta. O medo se dissipou e ela estava satisfeita de ter encontrado aquele local. Pensava na riqueza de seu trabalho com espécimes muito raras de plantas que nenhum outro aluno apresentaria. Severo por sua vez pensava nos inúmeros princípios ativos que iria descobrir daquelas plantas exóticas. Ambos estavam compenetrados na coleta que não perceberam o temporal que agora desabava sobre eles.

- Precisamos voltar, professor!  O portal era para aquele lado! Hermione apontou o leste.

      Severo percebeu o quanto haviam se afastado da pedra que servira de portal. - Não podemos voltar até lá, estamos muito longe... É melhor procurarmos algum abrigo até que a tempestade passe.

      Correram em direção ao sul e de longe avistaram uma casa abandonada. Sem pensar duas vezes, foram em direção a casa e entraram.

      Tiraram suas capas que já estavam encharcadas com a chuva e penduraram nos pregos da parede.

      Era um  casebre, com somente três aposentos. A sala ou cozinha se confundiam. Num canto havia um fogão feito de barro, uma mesa retangular no centro, um único banco de madeira e uma cadeira. No outro canto uma pia com diversos utensílios pendurados logo acima e um armário de madeira. Havia uma porta que separava a cozinha do quarto. Tudo muito simples e parecia abandonado há anos. Severo e Hermione olhavam cada detalhe, apesar da pouca iluminação do local. Entraram no quarto onde havia apenas uma cama de casal, e um armário. No canto oposto encontraram uma porta que dava para um minúsculo banheiro.

- Ao menos não vamos nos molhar tanto...  Severo falou quase desabafando.

      Hermione reparou nas inúmeras goteiras do telhado que agora tornavam-se visíveis com a grossa chuva que despencava do lado de fora. Foi até a pia para retirar algumas bacias penduradas a fim de impedir que o chão se alagasse com tanta chuva que entrava. Severo foi até o quarto verificar se havia goteiras. Precisou afastar um pouco a cama, pois a única goteira que havia, pingava justamente em cima dela.

      Ao retornar à cozinha, encontrou o olhar de Hermione um tanto preocupada.

- Não vamos passar a noite aqui, vamos?

- Não pretendo senhorita!     E apalpou suas vestes a fim de encontrar sua varinha. Para sua surpresa  a varinha ficou em sua mochila, que abandonara no momento que precisou correr mais para impedir que a aluna entrasse pelo portal.

- Estou sem a varinha...  me empreste a sua! Assim que a tempestade acalmar sairemos daqui!

      Hermione foi checar seus bolsos da capa, mas também não encontrou nada.

- Devo ter perdido na correria... E agora, o que vamos fazer?

- Receio que nada... vamos aguardar o dia amanhecer para voltarmos até a pedra. Não podemos ir até lá sem proteção alguma...

- Eu não vou ficar aqui...    E ao abrir a porta com força, o vento gelado e a chuva fria a fizeram recuar.

- Não banque a heroína. É impossível andar na floresta em meio à tempestade, sem nossas varinhas. Já está noite e não temos nem como iluminar este casebre...

- Não me conformo que terei que passar a noite aqui... Esta casa está imunda com teias de aranha e poeira.

- Contente-se, é tudo o que tem! Sem contar que vamos dormir sem jantar...

- Não tenho a mínima fome... E nem pense que vou dormir com o senhor...   

- A recíproca é a mesma Srtª...  Pode dormir na cama que eu ficarei na sala, acordado aguardando o dia amanhecer.

      Hermione estranhou a decisão dele, digna de um perfeito cavalheiro. Até pensou que  teria que disputar no palitinho a cama. Não pôde deixar de ironizar:

- Nada mais justo, não acha professor? Afinal por sua causa estou metida neste fim de mundo... Se não fosse o seu trabalho de conclusão de curso...e se não fosse este temporal eu não passaria a noite aqui, sozinha com o senhor! Nunca na minha vida, entendeu?

      E saiu batendo a porta do quarto. Hermione estava muito nervosa, precisava descansar corpo e mente, depois do dia exaustivo que teve e que ela e o professor se meteram naquela floresta. Ao menos encontraram aquela humilde casa abandonada para abrigarem-se da chuva e do vento.

      Ao deitar-se não conseguia dormir. Seria o cansaço ou a presença do professor ali tão próximo a ela? Saber que ele passaria a noite acordado, enquanto ela precisava ouvir palavras de conforto e ter um ombro amigo para desabafar. Mas o que ela poderia esperar  do tão sarcástico mestre de poções? Sempre a tratou com certo desprezo e ironia.

      Severo cansou de olhar a chuva escorrendo pela vidraça da janela e foi deitar-se no banco. Totalmente desconfortável, não poderia usar nenhum feitiço para improvisar o mínimo de conforto, sem a varinha seus poderes eram limitados. (Nem todos, não é garotas???)

      Era tarde da noite quando Severo desistiu do banco e lentamente abriu a porta do quarto. Olhou Hermione adormecida naquela cama de casal. Pensou que não haveria problema se deitasse ao lado dela. Seria apenas por algumas horas, até o dia amanhecer.

      Ele tirou a camisa e os sapatos. Deitou-se com cuidado para não acordá-la... Mas a cama era muito antiga e com o peso dele provocou um rangido estridente. Hermione acordou sobressaltada.

- O que o senhor quer aqui?

- Desculpe Srtª. eu não pretendia acordá-la... Só vim descansar um pouco as minhas costas.

- Trate de cair fora antes que eu o derrube!

      Severo não perdeu a oportunidade de zombar, de certa forma estava gostando de provocá-la:

- A Srtª. pode tentar me derrubar... se conseguir eu saio!

- Saia já daqui!!!      E começou a empurrá-lo.

       Severo sorria com o esforço inútil dela.  –Se a Srtª. ainda não reparou, o meu físico é muito maior que o seu! À propósito, a sua massagem nas minhas costas está muito agradável! Pode continuar se quiser...

      Esta foi a gota d’água para Hermione. Furiosa partiu para cima dele, dando lhe murros em seu peito. Ele segurou delicadamente as mãos dela e disse com a voz mais sensual possível:

- De que têm medo, Srtª.?  Dividir uma cama comigo não é tão desagradável assim, é?

      Ela não resistiu àquele olhar, depois de quase um minuto perdida naqueles olhos negros, respondeu-lhe:

- Não é do senhor que tenho medo...

- E então?

- É de mim que tenho medo... Não sei se...

       Severo compreendeu perfeitamente o que ela estava tentando dizer e subitamente a beijou. Ela não esperava por isso, ficou tão surpreendida que esqueceu sua condição de aluna e entregou-se àquele beijo. O beijo dele era delicioso, por alguns instantes pensou estar sonhando, mas ao abrir os olhos o viu colado a seu rosto.  Quase não podia acreditar, o que estava acontecendo era tudo real. Depois do beijo Severo acariciou seus cabelos, delicadamente acariciou o seu rosto ainda espantado com tudo.  A atração que ambos sentiam era irresistível; no íntimo cada um sabia o quanto desejavam aquele momento.

      Hermione queria dizer algo, mas não conseguiu pronunciar uma única palavra. Severo então lhe disse: - Nada vai acontecer, se você não quiser...

      Ela instintivamente ofereceu seus lábios a ele. Ele atendeu prontamente. Enquanto a beijava, suas carícias foram descendo. Sem pressa, ele a despia. Ela soltou um leve gemido de prazer quando ele retirou sua última peça de roupa. Seus toques eram mágicos, ela vibrava com cada carícia mais ousada dele. Aos poucos foi se entregando àquele homem que aprendeu a amar e respeitar desde seu primeiro dia em Hogwarts.  Ele sempre delicado acariciava cada parte mais íntima do corpo feminino nunca explorado. Ela estava no limite da razão quando entregou-se completamente à emoção. Naquele momento atingiram o ápice do prazer. Era madrugada quando abraçados adormeceram. Aquela noite marcaria definitivamente o futuro de ambos.

      No dia seguinte quando acordaram, o ambiente era fracamente iluminado com os primeiros raios de sol que com muita dificuldade atravessavam as nuvens pretas. Severo lhe sorriu e depois de beijá-la com carinho, sugeriu que voltassem rapidamente até o portal, antes que nova tempestade desabasse.

      Vestiram-se com certa contrariedade, pois apesar da cama ser bastante desconfortável, a atração que ambos sentiam era incontrolável e a vontade de permanecer ali era notória no olhar que trocavam.  Severo meio que adivinhando seus pensamentos, disse-lhe com imensa ternura:

- Não podemos tornar nosso relacionamento público, você ainda é minha aluna...

- Eu imaginei que iria me dizer isso...       Ela disse com dificuldade para conter uma lágrima.

- Eu preciso de você Hermione, quero que vá me visitar em minha Masmorra todas as vezes que se sentir só! Não falta muito para a sua formatura, logo não precisaremos nos esconder por muito tempo.

      Hermione sorriu aliviada, afinal tinha certo receio que tudo não passasse de uma única noite. Amava aquele homem desde que o viu pela primeira vez, mas e ele? A amava também?

- Irei quase todas as noites! É melhor me dar detenções meu querido professor! Assim não chamarei atenção dos meus amigos...

      Severo limitou-se a sorrir e de mãos dadas saíram do abrigo.  Na grama e nas folhas molhadas pelo chão deixavam suas pegadas. Ao tocarem novamente na imensa pedra o portal se abriu e em seguida reconheceram a floresta de Hogwarts.  Severo encontrou sua mochila totalmente encharcada próxima a pedra. Retirou sua varinha e com o feitiço “Ácio” a varinha de Hermione surgiu em sua mão. Ainda trocaram  um  longo e apaixonado beijo e seguiram juntos para o castelo.

      Era muito cedo, somente o diretor encontrava-se no salão principal lendo o “profeta diário”, enquanto tomava seu café.

- Bom dia!  Suponho que passaram bem à noite, apesar de todo o temporal!... Falou olhando por cima de seus óculos de meia lua, com um certo sorriso malicioso no canto da boca.

- Prof. Dumbledore, nós...   Severo ainda estava escolhendo as palavras para se justificar.

- Não me deve satisfação, Prof. Snape! A aluna é maior de idade e em breve estará se formando... Sei que o temporal os impossibilitou de retornar ontem...Sabia que a senhorita Granger estava em boas mãos. Por isso não me preocupei com a ausência do casal.

      Os dois trocaram um olhar de cumplicidade.

- Vamos sentem-se! Acompanham-me no café!   Alvo puxou uma cadeira para a moça.

      Severo ia sentar-se do outro lado, mas foi logo interrompido.

- Sente-se ao lado dela, Severo... Sei que é um perfeito cavalheiro! 

      Alvo agora mudou seu tom de voz, conseguia ser mais paternal ainda:             - Saibam que eu aprovo o namoro. Sei que sempre existiu algo entre os dois... Por isso providenciei a criatura mágica e o portal de fácil acesso! Mas não fui responsável pelo temporal!  Falou entre risos abafados.

      Severo olhou para Hermione, levantaram-se e abraçaram o velho diretor.

             

Fim