É Real!
Nome da Fic: É Real!
Autor: Nathalia Mendes
Pares(shipper): Snape/Personagem Original Harry /Gina, Rony/Hermione
(participação especial)
Censura: NC-17 (um pouco de sexo)
Gênero: Romance, Tema Adulto
Spoilers: Todos os 7 Livros e 5 Filmes até a data de divulgação desta
fanfic. Tem Spoiler do 7 livro logo na introdução!
Resumo: Uma bruxa brasileira muito especial que se envolve com o
professor mais temido de Hogwarts
Observações: UNIVERSO ALTERNATIVO (e bota alternativo nisso).
Disclaimer: O que encontrar de familiar e conhecido, é da J.K. Rowling, Warner Bros, Rocco e sabe-Deus-mais-quem, mas existem conceitos que são de minha autoria, mas de qualquer forma, não vou ganhar dinheiro com isso.
Nota: Esta fic não foi betada. Desde já, peço desculpas pelos possíveis erros que encontrarem.
Agradecimentos: A Jana Snape,
a Elizabeth Snape e a Magalud, pois são minhas autoras favoritas, que me
inspiraram a escrever uma fic com personagem nacional.
Prólogo - Introdução
Em uma noite, Márcia se viu no espelho com os olhos inchados de tanto chorar, ela está abraçada a um livro que comprou no dia anterior e terminou de ler há alguns minutos atrás: Harry Potter e as Relíquias da Morte(HPRM).
Ela chora porque seu personagem preferido, o professor de Poções Severus Snape (no livro, ele era diretor de Hogwarts) havia morrido.
Mas se acalmou quando se lembra que finalmente pode lavar a alma, pois, até antes da divulgação do sétimo livro, ele era visto como o maior vilão depois de Voldemort, pois ele havia matado Dumbledore, só que no HPRM, nas suas memórias que foram entregues a Harry Potter antes de morrer, ele mostra ao rapaz que tudo havia sido planejado pelo próprio Dumbledore e que estava do lado dele, pois amava a mãe do Harry, e que, mesmo tratando-o mal durante todos os anos na escola, Snape nunca esqueceu da sua promessa de protegê-lo de Voldemort, tanto que nas memórias mostra que ele foi o verdadeiro autor da idéia que o ajudou a sair da casa dos Dusley vivo.
Também se recorda que no livro, Harry fica tão comovido com a coragem que o Snape teve que resolve chamar o seu segundo filho de Albus Severus, em homenagem aos dois diretores de Hogwarts que o protegeu.
Márcia volta a sorrir com esses pensamentos e se sente de alma lavada, pois ela era uma fervorosa defensora do Mestre de Poções, ela já enfrentou fãs pottermaniacos anti-Snape, tanto na Internet quanto no fã-clube. Agora, poderá jogar na cara de todo mundo que ele é bom.
De manhã, ela trabalha na biblioteca de uma universidade, a tarde, dá aulas particulares de química para universitários, alunos da mesma instituição.
Ela tem 23 anos, estatura mediana, por volta de 1,65, cabelos castanhos, longos e levemente anelados, tem pele morena, meio amarelada, dando a impressão de que está sempre doente, olhos igualmente castanhos, não é bonita, nem feia, mas tem pouca vaidade. Mas é misteriosa e muito tímida, o que garante alguns olhares voltados para ela. Mas no momento, está sem namorado. É formada como bacharel em química, sempre teve facilidade e fascinação por essa área, tanto por vocação, quanto por química ser a matéria que chega mais próximo de Poções na vida real.
Seus clientes adoram as aulas dela, mas Márcia não pode lecionar na universidade, pois esta só aceita profissionais com diploma de licenciatura e pós-graduação.
Ela é fã de Harry Potter desde que os livros foram lançados no Brasil e desde antes de todo mundo conhecer a saga do bruxo britânico, chegou até a aprender inglês só para ler artigos e entrevistas relacionados ao mundo dele e entrevistas da autora.
E isso, de certa forma, facilitou seu trabalho, pois na universidade, ela recebe estrangeiros na biblioteca, e por ser a única que fala esse idioma fluentemente, acaba conquistando a simpatia deles.
Na Internet, ela usa o pseudônimo de Ema Snape, para poder divulgar suas fics e preservar sua identidade, no site onde ela divulga, que é bastante popular entre os leitores de Harry Potter, é considerada uma das melhores.
Pois suas histórias sempre envolvem personagens latino-americanos criados por ela, principalmente brasileiros. Já escreveu fics de todos os personagens importantes, principalmente contando romances.
Volta para casa a noite, depois de dar aulas particulares, mora sozinha em um bairro próximo do centro de Belo Horizonte.
Assim que chega, ela fecha
todas as cortinas e e tranca as janelas, para poder manifestar um dom que
ela esconde do mundo exterior.
Capitulo 1 – O
Químico inglês
É uma manhã chuvosa, Márcia está visivelmente mal-humorada, pois chegou na biblioteca ensopada, atrasada e soube de ultima hora que terá que ajudar um químico inglês a encontrar um livro de ervas muito raro, na seção reservada.
Ela esperou o tal estrangeiro, que chegou na hora certa, sem atrasar ou adiantar um segundo.
Quando Márcia o viu, seu mau-humor desapareceu como mágica.
O tal estrangeiro é alto, com a pele muito clara, do tipo que não toma sol há anos, corpo ligeiramente forte e másculo, mas o que mais chamou a atenção, foi o rosto dele.
Ele tem uma expressão melancólica e ao mesmo tempo, zangada, algumas rugas de expressão que são um charme, cabelos ligeiramente longos, negros e sebosos, que estavam soltos, um nariz enorme, em forma de gancho, olhos negros e lábios finos. Ele é mais jovem que o Alan Rickman(caracterizado como Snape) e mais atraente.
Márcia NÃO o achou bonito, mas é o homem mais charmoso que ela viu em toda a sua vida.
– Bom dia, senhor – disse Márcia, sorrindo.
– I’m sorry, but i don’t speak Portuguese (eu sinto muito, mas eu não falo português) – falou o homem.
Márcia notou a voz grossa e aveludada do estrangeiro, ficou toda arrepiada.
– Não se preocupe, eu falo inglês – falou Márcia, em inglês mesmo.
O homem sorriu discretamente.
– A senhorita deve ser a Márcia, certo? – perguntou o homem.
– Sou eu mesma, posso ajudar?
– Pode, eu sou o químico inglês que marcou uma visita aqui – falou o homem – meu nome é Severus Prince.
Márcia arregalou os olhos, sem acreditar.
– Severus Sn... Prince?
– Isso mesmo.
O homem pareceu estranhar a expressão de susto da moça.
10 minutos depois, os dois estavam procurando o tal livro, na seção reservada. Severus falou o nome do livro e o autor, Márcia não conhecia e a seção estava abandonada e desorganizada.
Enquanto procura, Márcia notou que Severus usava uma camisa branca social, calça cinza-clara e sapatos pretos bem engraxados, não faz o estilo do Mestre de Poções de Hogwarts.
Ele notou que está sendo observado, Márcia sempre desvia quando ele a encara, pois sente medo de transparecer a súbita atração que sente por ele.
– Achei! – exclamou Severus, com um livro velho e grosso nas mãos, foi a primeira vez que Márcia o viu sorrir abertamente.
Ela ficou desapontada, queria passar mais um tempo com ele.
– Que bom que achamos rápido – falou, fingindo satisfação.
Ela sentiu que ele lia seus pensamentos, pelo modo que fitou-a.
– Quer sair comigo, para tomar um café? – convidou.
Márcia sentiu seu coração disparar com o convite.
– Ainda não estou em horário de folga – falou, nervosa.
– Que horas eu posso passar aqui para te buscar? – insistiu.
– Meio-dia.
Severus olhou para relógio de ponteiros na parede, próximo da saída.
– Daqui a meia-hora, – ele voltou-se para ela – eu volto, só vou guardar este livro.
Ele pegou na mão dela e beijou-a delicadamente, encarou-a mais uma vez e saiu.
Márcia tocou a mão que ele beijou e ficou alguns minutos parada, vendo-o se afastar.
– Só falta o despertador
tocar e eu acordar – falou, para si mesma antes de voltar ao trabalho.
******************************
Chega a hora, Severus, aparece ao meio-dia em ponto, como combinado, Márcia havia se arrumado adequadamente para tomar o café.
Severus ofereceu o braço a ela, Márcia encaixou o seu sem hesitar e sorriu abertamente.
Saíram da Universidade, do lado de fora, havia um táxi esperando por eles, Márcia se assustou, mas entra no banco de trás.
– Avenida Brasil, por favor – falou Severus, em português, com um sotaque bem carregado.
O carro partiu e Márcia perguntou:
– O senhor não comentado que não sabia falar português?
– Sei o suficiente para não depender de tradutores, mas quando soube que a senhorita domina o meu idioma, resolvi conversar em inglês mesmo – ele falou em português, com mais fluência e menos sotaque.
Márcia ficou lisonjeada.
– Para onde vamos?
– Para um lugar onde podemos conversar tranquilamente – desta vez, ele falou em inglês.
Chegaram rapidamente ao tal lugar, é uma cafeteria localizada na Avenida Brasil, Márcia notou que o prédio é antigo e bem conservado, ela já passou diversas vezes por ela, mas a primeira vez que entrou, foi no mesmo dia, só que antes, foi para esperar a chuva passar.
O lugar tem um ar de ser familiar, aconchegante e exala um cheiro forte de café, que ela adora.
– Eu nunca tinha experimentado o café do Brasil antes de vir até aqui – comentou Severus, enquanto se acomodavam em uma mesa no fundo – achei bem melhor do que o café que eu costumava tomar em Londres.
O atendente entregou cardápios, Márcia escolheu um cappucino, Severus escolheu um expresso com creme.
Márcia falou da sua vida para ele, mas não contou que é fã do Harry Potter, pois pensou que isso poderia assustá-lo ou faze-lo pensar que é imatura.
Severus apenas se limitou a falar que trabalha como professor em um internato, e é especialista em fazer misturas, remédios e produtos medicinais, também disse que não é casado, sem namorada e tem mais de 40 anos.
Ela não se importou de ele não ter entrado em detalhes, pois achou típico de um inglês em um país diferente que acaba de conhecer uma moça nata.
Tomaram as bebidas que pediram, Severus fez questão de pagar a conta, ela se divertiu quando ele se atrapalhou um pouco ao passar o cartão de crédito e o ajudou.
Saíram de braços dados e pegaram outro táxi, para deixá-la na universidade.
De volta para a universidade, Márcia chamou a atenção de várias mulheres que ali se encontrava, pois não é comum vê-la acompanhada de braços dados com um homem.
– Eu volto hoje à noite para Londres – falou Severus, na porta da biblioteca.
– Que pena. – disse Márcia, com pesar.
– Mas prometo que na próxima vez que vier aqui, vou procurá-la – falou fitando-a.
Ele deixou-a na
biblioteca e deu um beijo no rosto dela, antes de ir embora. As outras
funcionárias e algumas alunas conhecidas ficaram impressionadas com o gringo
que acabara de sair, Márcia percebeu claramente que todas estavam com
inveja, principalmente quando uma delas disse que o achou feio.
Capítulo 2 – O
filme
Márcia voltou para casa feliz da vida, a primeira coisa que fez foi ligar seu computador e acessar a Internet.
Uma das amigas virtuais, lhe enviou um e-mail avisando sobre a pré-estréia do novo filme do Harry Potter. Ela levou um susto quando soube que será na sexta feira da mesma semana.
Chegou a sexta-feira, ela pediu dispensa mais cedo só para comprar o ingresso, foi com o pensamento positivo ao primeiro shopping com cinema que encontrou.
Como já esperava, a fila estava quilométrica, mesmo assim, ela fez um esforço de pensamento positivo tão forte que chegou a se visualizar emocionada, comprando o último ingresso do dia.
E como mágica, meia-hora depois, foi isso que aconteceu. Ela saiu com o ultimo ingresso da ultima sessão da pré-estréia.
Muita gente que estava atrás dela, chegou a oferecer o triplo do preço pelo ingresso, mas ela não aceitou e deu um jeito de se afastar da multidão.
Foi até a livraria do shopping e comprou um livro bem grande, que estava entre os destaques, em seguida, comprou uma lata de refrigerante de guaraná, e foi para a fila.
Em pé, ela lê o livro e toma o guaraná enquanto espera. No dia, havia duas sessões de pré-estréia, a primeira já está passando.
Sorte que ela conseguiu ser uma das primeiras a entrar, apesar de estar concentrada na leitura, procura manter a atenção na fila, para que ninguém passe na sua frente.
Após duas horas, que, graças à boa leitura, passaram rapidamente, ela entra na sala, escolhe um lugar na fileira do centro, do lado da parede, a sala de cinema é enorme, mas encheu rapidamente.
Todos ficaram em silencio quando o filme começou a ser rodado, ela apenas sentiu que alguém sentou-se do seu lado, na ultima cadeira vazia que havia.
O filme começou depois de meia hora de trailers e comerciais,o filme é legendado, isso é bom, pois, se alguém começar a falar demais, ela poderá acompanhar pela legenda.
No momento em que o Snape aparece e dá um “pedala robinho” no Rony, o cara que está do seu lado, que chegou por ultimo, solta uma gostosa gargalhada, mas foi abafada pois todos que estavam na sala riram também.
Aproveitando a luminosidade, ela olha para o lado e quase desmaia de tanta emoção. Mas ela o cutuca de leve.
– Severus – murmurou.
Ele olha para ela e sorri abertamente, dá um beijo no rosto dela e volta seus olhos para o filme. Márcia não esperava pelo beijo, ficou alisando sua face durante um bom tempo.
Quase uma hora de filme depois, ela sente que ele encostou a mão dele na sua, em cima do encosto de braço, portanto, ela resolve tomar a iniciativa e pega na mão dele, que é enorme, áspera e está gelada.
Mesmo assim, ela segurou a mão dele, principalmente, quando ele dá um beijo na mão dela.
Ela chega a apertar a mão
dele quanto aparecem cenas de suspense e terror, e só relaxa quando passa.
Quando o filme terminou, Severus se levantou junto com Márcia sem soltar a mão dela, e assim ficam mesmo depois de terem saído da sala e voltado para os corredores do shopping.
– Eu não sabia que gostava dos filmes do Harry Potter – falou Márcia.
– Na verdade, é a primeira vez que vejo um – falou Severus.
– Sério? Já vi todos os outros, já li os livros também – ela falou pois se sentiu mais segura de se revelar.
– Mesmo? Todos os livros? – ele ficou curioso.
– Do primeiro ao último.
– Então, é uma fã – concluiu, lançando um olhar maroto.
Márcia ficou encabulada.
– Mais ou menos. Tenho uma certa admiração por um dos personagens.
– Qual deles? – Severus fitou-a e forçou-a a fazer o mesmo.
Foi aí que ela notou que ele estava todo de preto, camisa de gola alta colada no corpo, que mostra seus músculos por trás do tecido, calça jeans e tênis, seus cabelos estavam amarrados em um rabo-de-cavalo. Por um momento, achou que estivesse diante do mestre de Poções de Hogwarts.
– Por aquele professor, que só usa roupa preta, tem cabelos longos... como os seus... – ela preferiu que ele adivinhasse.
– O professor de poções? – perguntou Severus.
Márcia notou que ele ficou visivelmente surpreso, ela apenas afirmou com a cabeça.
Eles pararam de andar e um ficou de frente para o outro, daí, ela notou que ele é alto, mas ela notou que dava para beijá-lo sem precisar de ficar na ponta dos pés.
– É – Márcia, que, apesar de ser morena, ficou com as bochechas um pouco avermelhadas.
– O que você viu nele? – Severus fez uma careta, ainda surpreso.
– Eu só me identifico – falou e continuou andando, ele a seguiu do lado, sem soltar a mão dela.
– Vamos sentar – falou Severus, que indicou um banco coletivo.
Eles sentaram um perto do outro, ele deixou a mão dela em cima da sua coxa.
– Agora, me responda, o que a senhorita viu em Snape?
– Você sabia o sobrenome dele? – Márcia, maliciosa.
– Eu sou inglês, não americano – falou tranquilamente – os livros do Potter são muito mais famosos na minha terra, afinal, a escritora é britânica.
Ela sorriu, pois adorou ouvi-lo chamar o protagonista pelo sobrenome.
– Mas a senhorita ainda não respondeu minha pergunta – disse Severus, começando a ficar irritado, mas sem transparecer.
– Bom, como te disse, já li todos os livros e como disse também, eu me identifico – ela começa a preparar o terreno.
– Na minha opinião, ele é um homem emocionalmente forte, pois precisa ter muita força e muita determinação para ser tão frio com as pessoas.
Ela olha para o Severus bem nos olhos dele, que continua impassível.
– E até compreendo que ele seja assim com as pessoas, pois ele sofreu muito, com seus erros, até quando estava certo, pois ele havia feito o bem o tempo inteiro, mas poucos realmente o entendiam.
– E ele tira as forças para viver da sua própria solidão.
O olhar do Severus muda, fica mais emocionado com as palavras dela, mas continua com a expressão dura.
– Eu acho que as pessoas solitárias como ele, são as mais fortes.
– Por quê? – perguntou Severus.
– Porque quando estão na pior, não tem ninguém para lhe dar carinho, atenção, são obrigadas a conviverem consigo mesmas, são independentes, determinadas e com bastante astúcia, embora não transpareça.
– A senhorita fala como se fosse também...
– Solitária? – completou Márcia e sorriu, um pouco triste – é, tem razão, eu sou uma moça solitária, mas não sou forte como ele.
Um clima triste ela sentiu naquele momento, por isso, Márcia resolveu mudar de assunto.
– Me diga uma coisa, o senhor não tinha falado que iria voltar para a Inglaterra naquele dia? – Márcia perguntou e ficou mais animada.
– É verdade, mas o diretor da escola onde trabalho me pediu para ficar um pouco mais – a voz dele ficou mais animada, mas a expressão continua fechada – afinal, na Inglaterra, agora é tempo de férias.
– Ah, o ano letivo lá começa em setembro, não é mesmo?
– Exatamente.
– Aqui é diferente, o ano letivo começa em fevereiro, geralmente, após o carnaval e termina em dezembro, antes do natal.
– Interessante – comentou.
– E as férias escolares são
em meados de julho, volta em agosto e aí, o ano termina em meados de
dezembro, os alunos ficam de férias até fevereiro após o carnaval, na
maioria das vezes.
Ficam alguns segundos em silêncio, até que ela diz.
– Estou com fome, vou num restaurante ali perto do cinema.
– Posso ir com a senhorita? – perguntou automaticamente.
Ela adora ser chamada de senhorita, ainda mais ouvindo de uma voz tão bonita quanto a dele.
– Claro, mas cada um paga o seu prato –falou, Márcia não gosta de comer à custa dos outros.
– Fechado.
Eles, ainda de mãos dadas, foram até o restaurante, que serve variados tipos de comida, pois é self-service, como Severus não sabia como funcionava, recorreu a Márcia.
– Primeiro, o senhor pega um prato e coloca a quantidade de comida que desejar, depois, pesa na balança e vai para a mesa, aqui tem garçons, portanto, o senhor pode escolher o que quer beber antes de comer sua comida. No fim, o senhor paga apenas por aquilo que consumiu, que é mais justo do que comer em um restaurante sem esse tipo de função.
Márcia foi na frente, ele foi depois.
Sentaram-se na mesa, praticamente pegaram as mesmas coisas, pois Severus não soube identificar a maioria das opções.
Pediram vinho tinto doce, que chegou rapidamente e foram prontamente servidos.
Conversaram sobre o filme, Severus teve um ataque de risos quando Márcia falou da cena em que o Snape dava um “pedala Robinho”, no Rony. Ela até brincou que o Snape é o principal divulgador desse “tapa na nuca” em todo o mundo, E que isso havia começado no Brasil.
Ele riu ainda mais quando aprendeu a expressão, quase se engasgou com o vinho.
Terminaram de comer após meia-hora, o garçom veio, recolheu os pratos e sugeriu a sobremesa.
Márcia pediu duas porções
pudim de leite condensado, uma para ele e outra para ela.
Capitulo 3 –
Pudim de leite
Severus amou o doce, pediu mais 5 porções para viagem, para comer durante o vôo.
Saíram do restaurante, Márcia viu que estava tarde, e reclamou de frio, pois ela estava vestida com uma blusa branca de lã fina aberta e um vestido branco que vai até os joelhos com flores bordadas na saia e calçada com sandálias rasteiras bege-claras. Para sua surpresa, ele a abraçou por trás, segurando-a pela cintura.
Encostaram-se em um canto qualquer, perto do cinema, ele colocou-a contra a parede e beijou-a na boca. Márcia, mais uma vez, não esperava a reação dele, mas gostou muito do fato dele ter sido totalmente imprevisível.
“Meu Deus, alem de tudo, beija bem”, pensou Márcia.
Ela se entregou e sentiu que iria derreter nos braços dele, não sabem quanto tempo ficaram se beijando, mas ele se afastou de repente, dando um curto passo para trás.
– Me desculpe – murmurou, encarando-a sem medo e sem um pingo de arrependimento – acho que passei dos limites com a senhorita.
Ela sorriu e beijou-o, deu um selinho provocador, ele correspondeu com ardor e desejo.
Ficaram mais alguns minutos abraçados, até perderem o fôlego.
– Me desculpe, mais uma vez – falou, seriamente, mas sem arrependimento nenhum – mas a sua boca está com gosto de pudim de leite.
Ela riu.
– A sua também.
Ele sorriu discretamente por alguns minutos e ficou sério de novo.
– Acho que está na hora de ir embora – falou Severus, com pesar, enquanto as bochechas dela – eu queria ficar mais, mas o meu vôo parte as 4 horas da manhã.
– Por causa do fuso-horário?
– Exatamente, tenho compromissos inadiáveis.
– Entendo – ela o olhou com tristeza.
Severus acompanhou-a até um
táxi, na saída do shopping, quis dar dinheiro a ela para que voltasse, mas
Márcia não aceitou, dentro do carro, ela dá um beijo de despedida, ele vê o
carro indo embora, antes de pegar outro táxi, para o hotel onde está
hospedado.
Capítulo 4 –
Surpresas da vida
Márcia volta para casa recordando dos últimos acontecimentos, pois ela ficou, não com um sósia, mas com a versão “trouxa”, do Severus Snape.
Se contasse, ninguém acreditaria. Pensou no gosto do beijo dele, misturado com pudim de leite na sua boca e sorriu.
Tomou um banho, escovou os dentes e dormiu como um anjo.
No sábado, ela resolve dar uma faxina na sua casa, por isso, ela fecha todas as cortinas, janelas, tranca as portas, para evitar olhares curiosos.
Tudo pronto! Márcia diz, “Wingardium Leviossa” e faz um leve movimento com suas mãos, que faz a vassoura levitar.
Ela faz um sinal com o dedo para atrair a vassoura até a suas mãos. Faz levitar os sofás e varre por baixo.
E assim, somente fazendo levitar os móveis, ela varre a casa toda.
Como ela consegue fazer isso?
Muito simples, pois Márcia é uma
BRUXA.
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É por isso que Márcia é fã de livros e filmes do Harry Potter, pois ela pode realizar todos os feitiços que aprendeu nos livros. Foi assim que ela aprendeu a desenvolver seus poderes, sem precisar de uma varinha.
Desde criança, Márcia era diferente das outras meninas, pois consegue fazer as coisas acontecer, a medida que foi crescendo, ela pesquisou muito em livros, filmes e histórias, formas para desenvolver seu dom tão especial, é obvio que existiram pessoas que queriam se aproveitar dela, por isso, mas Márcia se fechou para o mundo de certa forma e procurou desenvolver-se sozinha.
Ela dominou várias habilidades, como a de tele-cinese, levitação (dela própria e de outros objetos, de vez em quando, ela cisma em querer brincar de Peter Pan dentro de casa) explosão de objetos, algumas poções simples, emissão de luzes que surgem das suas mãos, de várias cores, alem dos feitiços dito em latim, grego e até línguas indígenas e africanas.
Mas foi através da série Harry Potter, que ela realmente dominou seus poderes e conseguiu perceber que não havia limite para eles, descobriu que seu patrono tem a forma de uma cobra naja, está atualmente, treinando feitiços sem precisar de falar ou mover as suas mãos.
Pouco tempo depois de fazer a faxina na sua casa, a porta bate. Ela faz com que a sua casa volte ao estado normal.
Ela abre e entra, sem pedir permissão, um homem negro, baixo, magro, velho e com cara de mal humorado.
– Quem é você para entrar na minha casa desse jeito? – pergunta Márcia, visivelmente irritada.
– Sou O inspetor Moura – falou, bem arrogante – representante do ministério da magia brasileira.
– Que tipo de brincadeira é essa?
– Estou com cara de quem está brincando, senhorita Sousa? – gritou o homem.
Ela ficou em silêncio, ele sacou uma vareta pontuda de madeira, com uma espécie de proteção na parte em que segura, fez um movimento rápido e a porta se fechou.
Márcia ficou impressionada e apavorada, sua expressão de raiva mudou para medo.
– O senhor é um bruxo?
– Não, sou o saci-pererê – respondeu sarcasticamente – é claro que sou um bruxo, não vê? Agora, a senhorita precisa me acompanhar até a sede.
– O que foi que eu fiz?
– Prática de ilegal de magia, a senhora não está devidamente registrada como bruxa, portanto, é uma marginal. Deve me acompanhar até a sede para se registrar – falou secamente.
– E se eu não quiser? – Márcia, desafiadora.
O homem sorriu com malícia, todas as janelas foram abertas, juntamente com as cortinas, aparecendo bruxos montados em vassouras voadoras em todas elas.
Márcia não acreditou no que via.
– Isso só pode ser um sonho – falou, apavorada.
O policial se aproximou dela e beliscou-a no braço, ela soltou um grito.
– Está acordada, senhorita Sousa – falou o policial, calmamente – Agora, me acompanhe!
Márcia foi levada pelo inspetor para fora da sua casa, onde um carro antigo, mas bem conservado os aguardavam, ela não ofereceu resistência e entrou no carro.
Em poucos minutos, ela está em frente a um casarão antigo de 3 andares, escondido por uma árvore enorme, próximo da Av. Álvares Cabral.
Os trouxas que passam por ali, avistam um teatro abandonado atrás da árvore, é um disfarce bastante eficiente.
Ela entrou acompanhada pelo policial e vários homens e mulheres, que foram até a sala do diretor, que fica no ultimo andar, subiram as escadas devagar, Márcia se assustou toda vez que via homens e mulheres desaparatando e aparatando toda hora.
Ela entrou somente com o policial. Os outros bruxos ficaram do lado de fora, como vigias.
– Senhor, aqui está a moça que me mandou buscar. – falou O policial, humildemente.
O homem, que o policial se referiu como senhor, é moreno, como ela, alto, gordo, velho e aparenta boa saúde, ele está sentado em uma poltrona enorme atrás de uma mesa e fita a jovem Márcia com curiosidade.
O policial saiu e fechou a porta.
– Sabe por que lhe mandei buscar, Márcia Sousa?
– Como sabe o meu nome? – Márcia, apavorada.
– Sei muita coisa sobre a senhorita – falou o velho.
O homem virou-se e sorriu para ela.
– A senhorita é uma bruxa, assim como eu, o policial e as pessoas que lhe acompanharam – falou secamente – meu nome é Carlos Silva, sou inspetor chefe do setor de registro de novos bruxos, aqui em BH. Acompanhei os passos da senhorita por 2 meses e trouxe-lhe até aqui para poder conhecê-la melhor.
Márcia ficou pasma, ela escondia tão bem o seu segredo, não imagina como eles descobriram.
– Desculpe o transtorno que devo ter causado – falou Carlos, mais relaxado – sente-se, minha criança.
Márcia se sentou em uma cadeira em frente a mesa do Carlos, ela observou os objetos mágicos que havia naquela sala, como uma caneta que escrevia sozinha, algumas esferas brilhantes em cima de estantes, completamente fascinada.
– Aceita chá com biscoitos?
Márcia assentiu com a cabeça.
Apareceu uma bandeja com um bule, duas xícaras de chá e um pote cheio de biscoitos amanteigados.
Márcia resolveu se servir usando tele-cinese junto com levitação sem dizer uma palavra, o que deixou Carlos impressionado.
– Pelo que percebo, a senhorita é uma bruxa muito especial – falou Carlos, mas usou sua varinha para fazer o mesmo que ela.
– Sou?
– Com certeza, por isso lhe mandei buscá-la.
Márcia tomou chá, e comeu alguns biscoitos.
– Que bom que aceitou o chá – falou Carlos – pois tanto o chá quando os biscoitos estão enfeitiçados com uma poção da verdade.
Márcia largou tudo na hora.
*****
N.A.: Esta poção não é a veritasserum, é uma outra poção detecta mentiras através da reação da pessoa que a bebe, a veritasserum é muito mais difícil de ser preparada, portanto, para depoimentos simples, mas que exige a verdade, eles forçam a pessoa de tomar essa poção ou simplesmente oferece misturada com chá, biscoitos ou água.
****
– A senhorita já está enfeitiçada, eu vou fazer algumas perguntas, e sugiro que seja sincera em todas elas, senão, a sensação não será nada agradável – falou calmamente.
Márcia ficou tensa.
– Vamos começar! – falou o inspetor.
O inspetor fez perguntas sobre o passado dela, a vida presente, sobre a vida dela como trouxa, entre outras.
Márcia foi sincera em todas elas, não por causa da poção, mas pelo motivo de não ter nada a esconder de bruxos.
Márcia foi criada em um orfanato trouxa, da qual fugiu, pois a dona descobriu seus poderes quando ela tinha 15 anos e queria usá-la para ganhar dinheiro. Ela conseguiu apagar a memória da dona do orfanato antes de fugir, nas ruas passou fome, aperto durante quase um ano, até ser recebida por uma velha trouxa, que lhe deu, comida, teto e um futuro. Ela se formou em Química pela UFMG, mas queria dar aulas dessa matéria, se não fosse o fato de ter escolhido o bacharelado, ela teria conseguido.
Depois que a velha trouxa morreu, ela voltou a desenvolver seus poderes, e foi na mesma época que tomou conhecimento dos livros do Harry Potter, agora, ela possui os 7 livros na sua casa.
Carlos ficou impressionado, pois Márcia não apresentou nenhuma reação que indicasse mentira, ele até mandou comer mais biscoitos e tomar mais chá, mas nada aconteceu.
Depois de ouvir a história dela, Carlos olhou-a com espanto e admiração.
– A senhorita então, é uma verdadeira especialista em FSV!! – falou Carlos.
– O QUÊ??? – Márcia entendeu como se ele tivesse falado um palavrão.
– Desculpe – falou Carlos, encabulado – FSV é a sigla para Feitiço Sem Varinha ou Feiticeiro Sem Varinha, como o nome diz, é a especialidade daqueles bruxos que não precisam de varinhas para executar feitiços.
– Como eu já falei – continuou – eu acompanhei a senhorita por dois meses, e vi manifestando feitiços poderosos, como o patrono, e agora, me diz que nunca teve uma varinha antes, é no mínimo, surpreendente.
– Mas é comum um bruxo não precisar de varinhas? – perguntou mais calma.
– Muito pelo contrário, é extremamente raro, mas boa parte desses bruxos podem ser encontrados no Brasil e países vizinhos, na Europa, onde fica o berço dos bruxos mais poderosos do mundo, FSV praticamente não existe por lá.
– Os FSVs, como a senhorita, são considerados os bruxos mais poderosos que existem no mundo, pelo simples fato de não precisarem de varinhas.
Carlos mudou sua expressão de entusiasmo para lamentação.
– Mas sinto muito dizer que, por causa dessa sua habilidade incrível, a senhorita não poderá executar feitiços desta maneira, pelo menos, não na frente dos outros bruxos, pois aqueles que conhecem essa habilidade, mas não possui, são muito invejosos – continuou – pelo menos, a maioria deles – falou se referindo a si mesmo.
– Não tem problema – Márcia sorriu – eu sempre quis ter uma varinha, como nos livros do...
– Não precisa dizer quem –-
falou Carlos, que voltou a ficar sorridente – eu já sei.
Capítulo 5 – Uma nova realidade
Carlos acompanhou
pessoalmente a inserção da jovem Márcia no mundo dos bruxos, ela soube que
tudo que foi descrito nos livros, é real, menos o enredo, os personagens, a
escola e o tal vilarejo, Hogsmeade, mas pelo menos, o Beco Diagonal e o
ministério da magia, existem mesmo, em Londres.
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Nota da Autora: Este é um
breve sub-capítulo que explica como funciona o mundo de HP no Brasil, é
apenas uma introdução, pois se tivesse que explicar tudo, gastaria tempo e
perderia o rumo da história.
Ele contou que no Brasil, existem cerca de 5 escolas de magia e bruxaria, são as ACADEMIAS BRASILEIRAS DE MAGIA , uma para cada região, já que o país é grande demais e existem bruxos em todas as regiões demarcadas pelos trouxas e como a população de bruxos brasileiros é muito grande, fica inviável ter apenas uma ou duas escolas para o país inteiro.
As escolas são:
A.B.M – SUDESTE: localizada na divisa de Minas Gerais com Espírito Santo, é a escola mais moderna e sempre recebe bruxos de todo o mundo.
A.B.M – SUL: Localizada no litoral de Santa Catarina, onde recebe bruxos também do Uruguai, Argentina e Paraguai.
A.B.M – NORTE: Localizada no Acre, bem no meio da Floresta Amazônica.
A.B.M –NORDESTE: Que está Localizada na divisa de Rio Grande do Norte com Pernambuco, no Litoral, é a maior escola do país e uma das maiores do mundo.
A.B.M – CENTRO-OESTE: Que está localizada
no Mato-Grosso, bem no coração do Pantanal.
Também existem várias filiais em todas as regiões que levam o mesmo nome que sua matriz regional, mas com a devida identificação que trata-se de uma filial, mas elas são dedicadas exclusivamente para supletivos de “novos bruxos”, como a Márcia ou para treinamento e julgamento de especializações. As escolas citadas acima são as matrizes, que são somente para ensino de bruxos dentro da faixa etária.
As escolas foram construídas de forma estratégica, pois as localidades são isoladas, o que facilita bastante a utilização de feitiços anti-trouxas. A mais antiga escola é a do Nordeste, que foi construída nos tempos áureos da cana de açúcar, em meados do século XVII. A mais nova, é a escola do Centro-Oeste, que foi construída no final do século XIX, assim como a escola do Norte, é dedicada exclusivamente para o ensinamento de bruxos indígenas e descendentes, mas ambas aceitam de bom grado, alunos negros, brancos e mestiços, (de raça física, como caboclos e mulatos, por exemplo), porém, esses alunos são obrigados a se adaptar aos costumes indígenas que imperam nas duas escolas.
Os bruxos atingem a maioridade com 18 anos, mas aqueles que tiverem de 10 anos para cima e cometerem algum crime, podem responder como bruxos adultos.
Carlos explicou que no Brasil, não existe seleção de casas em nenhumas das escolas, pois este é um costume britânico, mas existem grupos que criam times para disputar diversos campeonatos internos, que funcionam mais ou menos como as escolas de samba do Rio de Janeiro. E assim, existem as rivalidades regionais e estaduais, como existe entre as torcidas trouxas de times de futebol. Todas as escolas são internatos, mas os alunos podem passar os finais de semana em casa ou na escola, tem direito a duas semanas de férias em julho, assim como entre os trouxas, o ano letivo termina em dezembro e começa em meados de fevereiro(dependendo da data do dia de carnaval) a duração da vida escolar é de cerca de 9 anos (dos 10 até os 18 anos, em média, porque a quantidade de conhecimento é bem maior no Brasil), após concluir os estudos os alunos poderão se especializar e até se tornarem mestres na área que mais agradar.
As escolas brasileiras são famosas no mundo inteiro, pois os feitiços que os alunos aprendem são falados em línguas indígenas e africanas juntamente com o latim e o grego, existem muitos alunos estrangeiros que são transferidos para essas escolas exatamente para aprender esse tipo de feitiços, o mesmo acontece em relação a todas as outras matérias.
Os FSVs, são devidamente identificados e inseridos em um clube secreto, onde aprendem a desenvolver essa habilidade com a ajuda adequada.
As roupas usadas por bruxos brasileiros são praticamente as mesmas usadas por trouxas, porém, existem algumas tendências de moda que são seguidas.
Atualmente, é comum ver crianças e adolescentes usando roupas que mudam de cor, de acordo com o gosto delas, mas somente bruxos podem ver as cores mudando alternadamente. Para os trouxas, a roupa é sempre da cor branca.
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Chegou no mercado central, logo na entrada por uma rua paralela a Av. Amazonas, existe um bar, onde no fundo, tem um deposito de gaiolas novas, atrás de uma gaiola de madeira vazia e limpa, que fica no fundo do depósito, que é pequeno e apertado, tem um buraco raso na parede, o bruxo apenas precisa tocar no buraco com a varinha 4 vezes que a parede se abre as gaiolas dão passagem. Márcia entrou e viu a área comercial, igual o do mercado central dos trouxas mesmo, só que ela notou que as lojas são muito mais bonitas e vendem produtos muito especiais.
Ela entrou e observou a multidão, ela se assustava pois muitos bruxos aparatavam e desaparatavam no mercado, toda hora, outros, usavam a rede de flu, só que ao invés de lareiras, são entradas, parecem buracos na parede, mas são bem eficientes, pois famílias inteiras saem toda hora.
Márcia ficou encantada com o lugar, pois realmente, lembrava muito o beco diagonal que ela imaginava, havia livrarias, lojas onde vendem poções, animais como araras, macacos pequenos, corujas, cachorros, gatos, sapos e até gaviões.
O lugar se chama Toca do
Saci, e em Minas Gerais, existem outros lugares como esse em Juiz de Fora,
Montes Claros, Ouro Preto, Tiradentes, Diamantina e em cidades menores
próximas da A.B.M – SUDESTE.
Levou apenas alguns minutos para que Márcia fosse registrada como bruxa, após a emissão de documentos essenciais, como identidade e passaporte pois , ela comprou a varinha compatível com ela, em uma loja chamada Ave Sésamo, seu uniforme, que ela só usará para ir a escola, materiais escolares e algumas bugigangas para sua casa.
Márcia terá que fazer um supletivo para bruxos, em Belo Horizonte, que dura 3 anos
Daí, ela foi registrada junto
com sua varinha que é cinzenta e envernizada, ainda na Toca do Saci: cujas
propriedades são:
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Escama de Iara, ipê, 32 cm.
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O vendedor lhe falou que é ótima para encantamentos, proteção contra maldições e é bastante rígida, por causa do Ipê.
Mesmo que Márcia não precise da sua varinha para fazer feitiços, suas ações ficarão registradas nela da mesma forma.
Voltou para casa no final da tarde, cheia de sacolas e bolsas nas mãos e uma gaiola com um filhote de coruja fêmea européia, cujas penas são castanhas, como os olhos da dona, que chamou-lhe de TUQUINHA.
Márcia soltou sua corujinha, que já sabia voar bem, Tuquinha se divertiu com a nova dona e voou por toda a casa, até que ela pegou no sono e entrou na gaiola, sem Márcia pedir, por isso, ela resolveu deixar a gaiola aberta.
Márcia foi para o seu quarto
para praticar seus feitiços com a varinha, parecia uma criança com o
brinquedo dos sonhos, pois ela praticou levitação, fez objetos aparecerem e
desaparecerem, concertou e destruiu um copo de vidro,enfim, Márcia sentiu
que realmente, a varinha foi feita para ela e dormiu, olhando–a em cima de
um criado mudo.
Acordou no domingo, meio cansada, achando que teve um sonho bom, que havia sido descoberta como bruxa e que foi integrada a sociedade, até que ouviu sua corujinha piar de fome.
Ela pulou da cama, saiu do quarto e encontrou Tuquinha voando para os armários e batendo sua cabecinha nos vidros.
Márcia pegou a coruja, que cabia na palma da sua mão, retirou um pacote de biscoito água-e-sal, abriu e deu um para ela.
Deu água também, e Tuquinha voou para a cabeça da Márcia e piou, agradecida.
Márcia riu a toa, pois é tudo
verdade, ela está inserida mesmo no mundo dos bruxos.
Passou o dia inteiro arrumando seus materiais para sua primeira aula, que será na tarde de segunda feira, depois do expediente na biblioteca, já comunicou aos seus alunos que vai precisar parar por algum tempo com as aulas particulares.
Ela vai estudar numa filial da A.M.B – SUDESTE, localizada no Barreiro, dedicada para supletivo de bruxos, aqueles que têm mais de 18 anos e não estudaram na escola normal, o ministério investiga o nível de desenvolvimento do bruxo e identifica a quantidade de tempo necessário para que ele aprenda apenas o básico das matérias. Ela vai estudar de segunda a sexta feira, das 3 da tarde até as 9 da noite.
Márcia está num nível intermediário a avançado (já que ela consegue executar um patrono), por isso, Carlos pediu que ela estude por apenas 3 anos.
No primeiro dia de aula, Márcia descobriu que muitos bruxos, como ela, desenvolveram seus poderes através dos livros do Harry Potter. Ou seja, eram bruxos que viviam como trouxas, literalmente.
Mas procurou não falar com ninguém sobre o que sabia, evitava as conversas relacionadas aos livros, mesmo assim, não deixou de fazer amizades.
Pela primeira vez na vida, fez muitos colegas de sala, tão bons quanto ela, mas Márcia descobriu também que não pode confiar demais no que leu, pois a saga de Harry Potter apenas descreveu o mundo dos bruxos no Reino Unido. No Brasil, os costumes são diferentes.
Passa o primeiro ano de supletivo, Márcia, que sempre foi inteligente e estudiosa, ganha destaque na turma, principalmente em Poções, sua matéria preferida. Ela até tentou gostar de Defesa Contra as Artes das Trevas, inspirada no Snape, mas achou a matéria muito sombria e negativa, por isso, limitou-se a estudá-la para concluir seu supletivo.
As outras matérias lhe
interessavam também, ela não ficou surpresa por não aprender estudo dos
trouxas, pois todos os seus colegas, assim como ela, também vieram do mundo
trouxa.
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Os outros dois anos passam e os bruxos estão formados, o diploma de supletivo tem a mesma importância de um diploma adquirido em uma escola de magia normal, tanto que Márcia conseguiu emprego como auxiliar de poções no mesmo supletivo, ela abandonou o emprego trouxa e assim, se tornou uma bruxa completa.
O que acontece é que este foi
apenas o começo.
Márcia havia feito muitos contatos com outros bruxos, e ela conseguiu fazer um curso de especialização em poções, com um professor que veio da Irlanda só para ensiná-la.
Seis meses depois, ela foi
julgada e aprovada com louvor e assim recebeu o titulo internacional de
Mestra em Poções.
Com esse titulo, que equivale a uma pós-graduação de pós-doutorado em química, ela foi convidada a lecionar em diversas escolas.
Mas resolveu entrar na ABM-SUDESTE, onde, em pouco tempo se tornou extremamente popular entre os alunos.
Muitos bruxos detestam poções como muitos trouxas detestam química, mas Márcia é uma daquelas professoras que consegue fazer com que o aluno se apaixone pela matéria, no caso dela, nas duas matérias. Nem mesmo os alunos mais arruaceiros conseguem fazer gracinhas durante a aula dela, pois Márcia sabe se impor na sala.
Em dois anos, ela certamente,
ensinou os filhos de bruxos brasileiros bastante ricos e influentes, pois
ela recebeu inúmeras propostas para trabalhar em outras unidades da ABM e
até fora do país. Mas não aceitou por dois motivos:
Capítulo 6 – Em
Hogwarts
É inicio de agosto, Dumbledore se vê irritado e desesperado pela primeira vez em décadas, pois não encontrou um substituto para o professor de poções.
Ele havia promovido Severus Snape há dois anos, para professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, porem o professor que o substituiu havia morrido assassinado pela própria esposa no começo do ano.
Só que, ele entrevistou vários bruxos de toda a Europa para ensinar poções, mas não encontrou nenhum tão bom quanto o Snape, que seja mestre ou especialista na área.
Então, teve que recorrer aos seus contatos com ministros da magia de todo o mundo, na verdade, isso foi há dois dias, ele está muito nervoso pois não obteve resposta de nenhum deles.
De repente, chega no seu escritório uma grande leva de corujas das mais diferentes espécies lhe trazendo cartas e embrulhos de todo o mundo. Ele recebe todas as corujas, que deixaram a correspondência que traziam e foram para o corujal, descansar. Para sua sorte, a maioria está escrito em inglês, o que facilitou tudo, já que quase não precisou de um feitiço de tradução.
Ele separou as correspondências por continente e, por intuição, começou a ler primeiro, as que vieram das Américas.
Daí, ele teve uma grande surpresa quando terminou de ler todas elas.
A maioria dos ministros, principalmente os da América do Sul indicaram uma jovem professora brasileira, muito famosa por saber falar inglês e espanhol fluentemente, que está disposta a deixar o Brasil para lecionar na Europa.
A carta do ministro da magia brasileira, falou que ela é fã dos livros do Harry Potter, mas não sabe da existência real de Hogwarts e que ela é a melhor professora das Américas (segundo os filhos dele).
Dumbledore separou as cartas e leu as outras, daí, após algumas horas e vários litros de chá e vários drops de limão consumidos, ele decide ir até o Brasil só para conhecer a moça.
No dia seguinte, ele chama a Minerva Mcgonagall e fala com ela sobre a sua decisão, Minerva se ofereceu para acompanhá-lo, mas Dumbledore dispensou-a gentilmente. Mas explicou a ela que precisa ir pessoalmente pois a moça tem conhecimento da saga do Harry Potter.
––––––––––––––––––––––––––––––
É sábado, dia de descanso. Márcia está na cozinha, preparando o almoço quando Tuquinha chega com uma carta amarrada na perna, Márcia havia mandado-a para a sede oficial do ministério da magia brasileira para receber noticias de lá.
Tuquinha pousa em cima do ombro da dona, Márcia desamarra gentilmente a fita com a carta e dá um biscoito para sua coruja, que pia em agradecimento depois de comer e voa para seu poleiro.
Ela abre a carta.
––––––––––––––––––––––––––––––
Srta Márcia Sousa.
O diretor da escola de magia e bruxaria mais famosa do mundo tomou conhecimento sobre a senhorita e deseja ter uma audiência aqui, na sede oficial do Ministério da Magia Brasileira com a vossa senhoria.
Não posso dar mais
detalhes pois temo que esta carta seja extraviada, caso esteja lendo neste
momento, envie uma resposta urgente pelo serviço de telegrama trouxa com o
seguinte endereço:
Caixa Postal, n 556, Rio de Janeiro - RJ
Cep:21550-790
Mandaremos
representantes do ministério para a senhorita caso sua resposta seja
positiva. Não envie sua coruja, pois é uma informação altamente secreta.
Atenciosamente,
Cássio Baldini – Ministro da
Magia Brasileira
––––––––––––––––––––––––––––––
Márcia ligou para o correio trouxa e fez um telegrama fonado, com caráter de urgência. Passou o dia todo nervosa, sem saber se o telegrama chegou ou não.
No fim do dia, a campainha tocou, ela correu para abrir, eram duas mulheres vestidas como trouxas, mas Márcia sabia que eram bruxas devido ao brasão do ministério da magia nas roupas delas.
– Boa tarde, senhorita Márcia – falou uma delas – sou Henriqueta e esta é minha colega, Sandra, estamos aqui para acompanhá-la para a audiência com o diretor.
Márcia sorriu e convidou-as para a entrar, Tuquinha, em seu poleiro abriu as asas e piou alto, de alegria, pois Márcia não tem o costume de receber visitas.
– Tuquinha, comporte-se – repreendeu Márcia – desculpem minha coruja – falou voltando-se para as duas mulheres.
– Não tem problema – falou Sandra – ficamos felizes quando recebemos sua resposta positiva, srta. Márcia.
Márcia pediu para elas se sentarem e ofereceu um café para elas, que aceitaram, agradecidas (N.A.:bruxos brasileiros adoram café).
Sandra explicou o motivo da vinda delas, falou que não pode falar o nome da escola, nem do diretor por ordens do ministro, elas vieram para escoltar Márcia para que ela não conte para ninguém sobre o motivo da viagem, que será na mesma noite.
Márcia arrumou uma bolsa com roupas adequadas para uma entrevista de emprego bruxa, sob orientação das duas mulheres. Também levou uma carta de recomendação emitida pela A.B.M., que está ciente que pode perder a sua melhor professora de poções a qualquer momento.
Ela saiu com a Tuquinha dentro da gaiola e entrou em um táxi trouxa, que Sandra mandou chamar.
Márcia até tentou arrancar alguma resposta delas, mas foi em vão. Em compensação, elas ficaram falando até chegarem no aeroporto sobre vários assuntos.
Foram de avião até o Rio de Janeiro, Márcia chegou lá e tomou outro táxi para um hotel na área nobre, onde ficam hospedados bruxos ilustres e onde Márcia já foi informada que o diretor já está no Brasil.
Felizmente, sua hospedagem
ficou por conta do ministério, Márcia se instalou em uma bela suíte, junto
com sua coruja.
No dia seguinte, ela acordou cedo para se arrumar, mas ficou sabendo por Sandra que a audiência será em uma sala dentro do hotel, pois o diretor inglês disse que é melhor não saírem, pois a imagem dele é bastante conhecida entre os bruxos do ministério.
Márcia se arrumou com mais
calma, pois a sala fica no mesmo andar que seu quarto.
Saiu bastante nervosa, mas está muito bonita, pois usa um conjunto de saia e blusa, preta com colarinho aberto, até a altura do colo, sem decote, sapatos de salto alto e bico fino, seus cabelos foram presos em uma trança alta e bem feita e passou uma maquiagem leve no rosto.
Ela saiu com uma pequena
bolsa, onde está documentos e a carta de recomendação da A.B.M..
Foi até a sala no horário certo, abriu a porta e entrou rapidamente, sem olhar para o homem que está sentado.
Márcia olhou para o homem e
finalmente, entendeu o motivo de tanto sigilo, ela sentiu suas pernas
estremecerem, seus olhos se arregalarem e seu coração disparar ainda mais.
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– O senhor é quem estou imaginando, não é? – falou muito assustada em inglês, enquanto se aproximava devagar.
– Diga o nome de quem está imaginando, senhorita – falou o velho senhor de barbas e cabelos longos e prateados, óculos em formato de meia-lua, olhos azuis, que fita-a sorridente, sentado atrás de uma mesa cheia de livros e com uma pena que não pára de escrever, parece se divertir com o nervosismo dela.
– Albus Dumbledore? – perguntou, cautelosa.
– Exatamente, sou Dumbledore, diretor da escola de magia e bruxaria de Hogwarts.
Márcia achou que ia desmaiar, mas se segurou, tampou a boca com as mãos.
– Sente-se senhorita, por favor.
Márcia, fechou a porta, correu e se sentou, rapidamente, sem tirar seus olhos arregalados do diretor.
– Bem que o Cássio me avisou que se trata de uma fã – falou sorridente – eu entendo seu espanto.
Márcia esboçou um sorriso.
– É que me disseram que os personagens não existiam – falou, ainda nervosa.
– Quer um chá de camomila, srta.?
– Adoraria.
Dumbledore sacou sua varinha e conjurou duas xícaras com chá de camomila bem quentes, Márcia pegou o seu chá e tomou tudo de uma vez.
O calor e o efeito calmante do chá deixaram-na mais a vontade.
– Bom, senhorita Sousa – começou Dumbledore – eu estou aqui porque recebi indicações suas de vários países das Américas, Hogwarts precisa urgentemente de um professor de poções.
Márcia ouve atentamente.
– Também recebi várias indicações – continuou – de outros professores, mas ontem, quando cheguei aqui, recebi informações até de alunos latino-americanos que estudam na escola, que, provavelmente, conheceram a senhorita, por isso, resolvi falar aqui mesmo.
– Alunos meus? Em Hogwarts? – perguntou Márcia, lisonjeada.
– Isso mesmo!
– Quanta honra!
– Por isso, acredito que a senhorita é exatamente quem eu preciso para dar aulas. Sei que é fã dos livros e sei que é uma especialista em FSV, seus conhecimentos serão muito úteis para nós.
– Existem alunos que sabem FSV em Hogwarts?
– Sim, mas são muito poucos e são difíceis de identificá-los, todos latino-americanos, pois sei que essa habilidade causa inveja em bruxos mais... enérgicos, eu diria.
– Entendo.
– Agora, eu queria lhe fazer um pedido – Dumbledore.
– Claro, pode pedir senhor – falou Márcia, como se estivesse diante do próprio Mérlin.
– Pode dar uma demonstração de FSV para mim?
Márcia se levantou e aceitou alegremente.
Ela tirou sua varinha do bolso da sua blusa, deixou na mesa, fez um movimento com as mãos que fechou as cortinas, a sala ficou escura, fechou a mão esquerda na frente do Dumbledore e disse:
– Agentum Lumus – falou suavemente.
Ela abriu a mão e surgiu uma esfera de luz prateada, que ergueu-se a altura do rosto velho e espantado do diretor de Hogwarts.
Alguns minutos depois, ela tocou na esfera e disse.
– Finite incantem – e a luz desapareceu – ela fez um novo movimento com as mãos que abriu as cortinas e foi aplaudida por Dumbledore.
– Bravo, bravo! – exclamou – acho que a senhorita é mais poderosa do que eu.
Márcia agradeceu humildemente.
– Também não é para tanto – falou – eu sou uma bruxa relativamente nova na sociedade.
– Como assim? – perguntou Dumbledore.
– O senhor não conhece a minha historia? – perguntou Márcia, surpresa.
– Não, o Cássio não me disse nada sobre a vida pessoal da senhorita.
Então, Márcia contou resumidamente sua história de vida como bruxa, o que deixou Dumbledore ainda mais fascinado por ela.
– Vai ser uma honra ter uma professora como a senhorita no corpo docente de Hogwarts – falou sorridente.
– A honra é minha, Sr. Dumbledore – falou Márcia.
– Então, posso considerar isso como um “SIM”? – perguntou.
– Com certeza – e ela é louca de recusar uma proposta dessas?
Márcia e Albus Dumbledore apertaram as mãos.
– Então, a vaga é sua, Márcia Sousa – falou – amanhã, eu encontro a senhorita bem cedo no hall do hotel.
Márcia não gostou muito da ordem. Pois sua expressão ficou melancólica.
– Mas já? – falou – gostaria de um tempo para me despedir dos meus alunos aqui, senhor.
Dumbledore viu que foi precipitado demais.
– Ah, me desculpe, minha criança, eu tinha me esquecido que quer se despedir da sua terra. Então, vou lhe dar 6 dias para se despedir de seus alunos e amigos daqui, está bom para a senhorita?
– A vaga não é para agora? – peguntou Márcia, que sentiu receio de perder o emprego.
– Não se preocupe, como a senhorita deve saber, as aulas começam em setembro e estamos no começo de agosto, ainda hoje posso providenciar para que o ministério da magia britânico regularize sua situação na Inglaterra o mais rápido possível e daí, partimos.
– E o senhor? Não precisará voltar?
– Não, agora que a senhorita aceitou o emprego, estou mais tranqüilo e gostaria de aproveitar esses dias para conhecer o Rio de Janeiro, como um turista qualquer.
Márcia voltou a sorrir, mais aliviada.
– Ah, se é assim que o senhor deseja, posso sugerir que vá para Cabo Frio, Angra dos Reis, Parati ou Búzios, as praias são mais bonitas do que as da capital e recebem bruxos estrangeiros muito bem, posso garantir.
– Obrigado pela dica, senhorita Márcia.
Dumbledore se levantou, junto com Márcia, apertaram as mãos novamente, mas ela não pode deixar de dizer:
– Obrigada por tudo, Dumbledore, eu também sou sua fã.
E saiu sem olhar o rosto
surpreso e ainda mais sorridente do diretor.
Márcia se beliscou várias
vezes e até pediu para Tuquinha lhe bicar só para ver se é tudo um sonho,
sempre se imaginou como aluna de Hogwarts, mas nunca como professora, e de
poções!
Voltou para a escola com as
duas mulheres, pela rede de Flú, e com recomendações de como agir sem falar
nada sobre Hogwarts com seus alunos.
Mal conseguiu dormir de tanta ansiedade, afinal, vai lecionar em Hogwarts, vai ser professora, apesar de sempre se imaginar como uma aluna.
No dia seguinte, durante o intervalo, a A.B.M. – SUDESTE inteira soube da decisão da Márcia, a maioria apoiou-a, mas houve alguns alunos que seriam capazes de prendê-la na escola, se pudessem.
Durante os 5 dias restantes, ela recebeu presentes, homenagens e na quinta feira, penúltimo dia antes de ela partir para o Rio de Janeiro e, finalmente, para Londres, a escola fez uma festa de arromba em sua homenagem.
No pátio, havia um cartaz
enfeitiçado com suas cores favoritas, preto, verde e prata, ela leu e chorou
de emoção.
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“Nós, alunos e professores da A.B.M. desejamos uma boa viagem para a professora Márcia Sousa”
“A melhor
mestra de Poções do mundo”
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Um dos alunos, durante a festa chegou nela e comentou:
– Espero que a nova escola da senhora seja a mesma em que a Tainá esteja estudando.
Daí, ela lembrou-se da melhor aluna que teve, Tainá Martins, que, na época, só tinha 10 anos, ela é uma índia tupi, que domina FSV e poções, Márcia pensa em Tainá como se fosse uma irmã caçula e sofreu muito quando a menina foi estudar na Inglaterra. Após ouvir o comentário do aluno, ela pensa na possibilidade da sua aluna favorita ter ido para Hogwarts.
“Pois Tainá não me disse qual seria a escola para onde iria, e Hogwarts está escondida daqueles que conhecem a fama do HP, ou seja, isso faz sentido”, pensou.
Na festa, Márcia se divertiu muito e percebeu o quanto é querida e amada, até houve tentativas frustradas de alunos para convencê-la de ficar.
Foi para casa de madrugada, depois que a festa acabou pela rede de flú, dormiu um pouco e acordou com o sol raiando.
Um carro especial, mandado pelo ministério levou-a junto com sua bagagem, Márcia só carregava uma bolsa em um dos braços, com documentos de trouxa e bruxa e a sua coruja no colo, colocada na gaiola.
Sorte que Tuquinha é de uma espécie européia, vinda da Holanda, ou seja, Tuquinha está naturalmente adaptada ao frio europeu, apesar de ter nascido e vivido em um país tropical.
Márcia constatou isso em um
ano em que teve que viajar para o Chile e a Argentina no inverno, para
estudar.
*******
Chegou no aeroporto de Confins, onde Dumbledore a aguarda, devidamente disfarçado de trouxa, vestindo um terno de executivo sem gravata, mas que deixou-o muito elegante.
Márcia cumprimentou-o e pediu para levar suas coisas para os funcionários, mas mandou terem muito cuidado com sua coruja.
Já dentro do avião, Dumbledore explicou para Márcia toda a história que envolve o livro.
– Há alguns anos atrás, o ministério da magia inglês soube que uma escritora trouxa, na época, desconhecida, sabia o mundo dos bruxos através de sonhos, pois ela a reencarnação de uma bruxa muito poderosa, chamada Morgana, que viveu na mesma época que Mérlin.
– Por sorte, eles constataram que a J.K.Rowling, achava que tudo não passava de pura ficção, fantasia mesmo, por isso, o ministério deixou-a escrevendo e publicando os livros sem problemas. E também, o enredo de todas elas é totalmente fictício.
– Pois é – comentou Márcia – se a historia fosse verdadeira, o senhor não estaria conversando comigo agora.
Dumbledore riu do comentário e continuou.
– Mas o inimaginável aconteceu, os livros se tornaram fenômenos da literatura mundial, e, somente na Inglaterra, foram descobertos centenas de poderosos bruxos de sangue-puro, mas que viviam como trouxas, eles foram integrados a nossa sociedade.
– O mesmo aconteceu em todos os países em que os livros fizeram sucesso. Incluindo o Brasil. Os ministérios da magia de todo o mundo ficaram em alerta máximo, e assim, a população dos bruxos aumentou consideravelmente.
– Mas como esconderam a existência dos livros no mundo dos bruxos? – perguntou Márcia.
– Simples, a maioria dos bruxos que havia antes da divulgação dos livros, não tem contato nenhum com o mundo dos trouxas, o que facilitou tudo, de certa forma.
– E orientamos os “novos bruxos” de não falarem com ninguém sobre isso no caso deles saberem, hoje em dia, apenas os bruxos que não tem contato nenhum com o mundo trouxa sabem da existência real de Hogwarts, sem saberem dos livros, e os bruxos de todo o mundo, que sabem dos livros, acham que a Hogwarts não existe.
– E os personagens, sabem da existência dos livros? – perguntou Márcia.
– Somente Minerva Mcgonagall, Severus Snape e eu, todos os outros, não sabem de nada – respondeu – e gostaria de acrescentar que a maioria dos personagens estão vivos, mas Lorde Voldemort, nunca existiu, apenas o seu alter-ego, Tom Riddle, que era um bruxo das trevas muito poderoso, mas que morreu quando foi atacado por aurores.
Ela gostou de saber que Snape conhece os livros do Harry Potter.
– Os comensais da morte são bruxos que realmente se uniram ao Tom – continuou Dumbledore – alguns, foram presos e estão em Azkaban ou como a Belatrix Lestrange, já recebeu o beijo do demendador, também houve aqueles que já foram a mortos, os outros se arrependeram e voltaram para o lado da luz, como os Malfoy e o próprio Snape. Quanto aos pais de Harry James e Lillian Potter morreram em um acidente de carro, tirando estes, todos estão vivos e gozando de plena saúde.
– Como o professor Snape ficou sabendo dos livros? – perguntou com entusiasmo na voz.
– Durante algumas viagens que ele fez pelo mundo, foi obrigado a entrar em contato com o mundo trouxa e descobriu os livros, a fama da saga do Potter, enfim, tudo.
– Como ele reagiu?
– No começo, como a senhorita deve saber, ele ficou uma fera, mas depois de um tempo, descobriu que também é admirado pelos trouxas, o que fez seu humor melhorar bastante nos últimos anos. É claro que ele acha tudo uma verdadeira loucura.
– O senhor está me dizendo que Snape é mesmo mal-humorado?
– Bastante mal-humorado,
diga-se de passagem, o perfil de todos os personagens é a mesmo que a
senhorita leu, descrita nos livros, a historia de vida deles também, exceto
os fatos que estão diretamente ligados ao protagonista e a história do
próprio HP.(Harry Potter, eu não agüento mais escrever o nome dele).
Márcia ficou em silêncio por alguns minutos, Dumbledore cutucou-a e perguntou:
– Eu não pude deixar de notar seu interesse pelo Severus, senhorita Márcia, posso saber o motivo?
Ela ficou encabulada.
– É que... – tentou responder, mas Dumbledore interrompeu.
– É uma fã dele, não é?
Márcia afirmou com a cabeça, totalmente assustada.
– Não precisa se preocupar – falou sorridente – se minha intuição estiver certa, ele vai gostar da senhorita.
“Tomara”, pensou Márcia.
Ela resolveu dormir um pouco,
Dumbledore resolveu não incomodá-la até chegarem em Londres.
Capítulo 7 –
Novidades
Mal chegaram em Londres e foram direto para o Beco Diagonal, pois Márcia precisa adquirir roupas novas, materiais e outras coisas antes de chegar em Hogwarts.
Lá, em frente a loja da Madame Malkin, a Sra. Mcgonagall avistou os dois e fez um sinal com as mãos.
Márcia cumprimentou Minerva, que ficou impressionada com a beleza da jovem professora, as duas entraram na loja, Dumbledore ficou do lado de fora.
Já a Márcia ficou abismada com a semelhança da Minerva com a Maggie Smith, a atriz que a interpreta nos filmes, poderiam ser irmãs gêmeas.
Márcia escolheu vários conjuntos, e algumas capas, a maioria, nas cores: preto, verde-sonserina, azul escuro, ameixa e lilás, algumas, com detalhes prateados, principalmente sobre o preto e o verde. Minerva sugeriu que ela comprasse um vestido de gala, pois haverá um baile em Hogwarts no próximo ano, em homenagem a alguns ex-alunos.
Ela escolheu um de seda todo verde-musgo com detalhes prateados, mangas curtas e um lindo decote que valorizou muito seus seios, que combinou com uma das capas pretas que comprou, essa capa é preta na parte de fora e forrada com seda verde escuro na parte de dentro.
Minerva viu-a com o vestido e a capa e comentou:
– Até parece que a senhorita vai fazer par com o Snape.
Márcia sorriu, madame Malkin adorou o comentário, por isso, Márcia levou o vestido e separou-o junto com a capa para usar exclusivamente no baile.
Depois, foi a um cabeleireiro, onde ela mandou repicar os cabelos sem diminuir no tamanho, que deixou-os com mais movimento e beleza. Minerva adorou o novo corte, e disse que quando tiver coragem, vai fazer o mesmo.
Em seguida, junto com Dumbledore, foram em outras lojas e para Grinotes, onde Márcia pegou uma parte do adiantamento que recebeu para gastar em Hogsmeade.
Dentro do expresso para Hogwarts, Dumbledore contou a história da Márcia para Minerva e o fato da moça ser fã dos livros do HP.
Mcgonagall olhou desconfiada para a Márcia.
– Não se preocupe, professora Mcgonagall, desde que fui inserida no mundo dos bruxos, não comentei com ninguém sobre os livros – falou rapidamente.
Isso deixou a professora de transfiguração aliviada.
-- Mas não posso deixar de dizer que a senhora é muito famosa entre os trouxas, devido a sua rigidez – falou com um sorriso leve.
Márcia também falou tudo que sabia, sobre fãs-clubes, os filmes, os atores que os interpretam nos filmes entre outras coisas. Depois que Márcia acabou de falar, ela notou que os olhos de Minerva e Albus brilhavam.
– Eu não sabia que eu era tão conhecida e admirada assim – murmurou Minerva – agora entendo porque o professor Snape está menos carrancudo.
Enfim, chegam na estação de Hogwarts, era fim de tarde, Hagrid e Filch os aguardavam na plataforma, quando Márcia saiu, Filch abriu um sorriso, coisa que não faz há muito tempo.
Márcia os reconheceu e ficou feliz com os elogios que os dois fizeram, ela nunca se achou bonita, mas agora, percebe que precisa mudar esse conceito.
Hagrid pediu para que ela aparecesse na cabana dele para tomar chá, ela aceitou o convite marcou de aparecer na tarde do dia seguinte.
Já dentro do castelo, Minerva acompanhou Márcia até a masmorra.
– A senhorita vai ficar nos mesmos aposentos que antes eram do Snape, vai lecionar na mesma sala também, pois fica difícil para nós mudarmos a sala de lugar.
– Não precisa se preocupar, Sra. Mcgonagall – falou Márcia – eu não me importo de ficar aqui.
– Pode me chamar de Minerva – falou a professora de transfiguração – agora que seremos colegas.
Márcia sorriu abertamente.
– Como quiser, Minerva – Márcia sabia que ela está interessada em saber mais da sua fama entre os trouxas, por outro lado, ficou ciente que ganhou uma aliada.
– Snape será seu vizinho – falou Minerva e mostrou as portas da sala e dos aposentos dele – ele não quis sair da masmorra e a sala e os aposentos de DCAT tiveram que ser transferidos para cá.
“Eu vou adorar ter um vizinho como ele”, pensou.
Minerva finalmente chega na porta dos aposentos dela.
– Barão Sangrento – falou a senha e a porta se abriu – esta é a senha, mas sugiro que mude ainda hoje.
– Claro, mas como faço para mudar?
Minerva explicou, é para ela dizer a senha antiga acompanhada das palavras “tranfiguran codec” a porta ficar esverdeada, e aí, fazer um novo movimento com a varinha e dizer a nova senha.
– O feitiço reconhece as características da senhorita, o que impede de outra pessoa fazer o mesmo – concluiu Minerva.
As duas entraram, Márcia ficou impressionada com a organização, grandiosidade e limpeza do quarto, em um canto, toda a sua bagagem e a sua coruja está fora da gaiola, em um poleiro perto da janela.
– Espero que esteja a seu gosto – falou Minerva.
– Com certeza, está tudo ótimo, obrigada Minerva – falou Márcia.
– Agradeça ao Snape depois, ele orientou os elfos domésticos na organização do lugar.
Márcia estranhou.
– Acho que ele se interessou pela senhorita antes mesmo de conhecê-la – falou Minerva, tentando justificar – quando eu vi você com aquele vestido, fiz aquele comentário, espero não tê-la ofendido.
– Nem um pouco, até gostei, para dizer a verdade – Márcia não precisava esconder seu interesse por ele.
– Bem, agora, preciso ir, daqui a pouco, vão servir o jantar, até logo.
Minerva saiu
e a porta se fechou, Márcia mudou a senha para “Serpente Prateada” falado em
português, em homenagem ao seu patrono.
Ela trocou de roupa
e foi se deitar na enorme cama, forrada com uma colcha de pelúcia preta
deliciosamente macia, com o símbolo da Sonserina estampado, olhou para o
lado da janela e viu um pequeno envelope,.
Ela se levanta,
pega e abre o envelope, que estava lacrado com o brasão da Sonserina, sem
cerimônia e lê em voz alta:
______________________________
“Professora
Márcia Sousa”
“Espero que tenha gostado dos seus novos aposentos, providenciei para que estejam a altura de acomodar uma mestra em poções como a senhorita.”
Atenciosamente”
Severus Snape
______________________________
Márcia releu o recado várias vezes, como se fosse uma carta de amor, quando a ficha dela finalmente cai, ela pula na cama e solta gritos de alegria, beija a Tuquinha, que pia feliz pela dona.
Ela sai do
quarto e corre pela masmorra acompanhada pela Tuquinha, que voa junto, para
o salão principal.
No salão, Dumbledore, Minerva, Hagrid e Filch, já estavam na mesa.
– Estou atrasada?
– Não senhorita Sousa – falou Filch, sorriu abertamente – chegou na hora.
Márcia se
senta ao lado do Hagrid e os cinco jantam tranquilamente.
Na tarde do dia seguinte, ela aparece na cabana do Hagrid, como combinado, e acaba tendo uma grande surpresa.
– Olá senhorita Sousa – falou Hagrid, que conversava com um casal que ela conhecia muito bem – estes são Ronald Weasley e Hermione Granger Weasley.
Márcia estremeceu, mas não deixou transparecer, cumprimentou-os normalmente e se apresentou.
A mestra de poções é muito discreta, pois se fosse como muitas das suas amigas bruxas, fãs de HP, teria dado ataques de histeria e bancado a tiete para cima deles.
Dentro da cabana, enquanto aguardavam Hagrid preparar o chá:
– A senhorita deve ser a nova professora de poções – comentou Hermione – ainda bem que Dumbledore escolheu uma estrangeira.
– Por que a senhora acha isso? – perguntou Márcia, curiosa.
– Porque eu soube que fora da Inglaterra, estão os melhores especialistas.
Durante a conversa, Márcia soube que Hermione e Rony estão casados, mas, ao contrário do que dizia no livro HPRM, eles estão trabalhando na escola há 4 anos, Hermione é professora de Estudo dos Trouxas e Rony é professor de vôo e treina os alunos em quadribol. Ambos estão com 28 anos de idade e não tem filhos.
Enquanto tomavam o chá, apareceram na porta mais duas figuras que Márcia já conhecia, Draco Malfoy e Neville Longbotton.
Hermione foi hostil com Draco, mas ele justificou que está ali só para conhecer a nova professora de poções.
Márcia se apresentou a eles, que foram convidados pelo Hagrid. Logo, durante o chá, Márcia soube que Malfoy é professor de feitiços e Neville é professor de Herbologia. Ela também percebeu que todos eles são bem mais bonitos que os atores que os interpretavam nos filmes, principalmente o Malfoy, que está com 29 anos e com um jeito de príncipe encantado.
De noite, Márcia soube que todos eles chegaram naquele mesmo dia só para conhecê-la, ela conversou sobre sua especialidade de forma simples e natural, que impressionou a todos, principalmente a Neville.
– Se eu tivesse tido uma professora como a senhora, teria sido um excelente aluno – falou Neville.
Ela sabe que Neville Longbotton sofreu muito nas mãos do Snape nos livros, e, pelo visto, na vida real também.
Capítulo 8 – Cara
a cara com seu Ídolo
Chega o mês de setembro, Márcia está totalmente entrosada com os professores, mas soube que Snape só vai voltar na noite do jantar em que vão receber os novos alunos e, consequentemente, iniciar o ano letivo.
Na reunião, antes do jantar, Dumbledore dá alguns avisos, sobre o baile em homenagem a estudantes ilustres que passaram por Hogwarts, ele disse que os atuais alunos irão participar.
Falou também sobre a nova professora de poções e pediu para Márcia se levantar.
– Boa noite a todos.
– Boa Noite – responderam em coro.
– Já sei que todos vocês me conhecem, mas vou me apresentar de novo – falou bem simpática e tranqüila, arrancando risos de todos – sou Márcia Sousa, mestra em poções formada pela A.B.M., tenho 27 anos, estou muito feliz por estar aqui entre vocês para iniciarmos este ano letivo, obrigada.
Ela foi aplaudida calorosamente por todos, ela se sentou cumprimentando todos com o olhar, mas os aplausos cessaram de repente, devido a um estrondo no portão da sala sendo aberto.
Márcia olhou em direção ao portão, mas não acreditou no que viu, um homem alto, pálido, de cabelos ligeiramente longos, sebosos e soltos, ele tem um rosto sério, um nariz em forma de gancho e algumas linhas de expressão.
Está todo de preto, exatamente como nos filmes, enquanto andava sua capa esvoaçava, parecendo asas de um morcego, ele olhou para todos e se sentou numa cadeira vazia ao lado do Draco Malfoy e bem longe dela.
Os olhos dele se encontraram com os dela, ele também pareceu visivelmente surpreso quando viu-a.
– Professor Snape, esta é Márcia Sousa, a nova professora de Poções – apresentou o diretor Dumbledore – srta. Sousa, este é Severus Snape, professor de Defesa Contra as Artes das Trevas.
Márcia não ouviu as palavras do Dumbledore, fitou Snape muito surpresa.
Esse medo é devido a um único motivo: Severus Snape é o mesmo Severus que conheceu há alguns anos atrás, com quem ela assistiu um filme do HP no Brasil e quem chegou a beijá-lo na boca, ela nunca o esqueceu, mas também sempre achou que ele fosse um sósia trouxa. Porém, mesmo depois de conhecer Dumbledore, procurou não pensar nele, para controlar sua ansiedade.
A reunião termina e todos vão para a mesa, Márcia está com o coração na boca, mas procurou agir naturalmente.
Sorte que Neville, Hermione e Rony, costumam ficar longe dos professores sonserinos, por isso, foi para junto deles na mesa.
Ela sentiu que Snape esteve olhando para ele durante o tempo em que o chapéu seletor distribuía os novos alunos.
Ao lado do Snape, Draco comentou.
– Ela é linda, não é mesmo? – perguntou Draco, com malicia.
Snape voltou-se para Malfoy, visivelmente irritado.
– O senhor é um homem casado! – murmurou mas queria gritar – ponha-se no seu lugar!
– Eu sei disso e não estou interessado nela, mas o senhor não é casado. – murmurou Malfoy – e tem mais, ela também não é casada e está sem namorado.
– O que o senhor quer insinuar? – perguntou, rangendo os dentes.
– Pelo jeito que a observa...
Snape teve vontade de bater no Malfoy, mas sabe que ele está apenas exercendo sua habilidade de observação, típica dos sonserinos.
A seleção dos alunos primeiranistas começa e Snape consegue se acalmar o suficiente para perguntar ao Malfoy, mais detalhes da nova professora.
– Como sabe que ela não é casada, por acaso, conversou com ela?
– Conversei sim, apesar de ter conversar mais com os, ela me parece ter as habilidades de uma sonserina – falou Malfoy –eu gostei dela.
– Interessante, o que mais?
– Que ela domina poções como o senhor, na época que dava aulas nessa matéria, e consegue explicar como se fosse o tema mais simples que existe, e deixar todos interessados.
Snape voltou seus olhos para a Márcia, mas a seleção já havia acabado e o jantar já está servido e ele, está com muita fome.
Ele nunca se esqueceu das horas que passou com ela, e agora, está muito contente por dentro, por saber que a mulher que desejou por cinco anos é “A” mestra de poções.
*******************
Horas depois, Márcia seguia para seu quarto em direção a masmorra, mas estava tudo escuro, ela não conseguia enxergar nem com o feitiço lumus, executado da sua varinha, ela andava depressa para não se encontrar com Snape no caminho.
Daí ela esbarra em alguma coisa com força mas que derrubou-a no chão, e em seguida, ouve um palavrão pesado soltado do fundo de uma voz grossa e zangada. Uma luz é colocada bem diante dos seus olhos, que a força fechar os olhos e virar o rosto.
– Senhorita Sousa – falou a mesma voz, só que mais calma e assustada – eu sinto muito.
A luz é tirada da sua cara e sente alguém segurando seu braço para levantá-la, já de pé, ficou em posição de ataque apontando sua varinha, até ver o rosto do Snape, que também aponta a varinha iluminada para ela.
– Me desculpe pelo palavrão – falou – mas isso não é motivo para duelos.
Ela abaixou a varinha, com a cara queimando de tanta vergonha, em seguida, ele executou um feitiço que iluminou o corredor com tochas que foram acesas.
Ela agradeceu por ele ter iluminado o corredor, mas sem olhar diretamente para ele.
– Eu gosto e prefiro andar no escuro, mas estou tão cansado que me esqueci que a senhorita percorre este mesmo caminho – se aproximou dela – foi culpa minha ter se esbarrado em mim, se machucou?
– Não, estou bem – falou secamente – eu também estou cansada, boa noite.
Ela saiu de perto sem olhar para trás, com o impulso de querer correr, fugir. Ela sente medo, mas não é aquele medo que causa angustia, e sim, aquele frio na barriga que as pessoas sentem quando estão diante do ídolo.
Ela chegou até sua porta, falou a senha e entrou, retirou sua capa, e pendurou, não encontrou Tuquinha, apesar da janela estar aberta.
– Deve ter se interessado por algum corujão daqui – falou enquanto se trocava para dormir.
Já na sua cama, Tuquinha aparece de repente, entrou e pousou no colo da dona, que lia um livro.
Márcia notou que ela trouxe um pedaço de pergaminho enrolado na perna, ela retira, abre e lê.
______________________________
“Eu não sei o que aconteceu contigo agora pouco, mas estou ansioso para conversar com a senhorita, me encontre amanhã na porta da sua sala, vinte minutos antes das aulas.”
Severus Snape
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Ela guarda o
bilhete com carinho e dorme tranquilamente.
Capítulo 9 –
Tainá
Dito e feito, Márcia encontra Snape em frente a sua sala, mais tranqüila, ela cumprimenta olhando-o nos olhos e sorrindo, convida-o para entrar, Snape se manteve sério e concentrado.
Dentro da sala, eles se sentam em duas cadeiras bem próximas um do outro.
– Eu quero conversar com a senhorita sobre uma das alunas do terceiro ano, uma aluna da minha casa com quem eu havia tido um acompanhamento especial, por se tratar de uma verdadeira perita em poções –falou seriamente, como um profissional.
– Mas como estou dando aulas de DCAT agora, está difícil para mim ensiná-la algumas poções mais avançadas, por isso, eu gostaria que a senhorita a acompanhasse no meu lugar, já que é uma mestra em poções.
– Quem é a aluna?
– Eu confesso não sei pronunciar o primeiro nome dela, mas o sobrenome é Martins – falou – mas vai ser fácil reconhecê-la.
– Então, como ela é fisicamente?
Antes de responder, um aluno do primeiro ano da sonserina aparece na porta, bastante assustado. Snape se levanta junto com a Márcia.
– Conversamos depois –falou, em seguida, deu um beijo na mão dela, bem devagar, silencioso e gostoso, Márcia sentiu seu corpo estremecer com o gesto.
Ele saiu e Márcia chamou o aluno para entrar.
– Acho que o professor gosta da senhora – falou o menino.
Márcia sorriu
para o menino e recebeu os outros que estavam chegando.
O primeiro dia de aula dela foi um sucesso, principalmente entre os alunos mais velhos, que se lembravam das aulas do Snape com horror, até os sonserinos, que gostavam do Severus, a aprovaram.
Ela só não deu aulas para os alunos do terceiro, do quarto e do quinto anos no dia, mas no jantar, que foi junto com todos os alunos, uma das alunas chama a Márcia pelo nome.
A professora de poções olhou em direção a aluna que a chamou.
– Tainá – falou em português – é você?
Todos os professores a olharam, Tainá sorriu para a professora e voltou para seu lugar, Márcia acompanhou-a com o olhar e acenou para ela.
Após o jantar, Márcia foi cumprimentar a aluna, que a abraçou emocionada. Caminharam em direção ao salão comunal da sonserina, que é a casa a qual Tainá pertence. Conversavam em português no caminho.
A menina contou que havia feito o mesmo que o HP nos livros, mas pediu para não ser da grifinólia.
-- E assim, a senhorita entrou na Sonserina – concluiu Márcia, sorridente.
-- É claro, afinal, a Sonserina é a melhor casa de Hogwarts! – falou – no ano passado, nós ganhamos a taça das casas.
-- E como é ter aulas com o Snape?
Márcia sabe que Tainá é tão fã do Snape quanto ela.
-- Ele é um ótimo professor de poções, me deu aulas particulares no primeiro e segundo anos, mas agora, não preciso mais dessas aulas..
-- Vocês se dão bem?
-- Muito bem, professora, por isso eu pedi para ser da Sonserina, não queria que ele me discriminasse por ser de outra casa.
Tainá se tornou uma belíssima moça, está mais alta, quase atingindo a Márcia, seu corpo está em pleno desenvolvimento, seus cabelos estão a altura dos ombros, tipo channel, lisos e brilhantes, mas a pele dela está mais claro devido a falta de sol.
– Quando me disseram sobre as aulas da senhora, não acreditei que era a nova professora de poções, até vê-la agora a pouco – falou Tainá, emocionada e entusiasmada.
– Todos os alunos mais velhos falam bem das suas aulas – continuou Tainá – mal posso esperar por amanhã.
-- Mas eu não me lembro de ter visto a senhorita ontem, durante o jantar.
-- É que eu cheguei atrasada, depois da seleção dos alunos primeiranistas e me sentei no fim da mesa.
– Agora entendi porque fez tanto mistério em relação a sua escola nova, srta. Martins – falou Márcia, em tom sério.
– Pode me chamar de Tainá mesmo!
– Então, não me chama de senhora!
As duas riram juntas.
– Vejo que já se conhecem! – falou uma voz grossa e suave por trás, que as duas conheciam muito bem.
Viraram-se ao mesmo tempo e confirmaram a suspeita, é o professor Snape.
– Isso facilitará as coisas – concluiu.
As duas o cumprimentaram, e ele acompanhou-as no passo.
– Esta é a aluna que eu lhe falei, srta. Sousa – disse, apontando para Tainá.
– Ah – falou Márcia – eu já a conheço sim Sr. Snape, ela foi minha melhor aluna quando dava aulas no Brasil.
– Então, está explicado de onde vem tanto talento – olhou para Márcia com certa malícia.
-- É mas acho que ela não precisa de aulas particulares minhas, professor.
-- Por que acha isso?
-- Ela domina poções muito bem, mas poderei ajudá-la se ela quiser aprender algo novo.
-- Compreendo.
Márcia e Severus fitavam um ao outro.
Tainá sentiu que o clima de romance entre dois, antes de ir para o salão comunal, ela fitou-os.
– Vocês formam um lindo casal – disse Tainá, depois saiu correndo para o salão.
Os dois pararam e viram a aluna entrar no salão comunal.
– Acho que finalmente, podemos conversar sossegados – falou Severus, malicioso.
– Agora não, professor.
– Posso saber quando? – perguntou desapontado, mas sem demonstrar.
– Não sei – falou tranquilamente – espera pelo menos um mês, por favor, pois eu sou nova aqui, espere os alunos se acostumarem com minha presença.
Snape ficou em silêncio, pensativo.
– Está bem, a senhorita está certa.
Ela voltou
sozinha para seus aposentos, pois Snape precisava ir até o salão comunal da
Sonserina.
Capítulo 10 –
Duelo
Márcia conversou com Snape sim, mas somente sobre assuntos profissionais, pois ele também notou que os alunos sempre comentam quando ele está ao lado dela em público.
Ainda assim, preferiu agüentar os comentários dos alunos do que ficar um dia sem olhar para ela, pelo menos, depois que passaram dois meses, ela sorri discretamente para ele quando se encontram, ele queria retribuir o sorriso, mas não consegue, sua timidez não deixa.
Gosta de vê-la conversando com a Tainá em português durante os intervalos, ninguém sabe, mas durante as férias depois que conheceu Márcia, ele estudou muito para aprender a falar o idioma, pois sonha em viajar com ela para BH nas férias.
Por mais que
não conseguisse admitir, no fundo ele sabe que está atraído pela mestra de
poções.
O inverno chega a Hogwarts e Márcia ficou maravilhada, pois vê a neve caindo pela primeira vez na vida.
Ela estava na biblioteca observando os flocos de neve desceram, quando sentiu alguém tocar seu ombro. Ela vira-se e encontra Snape, a apenas alguns centímetros de distancia.
– Desculpe incomodar sua contemplação, mas preciso de um favor seu – falou.
Márcia ouviu
o favor atentamente e aceitou, pois o favor que o Snape pediu coincide com o
horário de folga dela.
No dia seguinte, ela aparece na sala dele que foi ampliada, acompanhada por vários alunos do segundo e terceiro ano, de todas as casas. A sala ficou cheia.
No centro da sala, havia um palco baixo em formato de “I”, onde Snape, sem sua habitual capa, de braços cruzados, espera os alunos se acomodarem para assistirem a aula
Márcia acha a visão maravilhosa, Snape sem a capa, fica ainda mais sensual, e se lembra da cena do clube do Duelo, em HP e a Câmara Secreta.
“Mas desta vez, EU vou te derrubar”, pensou olhando para ele maliciosamente, enquanto explica como funciona os duelos.
Ele chama-a, Márcia sobre por uma escada em uma das pontas do palco.
Ela usa um Sobretudo azul fechado por cima com um conjunto bege escuro de calças e blusa por baixo, botas pretas sem salto e prendeu os cabelos em uma trança alta, onde havia fitas azuis e prateadas enroladas com sincronia. Quem vê, pensa que ela representa os alunos corvinais.
– A senhorita Sousa está aqui pois foi convidada a me ajudar em uma demonstração de como funciona os duelos – falou enquanto se posiciona bem próxima a ele.
Márcia sorri para os alunos da lufa-lufa e corvinal que torceram para ela, gritando seu nome.
– Silêncio! – gritou Snape para os alunos – esta é apenas uma demonstração, não uma batalha entre casas.
Ele só não tirou pontos porque estava bem perto da mulher desejada, achou que isso iria deixá-la chateada. Ele voltou-se para ela.
– Primeiro, senhores – começamos com um pequeno ritual de referencia ao adversário – falou Snape.
Snape e Márcia voltaram-se um para o outro, sacaram suas varinhas e fizeram um movimento rápido, em seguida, curvaram um para o outro.
Quando se levantaram, ele perguntou fitando-a diretamente.
– Está pronta? – murmurou.
– Já nasci pronta – murmurou de volta.
Suspiraram e andaram, cada um foi para uma ponta do palco, os alunos estavam em silêncio, tensos.
Quando atingiram a ponta, viraram-se rapidamente e ficaram em posição de duelistas. Márcia esticou o seu braço esquerdo, onde segura a varinha e levou o outro braço para trás, o mesmo em relação as pernas, já Snape levantou sua mão esquerda para cima, e esticou o braço direito, cuja mão segurava a varinha.
– 1, 2, 3 ... EXPELLIARMUS!!
– PROTEGO – gritou Márcia, mas este feitiço apenas anulou o ataque do Snape.
– ESTUPERFAÇA– replicou Márcia, e assim, ela derruba o professor de DCAT, mas não chega a cair do palco.
Todos comemoraram a vitória da professora Márcia, Snape, já de pé com sua varinha nas mãos, se aproxima e agradece pela participação. Se fosse outro professor, ele teria dado um jeito de continuar o duelo.
– Quero dois voluntários para duelarem aqui! – exclamou Snape.
Vendo que os todos os alunos queriam duelar, chamou duas alunas.
– Srta. Martins e srta. Swan, subam agora! – gritou Snape, as duas meninas, subiram uma em cada ponta.
Ele escolheu duas rivais poderosas, Catherine Swan, da Corvinal e Tainá Martins, da Sonserina, os alunos também sabem e por isso, começaram a torcer, gritando os sobrenomes das duas.
Severus pegou Márcia pelo antebraço delicadamente e puxou-a para a ponta onde está a Tainá.
– Boa sorte srta. Martins – falou Márcia bem baixinho, só para ela ouvir.
Incentivada, Tainá vai até o centro do palco ao encontro da outra aluna.
A professora
de poções sabe que Tainá odeia a Catherine a aluna sonserina já afirmou
várias vezes para Márcia que prefere ser uma trouxa do que a melhor amiga da
Swan.
Ele encosta nela com o braço, delicadamente, ela sente, mas finge que não se importa, enquanto seu corpo se acende com o toque.
As duas cumprem o ritual de reverência se afastam e ficam em posição de luta. Mas Swan é mais rápida.
– Expeliarmus – gritou.
Tainá viu sua
varinha voar longe, ficou furiosa na hora, Swan sorriu diabolicamente.
– ESTUPERFAÇA – gritou Swan e soltou o feitiço.
Márcia queria ficar na frente da aluna para protegê-la, mas Snape segurou-a pela cintura com força. Ela sentiu o seu corpo indo contra o dele violentamente, nunca o sentiu tão junto, adorou o perfume cítrico que ele usava, ele não resistiu e encostou seus lábios no pescoço dela, mas sem beijar. Os alunos não viram nada, pois estavam atentos ao duelo.
Tainá ergueu a mão direita, abriu-a e gritou—PROTEGO!
O feitiço foi absorvido pela proteção na hora, Márcia se debatia violentamente com Snape, que não a largava de jeito nenhum.
– Ela precisa aprender se defender sozinha! – murmurou Severus, querendo gritar.
– Não é isso
que está em jogo – murmurou, olhou de volta para Tainá – NÃÃOO!!
Tainá erguera as mãos rapidamente.
– EVERTE STATUN – gritou Tainá, jogou Catherine longe do palco, ela lançou com muito mais ódio, o que potencializa sua força.
Os alunos da Corvinal foram correndo para ajudar a aluna.
Márcia não
agüentou mais, Snape soltou-a para ajudar a aluna ferida e Márcia pegou
Tainá pelo braço e saiu da sala rapidamente, sem ninguém notar..
**************
As duas correram até a sala do diretor, Márcia falou a senha, subiu na escada em espiral e logo, está diante de um Dumbledore perplexo com a aparição das duas.
Márcia respirou um pouco antes de falar.
– Diretor, eu vim até aqui porque temos um problema sério – falou Márcia ofegante.
– Por favor meninas, sentem-se – falou Albus.
AS duas se sentaram em cadeiras conjuradas.
– Aceitam um copo de água?
Márcia disse sim com a cabeça, junto com Tainá.
– Dobby – chamou Dumbledore.
O elfo desaparatou com dois copos de água gelada e ofereceu para as duas, que agradeceram em coro.
– Obrigada Dobby.
– Dobby fica feliz por ser útil a duas lindas damas – falou o elfo, que fez uma reverência e aparatou.
As duas tomaram a água com gosto.
– O que aconteceu, srta. Sousa? – perguntou o professor.
– Antes de mais nada, preciso que o senhor bloqueie o acesso a sua sala.
– Claro.
Dumbledore disse um feitiço que lacrou a entrada.
– Vou ser direta senhor, a srta. Martins foi uma aluna minha, lá no Brasil, e ela é perita em FSV, assim como eu.
Tainá sentiu seu rosto queimar de vergonha e constrangimento, sabia o que fez, por isso, não culpa sua professora por ter denunciado-a, mas não queria que fosse dessa forma.
– O que aconteceu? – perguntou Dumbledore.
Márcia contou tudo o que aconteceu, Dumbledore olhou para a Tainá com repreensão.
– Fez muito bem, srta. Sousa ter trago a Tainá para cá – falou com firmeza – eu não sabia que ela era uma perita em FSV.
– Não queria fazer isso professor, foi a primeira vez! – Tainá tentou justificar-se, tristemente – eu não vou fazer de novo, eu juro!
– Não se preocupe, minha criança – falou Dumbledore – estou ciente que não vai fazer isso novamente em público.
– O problema não é esse diretor – falou Márcia, começando a ficar desesperada – é o Snape e os outros alunos, o que vamos fazer?
– Quanto aos outros alunos, não se preocupe, existe uma desculpa perfeita que a srta. Martins, pode dar sem ser revelada, basta ela falar que conseguiu extrair o poder da suas mãos com a raiva que sente pela srta. Swan, as vezes, isso acontece com alunos normais, sem saber que existe FSV.
Tainá respirou aliviada, pois não receberá expulsão nem detenção.
– Agora, quanto ao Snape – falou Dumbledore, mais cauteloso – deixa-o comigo, vou conversar com ele.
– Mas depois do que fiz, ele vai me perseguir até descobrir a verdade – falou Márcia, com desdém – pois isso é típico dos sonserinos.
– Então, evite-o ao máximo, se não puder, tente desconversar sobre o assunto, ele não poderá saber sobre FSV, pelo menos, não quando estiver pronto.
– Como assim? – perguntou Tainá.
– Isso é um assunto entre nós dois.
Márcia e
Tainá deixaram a sala, que Dumbledore desbloqueou para a passagem delas.
Capítulo 11 –
Presente de natal
Evitar Severus Snape, o homem que deseja por tantos anos não foi nada fácil, principalmente quando ele lança um daqueles olhares assassinos, que Márcia faz o impossível para não responder. Ela sabe que ele está furioso, pois ela não pode explicar nada.
Foram inúmeras vezes que o professor de DCAT se aproximou da professora de poções para perguntar o motivo de ter tirado a aluna da sala tão rapidamente, já chegou a ameaçá-la, mas Márcia sempre consegue se safar.
Acabou desistindo quando ela finalmente o convenceu com a seguinte frase:
“Professor, eu tenho os meus segredos assim como o senhor tem os seus, eu sei que se eu lhe pedir, mandar ou até ameaçar, o senhor não vai me falar nada, portanto, me deixe em paz, o mesmo vale para a srta. Martins!”.
Foram palavras duras demais,
e assim, Severus parou de incomodá-la, Márcia ficou triste, pois no fundo,
gostava de ser abordada, e realmente queria contar para ele o sobre a suas
habilidades em executar FSV.
É final de dezembro, os alunos já se arrumam para passarem o natal fora de Hogwarts, Márcia consegue uma autorização especial dos pais dela e leva Tainá para passar o natal com ela em Londres.
Snape vê as duas brasileiras partindo no expresso de Hogwarts, escondido, em seguida, volta para o castelo.
Por mais que não admita, ele sofre com a indiferença dela, até desistiu de procurar saber do mistério que envolve as duas, depois das duras palavras da mestra de poções, deitado em sua cama, pronto para dormir, na noite de 23 de dezembro, até que alguém bate na porta.
Ele veste um robe e atende a porta, é Dumbledore.
– Espero não ter incomodado-o, meu amigo – falou o diretor.
– O senhor nunca incomoda, pode entrar – Snape deu passagem para o diretor.
Dumbledore sentou-se na poltrona que havia no quarto, Snape sentou – se em uma cadeira próximo da escrivaninha.
– Estou aqui porque preciso de uma ajuda sua, em relação a nossa mestra de poções.
– Em que posso ser útil?
– Eu sei que você é perito em feitiços não-verbais, Severus, e a professora Márcia é uma bruxa muito especial. Conhece a história dela?
– Sim – respondeu, secamente – o senhor me contou naquela carta que me enviou em Agosto, quando estava no Brasil.
– Ótimo – replicou satisfeito – mas saiba que eu não contei tudo.
– Quero dar uma contribuição pelo que a nossa querida brasileira está fazendo pela nossa escola, infelizmente, não poderei fazer isso pessoalmente, pois os assuntos de Hogwarts tomam todo o meu tempo.
– Que tipo de contribuição?
– Gostaria de você ensinasse a senhorita Sousa a executar feitiços não-verbais.
Snape se admirou com o pedido, mas procurou não transparecer.
– Por qual motivo? – perguntou – pensei que ela tivesse aprendido na escola.
– Mas, ela não aprendeu – replicou – pois feitiços não-verbais é um modo muito avançado de se executar magia, e como já te falei, ela fez um supletivo.
– O que é um supletivo?
– É um modo mais rápido de se cursar um período letivo, no caso da professora Sousa, que cursou apenas 3 anos.
Snape se admirou.
– E ainda conseguiu o título de Mestra de Poções, com tão pouco tempo de estudo?
– Ela tem o dom para estudo de poções e é muito inteligente. Por isso, conseguiu se tornar uma mestra.
– Se ela é tão inteligente como diz – falou em tom de deboche e com certa mágoa contida – ela mesma pode se desenvolver sozinha.
– Infelizmente não – replicou Dumbledore – existe um motivo mais forte para ela saber esse tipo de feitiços.
Snape se encostou na cadeira, pronto para ouvir, Dumbledore realmente precisa falar.
– A senhorita Márcia é uma FSV.
– O que é isso? – perguntou, mas se manteve indiferente.
– É uma habilidade incrível, que somente bruxos que nasceram entre os trouxas podem desenvolver, FSV é...
Dumbledore explicou tudo sobre FSV, e com essa explicação, que esclareceu muitas dúvidas que Snape tinha sobre a jovem Márcia.
Quando o diretor terminou, este ficou satisfeito com a reação já prevista do professor sonserino, que ficou boquiaberto.
– Isso explica... tudo!
– O que quer dizer, Severus?
– Ah, nada... Esquece! – desconversou.
O diretor não insistiu.
– Então, vai ajudar à senhorita Márcia?
Ficou em silêncio por alguns segundos, depois, assentiu com a cabeça.
– Ótimo. – falou satisfeito – quando ela voltar, conte a ela o que sabe e a sua pré-disposição para ajudá-la.
Snape ficou estupefato.
– Por que tem que ser eu? – perguntou em tom de protesto.
– Porque você será o professor.
– Que eu saiba, o senhor também consegue executar feitiços sem varinha e sempre tem um horário para atender os professores.
– Mas a senhorita Márcia consegue executar qualquer feitiço sem varinha, o que não é exatamente, o meu caso e ela tem mais afinidade com você do que comigo.
– O que quer insinuar, Albus? – ele perguntou entre os dentes para chamar o diretor pelo primeiro nome, mostrando que está irritado
– Eu já notei o seu interesse por ela, mesmo antes de conhecê-la – falou tranquilamente.
Snape fingiu indignação.
– Ah, francamente diretor, ela tem idade para ser minha filha!
– Mas eu já notei que você não a vê como uma filha, e ela não o vê como um pai. Nada impede de você ficar com ela, só o seu orgulho, pense nisso.
Dumbledore se levantou, antes de sair.
-- A propósito, feliz Natal –
falou sorridente, antes de fechar a porta.
*********************
No dia 25 de dezembro, de noite, Márcia volta para o castelo junto com a Tainá, antes do jantar, Severus consegue convence-la a conversar a sós.
Em um corredor, próximo do grande salão, ele falou sobre a conversa que teve com o Dumbledore, no dia anterior.
Márcia ficou estupefata, mas gostou de saber que não precisa esconder mais a sua habilidade do homem que tanto deseja.
– Ele se sente muito grato pelos resultados que a senhorita apresentou na escola – justificou friamente – seu nome é conhecido em todo o Reino Unido, senhorita Sousa.
– Mas... – perguntou com cautela – o senhor está disposto a me dar estas aulas?
Snape hesitou por um momento.
– Estou disposto a cumprir as ordens do Dumbledore, senhorita – respondeu secamente.
Márcia ficou visivelmente decepcionada. Achou que a iniciativa fosse do professor de DCAT.
– Mas vai ser uma experiência interessante, nunca ensinei uma FSV antes, ainda mais, a uma professora – concluiu – quando começamos?
Márcia esboçou um sorriso, de alivio.
– Depois do ano novo – respondeu.
– Certo, esteja às 10 da noite no meu escritório.
– Estarei lá.
******************************
Passam 3 semanas desde a noite que Dumbledore conversou com Severus, Márcia comparece as aulas que ocorrem 3 vezes por semana no escritório dele, nas masmorras, próximo dos seus aposentos.
Finalmente, pode-se dizer que Severus e Márcia ficaram amigos, e isso fez com que ele se aproximasse dos outros professores, principalmente aqueles que foram seus ex-alunos da grifinólia.
Márcia já sabia executar alguns feitiços simples sem falar nada, mas foi difícil aprender a conjurar não - verbalmente sem sua varinha.
Durante uma das aulas, Snape contempla-a fascinado, pois para ele, era impossível executar feitiços tão poderosos sem a ajuda de uma varinha.
-- A senhorita pode ser mais poderosa do que Albus Dumbledore – comenta Snape.
-- Pode ser – respondeu Márcia – mas não quero ser mais ou menos poderosa do que ninguém.
Ela conjura pedras coloridas e polidas com as mãos quando Snape finalmente perguntou.
-- A srta. Martins também é uma FSV, não é mesmo? E a senhorita sabe disso.
Márcia gelou na hora.
-- A Tainá? Claro que não – mentiu, nervosa.
Snape se aproximou dela, Márcia parou de conjurar pedras e olhou para ele.
-- Eu já vi a srta. Martins executar feitiços muito poderosos – falou tranquilamente – durante o primeiro e segundo anos, srta. Sousa, e ela não estava com sua varinha, teve uma vez que ela anulou uma azaração na qual eu iria ser atingido, conjurando um feitiço de proteção sem se mexer, pois estava petrificada.
Márcia ficou pálida.
-- Sabe por que eu te segurei naquele dia, no clube de duelos?
Márcia balançou a cabeça negativamente.
-- Porque sabia que a srta. Swan merecia uma lição, afinal, ela é uma encrenqueira e arrogante, só não esperava que a srta. Martins executasse o feitiço para Estuporar daquele jeito, e sabia que, a senhorita queria impedi-la.
-- Então, de certa forma, o senhor já conhecia a habilidade dos FSV? – perguntou, ainda assustada.
-- Sim – falou em português, mas não havia nenhum vestígio de sotaque na voz dele – pode ficar tranqüila, srta. Sousa, seu segredo está seguro comigo.
Márcia gostou de ouvi-lo falando no seu idioma natal.
-- Agora, volte para a sua tarefa – falou Snape.
Márcia sorriu
e continuou conjurando as pedras.
Capítulo 12 –
Duelo com o Cão
Só para ficar perto dela, Snape aceitou a aproximação, de outros professores ficaram pasmos quando finalmente se viram conversando amigavelmente com o professor de DCAT, principalmente o Neville.
E assim, Márcia soube da história que não está nos livros, o que realmente aconteceu com Potter e Evans.
Foi Rony quem contou, durante um jantar.
– Naquela noite, Lillian Evans Potter, que está com o filho, Harry Potter, de 11 meses foram para um vilarejo trouxa, visitarem alguns parentes dela. Que ficava próximo do bairro onde ela passou a infância.
– Na casa, encontram o Snape, com aquele mau-humor de sempre, pois ele acompanhava uma prima por parte de pai, que conhecia a família da Lílian.
– Snape queria voltar para o bairro onde mora, mas ficava muito longe dali e assim, teve que pedir uma carona para James, que hesitou muito, mas aceitou, pois sabe que o bairro dele ficava no caminho para a casa onde os Potter mora.
– Daí, os três, mais a criança, foram de carro para casa, mas James não tinha muita experiência em dirigir carros trouxas, excedeu o limite de velocidade, bateu o carro, que capotou duas vezes de forma violenta.
– James morreu na hora, por causa do impacto, Llilan ainda estava viva e deseperada, já Snape, mesmo gravemente ferido, conseguiu sair do carro junto com a criança.
– Mas quando foi buscar ajuda, era tarde demais, a Lílian chegou a ser socorrida, mas morreu a caminho do hospital, o único que escapou sem grandes seqüelas, foi o menino, que apenas sofreu um arranhão na testa, que deu origem a sua cicatriz.
– Contudo, apesar de ter sido, de fato, o herói da história, Snape foi linchado por todos os amigos do casal, tanto que o Harry só ficou sabendo do que realmente aconteceu quando mexeu na penseira do Snape, no 7° ano em Hogwarts. Daí, o Harry sentiu muito ódio, do Lupin e de outros amigos dos seus pais que acataram a versão do Sirius, que disse a todos que Snape havia discutido com James no volante e provocado o acidente.
– Agora, Harry deu o nome de Albus Severus Potter ao seu segundo filho e quer muito que o Snape seja o padrinho do menino.
Márcia concordou em ajudar o Harry Potter em que precisasse.
******************************
Chega o mês de fevereiro, ainda faz muito frio e Márcia já sente falta do calor no Brasil, cujo mesmo mês é de verão.
Márcia fica cada vez mais impressionada com a rápida evolução do Snape nas aulas de FSV, que acontecem apenas 2 vezes por semana no escritório dele.
Numa noite, a escola recebe uma visita maravilhosa, menos para Snape, é Sirius Black que apareceu para levar um recado para o casal Weasley.
Daí, ele é apresentado a Márcia, Sirius se encanta pela bela morena e a chama para conversar no salão principal, em particular.
Só falam sobre coisas triviais, nada de importante.
Mas quando Severus o vê conversando com a mulher dos seus sonhos, ele sente seu sangue ferver, sua cara fica vermelha de raiva e ciúme, ele não costuma sentir isso nem pelo Neville, que está solteiro.
– O quê você quer com a srta. Sousa? – perguntou, muito irritado – seu cão sarnento.
Realmente, Sirius é um animago que se transforma em um cachorro enorme.
– Nada que seja da sua conta! – falou Sirius, ainda mais irritado – Ranhoso!
Os dois sacaram a varinha ao mesmo tempo, um apontando para a cara do outro.
– Parem os dois! – exclamou Márcia.
Os dois bruxos olharam para a mulher e guardaram suas varinhas.
– Eu não vou querer te machucar na frente desta bela senhorita, Ranhoso – falou Sirius, provocativo.
– Não me subestime, seu pulguento! – respondeu Severus.
Sirius se dirigiu para o casal Weasley, quando o viu a uma boa distância, Márcia resmungou.
– Agora que o senhor é um perito em FSV, me prometa uma coisa.
– Pode falar – falou, mas pensou “o que você quiser, minha querida.”
– Não duele com o Sirius! – ela foi bem enfática – me promete?
Snape hesitou.
– Tem a minha palavra, srta. Sousa.
Ela sorriu discretamente e foi falar com Sirius e os Weasley.
Snape saiu do local, para não cair na tentação , “uma Sectunsempra para cima desse cão sarnento não seria má idéia”, pensou.
********
Caminhou em direção a masmorra, até ver uma das tochas do corredor ser apagada com um feitiço.
Ele virou-se, era Sirius.
– Agora que a senhorita Márcia não está aqui, você não me escapa Ranhoso! – exclamou, em posição de duelista.
Snape também ficou em posição de duelista.
– Porque você me persegue? – perguntou Severus, sarcástico – está com raiva de mim? Afinal, seu querido afilhado descobriu a verdade! Eu disse : A VERDADE!
– Você me paga, Ranhoso! – gritou Sirius – O Harry me odeia por sua causa!
– Coitadinho ! – falou, ainda mais provocativo – chora na cama que é lugar quente!
Sirius não agüentou.
–EXPELIARMUS – gritou.
A varinha do Snape voou longe, impulsivamente, ele retornou para posição de luta sem receio, pois pode derrotar Sirius sem a varinha.
– Não me faça rir, Ranhoso – gritou Sirius – você não pode fazer mais nada!
Sírius
lança um feitiço que o joga longe, ele só para quando bate em uma parede e
cai, todo machucado e inconsciente.
Capítulo – 13
Harry Potter
Severus Snape acorda depois de dois dias, só com as calças do seu pijama de seda preto, no peito, havia vários curativos espalhados pelo corpo, ele está em seu quarto completamente vazio, senta se na sua cama e encontra ao lado do criado-mudo, vários presentes embrulhados, se surpreende quando lê os cartões.
Os professores grifinólios, Draco e vários alunos de todas as casas desejavam melhoras para o professor, mas apenas um deles chamou a sua atenção.
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Prezado
Severus Prince Snape
Nós realmente sentimos muito pelo que Sirius fez ao senhor, nós os visitamos estes dias, nossos dois filhos e nós esperamos que se recupere logo, pois queremos lhe fazer um pedido muito importante.
Confirmamos presença no baile dos ex-alunos, nós queremos que apadrinhe Albus Severus.
Aguardamos sua resposta durante o baile.
Melhoras
Harry James Potter, Ginerva Molly Weasley Potter e filhos.
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Snape se surpreendeu com o pedido do Potter, perdeu-se em seus pensamentos até a sua porta se abrir.
É a enfermeira Ponfrey, que sorriu ao vê-lo acordado.
– Graças a Deus – falou. – o senhor acordou.
– O que aconteceu? – perguntou enquanto ela entra no quarto.
– O senhor ficou em coma por causa do ataque do Black – falou – nunca imaginei que ele pudesse ser tão covarde – a enfermeira falou em tom de desprezo.
– Mas em compensação – falou a enfermeira – todos se mobilizaram para ajudá-lo, principalmente a professora Sousa.
Ele permaneceu impassível, mas por dentro, comemorava.
– E quanto ao sar... quer dizer ao Black, o que houve com ele? – perguntou Snape.
– Ele foi preso, mas ainda não foi mandado para Azkaban, pois ele alega legitima defesa.
– Desgraçado! – grunhiu – sempre dá um jeito para se safar!
– Mas não se preocupe, professor, existem indícios e provas concretas que Sirius está mentindo, talvez, ele seja mandado para uma prisão mais amena que Azkaban, pois ele é bastante influente.
– E também – continuou – toda a escola está do seu lado, graças a professora Sousa, que influenciou a todos enquanto o substituira nas aulas de DCAT.
Ele esboçou um sorriso.
– Eu quero vê-la – falou.
– Infelizmente, ela está dormindo, pois lhe deram uma poção do sono, pois se dependesse dela, não sairia do seu lado para nada.
– Ela esteve aqui enquanto eu ... Dormia?
A enfermeira afirmou com a cabeça. Ela termina de preparar o remédio do Snape e sai, ele toma e faz uma careta horrível, mas se sente melhor depois que termina de tomar.
“Ela esteve aqui, a minha garota”, pensou e sorriu.
******************************
Horas depois, seu quarto está cheio de alunos sonserinos do primeiro ano, que o visitam, felizes pela sua recuperação. Snape procurou se manter sério, mas agradeceu a presença e o carinho de todos. Soube por um deles, que alunos de todas as casas querem visitá-lo, mas os sonserinos terão prioridade por motivos óbvios.
Recebeu Tainá, que estava acompanhada por alunos de outras casas, ela disse ao pé do ouvido que Márcia realmente passou as duas noites ao lado dele, sem dormir, E que agora, ela dorme tranquilamente em seu quarto, sob efeito de uma poção do sono que Dumbledore pediu para dar.
Após receber a visita dos alunos, foi a vez dos professores, que lhe deram uma poção restauradora o fez recuperar totalmente a energia, e assim, ele pôde sair do seu quarto para jantar.
Ao lado da recuperação do Snape, Dumbledore também avisa que está chegando o dia do baile dos ex-alunos, em Hogwarts.
Muitos alunos ficaram felizes, pois souberam que seus pais e mães ilustres foram convidados, outros, nem tanto, mas isso não vem ao caso agora.
Faltam cerca
de cinco semanas para o baile, que será na noite onde ocorrerá o equinócio
de primavera.
Após o jantar, Snape correu para a masmorra, direto para os aposentos da Márcia. Lançou um feitiço poderoso na porta do quarto dela, que poucos bruxos conhecem, pois ele é capaz de permitir a abertura de qualquer porta, mesmo com senha.
Ele entrou no
quarto e sentiu o cheiro e a presença dela enchendo o lugar. E encontrou a
coruja dela acordada descansando no poleiro, a velar o sono da dona.
Tuquinha piou alto, mas Snape ordenou para que ela se calasse, entregou-lhe algumas migalhas que estavam em sua capa para ela comer, Tuquinha aceitou de bom grado e entendeu o recado, a coruja pegou as migalhas com o bico e saiu voando pela janela.
Aproximou-se daquela que considera a mulher dos seus sonhos, pois no fundo, ele sabe que é correspondido por ela, toca o rosto dela com ternura e se senta em uma ponta.
Márcia usa um pijama de alças preto bem sensual, exibindo aquele belo corpo, ele sabe disso porque ela está completamente descoberta, suada e com suas roupas amassadas, ele teve a nítida impressão de que estava sonhando.
Do nada, ela abre os olhos bem devagar, acorda aos poucos e se encolhe de frio. Ele a cobre com o cobertor de pelúcia até a altura do pescoço, mas não havia notado que ela acordara.
Só percebe quando ela dá um pulo e se senta na cama, completamente assustada.
– Eu estou sonhando! – exclamando, com seus olhos arregalados em cima do professor de DCAT.
Snape beliscou-a no braço, Márcia gemeu de dor.
– Está bem acordada, srta. Sousa – falou com sarcasmo – portanto, eu também estou.
Por impulso, ela o abraçou, depois de muito tempo, é a primeira vez que se abraçam. Murmuraram palavras sem nexo até Márcia sentir frio de novo, ele a deitou e cobriu-a
– Tainá me contou que esteve comigo enquanto eu ... dormia – falou, enquanto acariciava os cabelos dela.
Márcia não disse nada.
– Obrigado – falou e deu um beijo demorado na testa dela.
Teve um impulso de beijar a boca dela, mas se segurou ao máximo e se afastou, ainda sentado na cama, olhou para o criado mudo e identificou a poção que ela tomou.
– Agora, a senhorita, terá que tomar o resto da poção para dormir a noite – falou, enquanto pega o frasco. Márcia hesitou, mas bebeu tudo porque ele deu na boca dela.
Limpou a boca da Márcia com um lenço conjurado, mais uma vez, sentiu sua boca pedir pela dela, mas deu outro beijo, no rosto e saiu sem dizer boa noite.
Ele saiu do
quarto com seu corpo pegando fogo, pois não sabe quanto tempo irá agüentar.
Voltou para o
seu quarto e foi tomar um banho, mesmo assim, o desejo continuou, não teve
outro jeito, completamente nu, durante o banho, ele se masturba, pensando em
Márcia. Ele considera essa pratica nojenta e repulsiva, mas quando fecha os
olhos, se vê abraçado com ela na banheira.
Capítulo 14 –
Premissas do baile
Passam quatro longas semanas, antes do baile, os alunos e professores estão cada vez mais agitados, pois este é o primeiro baile de ex-alunos a ser realizado em Hogwarts.
Dumbledore tirou essa idéia de filmes americanos trouxas e viu que isso se aplica perfeitamente a um colégio bruxo inglês de tradição.
As meninas de todas as casas, inclusive as do primeiro ano, estão começando a preparar seus vestidos de gala trazidos de casa ou da costureira e aguardando que sejam convidadas pelos garotos desejados.
Os rapazes, já começam a convidar as moças para fazerem par, falam dos seus sucessos (ou fracassos, quando são descobertos) na hora de chamar.
Toda a escola está em clima de festa, tanto que, Dumbledore convoca todos os membros, alunos, professores e funcionários para um ensaio geral.
A maioria dos alunos comparece, principalmente aqueles que não sabem dançar, os professores também vieram em peso, menos Snape. Dumbledore avisou que ele foi buscar alguns convidados ilustres que foram da Sonserina.
Mcgonagall explicou como funciona a valsa e chamou um casal e um voluntário para dançar. Malfoy, tirou Márcia para dançar a valsa.
Márcia teve dificuldades nos primeiros passos, mas Draco foi bastante gentil com ela, o que a fez aprender rapidamente.
– Se eu não fosse casado, te tiraria para dançar – murmurou, satisfeito com o aprendizado dela.
Márcia sorriu. Daí, vários
alunos tomaram coragem e tiraram seus pares para dançar, alguns tropeços e
pisões no pé marcaram a aula, mas sorte que ainda falta uma semana para o
baile.
Mas de repente, ela se lembrou de que nunca foi aluna em Hogwarts, portanto, não pode participar de um baile com ex-alunos. Esse pequeno lembrete acabou com suas expectativas, logo ela, que já tinha até comprado o vestido para o baile.
Contudo, ela procurou disfarçar ao máximo a tristeza que tomou conta dela durante a semana. Só se afastava quando os alunos ou professores começavam a falar do baile, mas fazia isso discretamente, arranjando alguma desculpa qualquer.
Mas alguns notaram que ela comia pouco nas refeições, está mais amarelada do que nunca, e até pediram para ela ir até a enfermaria, mas Márcia desconversava e se afastava.
Só que, na sexta-feira, um dia antes do baile, a ultima aula do dia, para grifinólios e sonserinos do terceiro ano acabou, o ultimo aluno agradeceu sorridente pela aula e fechou a porta, finalmente, Márcia desaba a chorar.
Só não imaginava que a porta seria aberta novamente, e pela Tainá.
A aluna entrou e trancou a porta com um feitiço, correu até a mesa da professora, Márcia só notou a presença dela quando a viu enxugar as suas lágrimas.
Márcia hesitou muito, mas desabafou com sua aluna, que no momento, pode chamar de amiga. Tainá também ficou chateada, mas Márcia pediu segredo absoluto para ela.
Vendo que a professora ficou
mais calma, Tainá saiu correndo da sala e da masmorra, direto para o
escritório do diretor.
A mestra de poções planeja em sair de Hogwarts logo após o jantar, em seu quarto, já deixou pronta a sua bolsa, pois pretende sair fugida do castelo, para só notarem a ausência dela no dia seguinte.
Iria escrever um bilhete, mas
resolveu fazer isso depois que voltar. Saiu e se dirigiu ao salão principal,
pois Dumbledore havia convocado todos os professores e alunos.
Já na mesa, ela procurou apresentar a sua simpatia de sempre. Ao lado dos professores grifinólios, mas sendo observada pelos dois professores sonserinos.
Dumbledore silencia a todos e
começa a dar o seu recado.
– Fiz questão de convocar a todos na véspera do baile para saudar os primeiros convidados que vieram de longe, para passarem a noite na escola.
Os portões se abrem e de lá saem dezenas de pessoas, todos adultos, ex-alunos ilustres que usam capas pretas com o brasão da sua respectiva casa no peito e nas costas, eles se acomodaram nas mesas preparadas para eles.
Hermione, Rony e Neville vibraram muito quando viram Harry e Gina, Márcia viu o casal acenando para os Weasley e para Nevile, e ela se emociona ao ver HP de verdade pela primeira vez na vida.
Hermione explicou que os dois se tornaram aurores muito poderosos, os mais requisitados e recomendados do ministério, por isso, foram convidados.
Foi então que Márcia nota que os professores, alunos, e até os demais funcionários usavam aquela mesma capa, só mudando o brasão, menos ela, por isso, a professora fica envergonhada.
Após os primeiros ex-alunos se acomodarem, foi feito silencio novamente, para Dumbledore dar o segundo recado.
– Como muitos de vocês sabem, a nossa querida professora de poções, a srta. Sousa nunca foi aluna de Hogwarts – falou Dumbledore, causando burburinho nos alunos, que imediatamente ficaram em silêncio.
Todos os olhares se voltaram para a Márcia, que ficou visivelmente constrangida.
– Então, teoricamente, ela não deveria participar do baile composto por ex-alunos e alunos da escola – todos os alunos, sem exceção, protestaram alto, Márcia teve vontade de chorar na hora, mas segurou-se.
– Silêncio – falou Dumbledore, todos se calaram.
– Mas – continuou
pausadamente – ela é considerada, por vocês mesmos, a melhor professora que
passou por esta escola, portanto, posso abrir uma exceção e torná-la a nossa
convidada de honra, desde que os ex-alunos concordem.
Muitos ex-alunos presentes, são pais de alunos atuais, que receberam cartas de seus filhos elogiando a professora. Um ex-aluno da lufa-lufa, levantou-se.
– Meu Brian odiava poções antes da senhorita chegar – falou o homem emocionado, para a Márcia – agora, ele me conta que sonha em se tornar um mestre da área, graças a senhorita.
Todos aplaudiram, principalmente os alunos da lufa-lufa.
– Meus dois filhos – levantou-se uma mulher, da Corvinal – também desprezavam poções, agora, ambos estão no sétimo ano e querem se especializar como fabricantes de poções, o que me deixa muito orgulhosa, pois, minha família tem essa tradição, e essa mudança, eu devo a senhorita.
Todos aplaudiram, mas desta vez, os alunos da Corvinal, incluindo os rapazes, que são gêmeos, vibraram.
– Bom, professor Dumbledore – falou um homem velho, mas com a aparência conservada, de cabelos brancos, longos e meio alourados, com a capa cujo brasão é da Sonserina, Márcia o reconheceu, pois é a cara do filho, Lucius Mafoy – estou a par da situação, e reconheço que a senhorita Sousa é uma excelente professora, diante da emoção de alunos, principalmente aqueles que são da mesma casa que eu, peço em nome de todos os sonserinos, para permitir que a senhorita Sousa seja convidada.
Márcia ficou boquiaberta, como todos os presentes não-sonserinos, até Lucius Malfoy é um aliado.
Daí, todos os presentes, menos os professores, é claro, pediram em coro, pela Márcia, que ficou no seu canto, querendo chorar, mas de alegria e emoção.
– Bom, se esta é a vontade de todos – falou Dumbledore – está convidada Srta. Sousa – falou, voltando-se para ela.
Todos pularam das suas cadeiras, aplaudiram, gritaram o nome da Márcia, mas Dumbledore mandou todos se calarem usando o feitiço do silêncio desta vez.
– Agora, como membro honorário de Hogwarts, srta. Márcia precisa passar por uma seleção, assim como todos nós passamos para saber de que casa nós somos, também, será nesta casa que ela irá se preparar para o baile.
Seis elfos desaparataram juntos, um leva um banquinho, o outro, que é o Dobby, leva o chapéu seletor, e os outros quatro, levam uma capa cada, com o brasão de uma das quatro casas.
Minerva se levantou e pegou o chapéu, Rony foi pegar a capa da grifinolia, Draco foi pegar a capa da Sonserina, Hilda Margie, professora de História da Magia foi pegar a capa da Lufa-Lufa e o Roger, professor de Runas Antigas, foi pegar a capa da Corvinal.
Márcia foi ao encontro deles e sentou-se no banquinho, o chapéu foi colocado na sua cabeça, que logo começa a falar:
– Hum, muito difícil, pois a senhorita carrega as características de todas as casas – murmurou – é muito difícil saber em qual casa posso encaixá-la, preciso analisar bem.
– Aceita uma sugestão? – murmurou Márcia, só para o chapéu ouvir.
– Claro, sugestões são sempre bem vindas.
– Sonserina.
– Muito bom, srta. Sousa, a senhorita tem ambição, e foi essa ambição que estimula todas as outras características a fez a atingir objetivos, antes inimagináveis, sem falar que é criativa e tem muita astúcia, sim a senhorita vai ser da ....
Todos ficaram em silêncio.
– SONSERINA!!! – o chapéu gritou, pois sabe da importância da sua escolha.
Os sonserinos, sempre discretos, fizeram um verdadeiro carnaval, aplaudiram, os mais entusiasmados, como a Tainá, pularam e incentivaram um coro, do tipo “Aha , uhu, a professora é nossa”, até os ex-alunos vibraram. Snape, que se manteve sério o tempo inteiro, sorriu de forma aberta e satisfeita, mas sem mostrar os dentes, alem de aplaudir muito, algumas alunas de outras casas repararam no professor de DCAT e ficaram encantadas com o sorriso dele. Draco até queria debochar do Rony, mas estava tão feliz que se esqueceu disso.
Dumbledore pediu para eles se calarem, Minerva tira o chapéu da Márcia, que se levanta e se dirige ao Draco, que coloca a capa com o Brasão da Sonserina, mas volta para seu lugar junto com o Rony.
O jantar finalmente se inicia, Hermione, Rony e Neville ficaram desapontados com o fato da Márcia ter sido selecionada para a Sonserina.
– Não fiquem assim. Não vou deixar de ser amiga de vocês por causa disso – falou Márcia – nem que eu tenha que brigar com o Snape.
Os três grifinólios sorriram,
mais aliviados, pois sabem que Márcia realmente é capaz de brigar com todos
os sonserinos para defende-los.
Depois do jantar, Márcia conversou com vários ex-alunos, mostrando que não é arrogante, como muitos sonserinos, alguns até se surpreenderam com a simpatia dela.
Em seguida, acompanhou alguns alunos para o salão comunal da casa, que fizeram uma pequena homenagem a ela.
Conversou muito com o Lucius Malfoy e a esposa dele, Narcisa Malfoy, que falaram bastante sobre a fama e influência que ela possui entre a elite dos bruxos ingleses, apesar de Márcia ser estrangeira, mas como sonserina, Lucius afirmou que essa fama vai se expandir para outros países.
Mas foram interrompidos pelo Severus Snape, que apareceu do nada e pediu para acompanhá-lo até a masmorra.
Márcia notou que ele está muito mais risonho do que ela se lembrava, e também sentiu que ele a olhava com muito mais desejo do que antes.
– Todos os sonserinos que estão orgulhosos hoje, sem exceção – falou Snape, com satisfação – acho que até Salazar Slytherin está comemorando em seu túmulo pela escolha.
– Isso eu já notei! – falou sorrindo maliciosamente – também já notei que TODOS os sonserinos que estão aqui na escola estão felizes.
Snape ficou vermelho, mas não deixou de sorrir.
Enfim, chegaram aos aposentos dela, Márcia boceja.
– Depois de uma noite destas – falou, com aquele tom de voz aveludada que deixa Márcia louca – precisará dormir bem.
– Com certeza – falou.
Ele suspirou, tomou coragem e pediu.
– Aceita ir para o baile comigo, amanhã?—ele tremeu, mas não transpareceu.
Márcia sabia que ele iria pedir, mas mesmo assim, não deixou de ficar surpresa, ela se aproximou e sussurrou.
– Seria uma honra. Eu aceito.
Snape ficou arrepiado, ela beijou-o no rosto, virou-se, abriu a porta do seu quarto e entrou.
– Boa noite, professor – falou sorrindo, antes de fechar a porta.
– Boa noite – murmurou.
Não se sabe quanto tempo Snape ficou diante da porta dele, sonhando acordado, mas quando finalmente saiu, murmurou:
– É essa mulher que eu pedi
para Deus.
Capítulo 15 – O
baile (até que enfim!)
No sábado de tarde, no salão comunal da Sonserina, mais precisamente, na ala feminina, Márcia se desdobrava para ajudar as ex-alunas a se arrumarem, pois grande parte das elfas foram dedicadas para ajudarem as alunas atuais.
Só teve sossego quando foi para seus aposentos se arrumar, lá, tomou banho, se maquiou, arrumou seu penteado e se vestiu.
Quando finalmente ficou pronta, alguém bate na porta. Ela correu pensando que era o Snape, mas quando atendeu, é a Tainá, que também está pronta, usando um vestido azul-claro e com seus cabelos presos em um coque alto enfeitado com purpurina azul clara, Márcia notou a cara de surpresa da moça.
– Quem foi a elfa que ajudou a senhora? – perguntou Tainá.
Márcia se sentiu insegura.
– Não chamei nenhuma elfa, eu mesma me arrumei – falou enquanto arrumava o vestido, alisando um amassado que não existia – está tão ruim assim?
– Ruim? – Tainá, ainda boquiaberta – você está maravilhosa!
Márcia deixa Tainá entrar, elogiou o vestido e o penteado dela.
– Eu vim aqui para falar que todos estão no portão de entrada do salão principal e queria acompanha-la – falou Tainá, que brinca um pouco com a Tuquinha.
– Você viu o Severus? – perguntou Márcia, muito ansiosa.
Tainá ficou maravilhada e surpresa.
– O professor Snape te chamou para ser par dele?
– Chamou.
Tainá deu um pulinho – que maravilha, vai dançar com ele, eu sabia que vocês formam um lindo casal.
– Você e o resto da escola – falou Márcia, meio entediada – já ouvi isso de todo mundo.
– Mas é verdade, você usa um vestido com a cor da casa que ele administra e sempre disse que foi uma grande fã dele.
– Mas isso foi antes de saber
que ele existe, e confesso que estou tremendo só de pensar que daqui a
pouco...
Soa um alarme na masmorra, é
sinal de que todos devem estar presentes nos portões do salão principal.
Márcia e Tainá vestem suas capas e saem do quarto. Encontram Narcisa Malfoy e Pansy Parkinson (esposa do Draco) no caminho.
Tainá vai na frente, pois o par que a convidou é um rapaz do 5° ano que pertence a Grifinólia.
Enfim, chegam ao salão
principal.
Severus está perto dos portões, próximo a uma escadaria que leva para as torres. conversa sobre política com Lucius e Draco, até que sente um perfume marcante, que conhece muito bem, olha para a direção das escadas, e contempla uma visão dos deuses. Uma dama com um vestido verde-musgo de seda, com saia longa e rodada, decote provocador, mangas curtas e com uma capa preta, descendo devagar, como estivesse deslizando sobre os degraus, ela usa um penteado que deixa o cabelo todo preso em um coque estiloso e duas finas mechas encaracoladas na frente das orelhas, no rosto, uma maquiagem leve e brilhante, que realça o tom da pele dela, que é muito raro em mulheres européias.
Ela conversa animadamente com uma senhora loira com um vestido preto e vermelho e uma morena com com um vestido amarelo ouro e capa prateada, igualmente elegantes. Severus nota que Draco e Lucius também ficaram boquiabertos, talvez por causa das suas esposas, (ou não).
Márcia só nota o olhar do
Snape quando finalmente desce as escadas, ela viu que ficou mais alta por
causa do salto das suas botas, e percebeu que ele também havia caprichado no
visual. Usa uma blusa, por cima um sobretudo e uma calça, todos de veludo
preto e uma capa que cobre tudo de maneira elegante, ela nota que os cabelos
dele estão mais “leves” e bem penteados, o que dá um certo brilho.
Ele beijou a mão dela
elegantemente, sem deixar de fita-la, maravilhado.
Enfim, os portões se abrem, todos se afastam e contemplam o salão principal, que foi todo decorado como um lindo jardim em um dia de sol, no fundo, onde fica a mesa dos professores, havia um palco com uma orquestra tocando La primavera do Vivaldi.
Os alunos entram e se acomodam aos poucos, nas mesas enfeitadas com flores perfumadas, as mesas foram distribuídas de acordo com as toalhas das cores das casas, vermelho amarelo azul e verde.
Primeiro, os alunos entram e se acomodam nas mesas maiores, em seguida, foi a vez dos ex-alunos e professores, nas mesas menores.
Márcia e Severus se sentaram
com os dois casais Malfoy. Márcia acenou de longe para os Weasley e os
Poter, onde Harry Potter, sua Gina, Rony, Hermione, Neville e sua mulher
estavam juntos. Eles corresponderam acenando para ela com cuidado para os
Malfoy e o Snape não verem.
– Coitada, parece uma prisioneira perto destas cobras – falou Rony, com pesar.
– Ah, deixa ela – falou Harry – ela está com o Snape, eu acho que ele pode protegê-la dessas pragas.
Todos na mesa riram,
inclusive os outros Weasley que estavam numa mesa próxima e ouviram a
conversa. Mas Potter falava sério.
Quando todos se acomodaram, os fantasmas das quatro casas apareceram, o barão sangrento, normalmente assustador, parou para cumprimentar a mestra em poções e o diretor sonserino.
Os outros fantasmas também a contemplaram e ficaram encostados nas paredes, próximos dos alunos de suas respectivas casas.
O diretor faz um rápido discurso, saudando a todos os convidados, falou também dos fundadores.
Quando anunciou a abertura, a orquestra começa a tocar o hino de hogwarts. Todos se levantam e cantam em coro.
Depois dos aplausos, o jantar é servido, um verdadeiro banquete bem leve foi preparado para que todos possam ter energia para virar a noite em festa sem problemas intestinais.
Enquanto saboreava o vinho, Snape se aproximou dela e falou ao pé do ouvido, bem baixo, para os outros casais não ouvirem.
– Amanhã, preciso que vá até o meu escritório, as 10 horas da noite.
– Por quê? – sussurrou.
– Para falarmos de um assunto
que é de seu interesse, srta. Sousa.
Todos terminarem de comer, depois de uma hora, todos conversavam animados, até a luz do salão ser abaixada, o céu, que antes, estava azul, agora, está negro cheio de estrelas, mas os desenhos das flores que iluminam o chão, as paredes, cortinas e toalhas das mesas, deixam o salão com um clima romântico e misterioso.
Uma valsa começa a tocar, bem suavemente, convidando a todos para a dança.
Harry Potter é o primeiro a tomar a iniciativa, ele pega Gina pela mão e leva-a para o centro da pista que foi enfeitiçada com o desenho de uma rosa branca aberta e iluminada. Começam a dançar suavemente, como príncipe e princesa da Grifinolia, um holofote vermelho pairou sobre eles e os acompanharam, iluminando-os.
Encorajados, um casal de jovens alunos do sétimo ano da Lufa-lufa, faz o mesmo, ocorre uma estranha coincidência, pois o vestido da Gina é vermelho e o vestido da moça da lufa-lufa, é amarelo, enquanto os cavalheiros estão de preto.
Alguns minutos depois, foi a
vez de um velho casal de ex-alunos da Corvinal, mais uma vez, ocorre o
mesmo, pois o vestido da senhora é azul.
Márcia fica contemplando a cena, completamente fascinada, até que o Snape a tira para dançar,.
Ela seu
coração dispara quando ela pega na mão dele e se levanta, acompanha-o até o
centro da pista, ele beija a mão dela, gira-a duas vezes e assim, começam a
valsar.
Para sua surpresa, Márcia dança maravilhosamente bem, fica um pouco apreensiva quando ele a levanta do chão, mas seus passos se harmonizam com os dele.
Só os dois
existiam naquele momento, nada de convidados, escola, alunos, nada, apenas
os dois até que...
– VAI FUNDO, SNAPE – gritou Fred, que dança com sua esposa.
– DÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ-LHE RANHOSO!! – gritou Jorge, que também entrou na valsa.
Severus, que antes, só prestava atenção na Márcia, no brilho dos olhos dela, ficou furioso com os gêmeos, Márcia teve que segura-lo para ele não ir atrás dos dois. Foi difícil para ela não rir.
– Ninguém merece esses grifinólios idiotas – resmungou Severus, enquanto volta a posição de dança.
– Calma Sev, – falou Márcia, que se surpreendeu da maneira que o chamou.
– Do que a senhorita me chamou? – perguntou, também surpreso.
– Ah, nada, esquece – desconversou.
E continuaram dançando normalmente, mas foi difícil para ele voltar a se concentrar na Márcia, pensando no que ela havia lhe chamado.
Quando a musica finalmente termina, todos aplaudem, os professores e alguns ex-alunos saem da pista, para irem em outras dependências do castelo próximas do salão, igualmente decoradas para o baile.
De braços dados, Severus e Márcia andam pelos corredores, próximos as escadarias, cada um com uma taça de vinho tinto cheia.
– Esta é uma noite memorável – falou Snape.
– Por quê? – perguntou Márcia, curiosa.
– É a primeira vez que danço sem errar o passo.
– Mesmo? – ela sorriu.
– Pois é, lembro que uma vez, no baile de inverno do torneio tribruxo, na época que eu era aluno, a minha parceira saiu com os pés feridos, de tanto que eu pisava durante a valsa.
Ela sorriu.
– eu também não sou fã de dança – falou Márcia – mas consigo me virar.
Finalmente param de andar, Snape se aproxima com cuidado da Márcia, “é agora”, pensou, enquanto se inclina para beija-la, ele ouve a voz da Tainá, Márcia olha para o lado, sem querer, se esquivando dele.
Ele também olha para o lado e vê a menina pedindo autografo para o casal Potter.
– Eu não acredito na cara de pau dessa menina – falou Márcia.
Snape teve vontade de matar a jovem, por ter interrompido esse momento tão sublime.
– Por que diz isso? – perguntou, com os dentes cerrados.
– Depois do senhor, ela é fã do Har... – ela tampou a boca, assustada.
Snape suspirou, pois ele sabia o motivo.
– Srta. Márcia – falou e suspirou– eu sei da fama do ... Potter, portanto, não precisa se preocupar em falar comigo sobre os livros dele.
Márcia fitou-o, pois ela havia se esquecido desse detalhe.
Tainá se afastara do casal, Harry avistou Snape e se aproximou sorridente, ao lado da esposa.
Márcia cumprimentou-os com um aperto de mão sorridente, já Snape apenas com um movimento com a cabeça, mantendo a seriedade.
– E então Severus? O que me diz? – peguntou Potter.
– Sobre o quê, Potter? – o sonserino se fez de desentendido.
– Ora Sev, sobre o apadrinhamento do meu filho Albus, aceita ou não?
Snape não gostou nada do Harry ter chamado-o pelo apelido, mas não demonstrou, apenas olhou para Márcia, que sorriu discretamente, fazendo um leve sinal com a cabeça, como se estivesse autorizando-o.
Severus volta seus olhos negros e profundos para o casal, suspira e dá sua resposta.
– Tudo bem Potter – falou, o casal ficou radiante, mas ele continuou – mas saiba que eu só aceito para honrar a memória da sua mãe!
Márcia fechou a cara, sentiu um arrepio na espinha, pois, ela sabe que Snape amava a mãe do Harry, e veio a sua mente o pensamento de que o mesmo acontecera na vida real.
Se despediram do casal, assim que se afastaram, Márcia alegou indisposição. Snape se ofereceu para acompanhá-la, mas ela não aceitou. Mesmo assim, Snape seguiu-a até o corredor, quando se encontraram com a Tainá, que segurava um bloco nas mãos com autógrafos de todos os Weasley.
Márcia, que já não estava bem, ficou ainda mais nervosa, pegou Tainá pelo braço com força e levou-a até um canto vazio, longe do salão, Snape estava bem atrás.
– Você é louca ? – perguntou Márcia, que estava colérica.
– O que eu fiz? – Tainá, que nunca vira a Márcia nervosa antes.
– Ainda me pergunta? – ela aumentou o tom de voz – como se atreve a pedir autógrafos desse jeito? E se desconfiarem?
– Calma Márcia...
– CALMA O Ca!@#$%$c#!! — gritou, mas Márcia ficou constrangida com o que disse.
Olhou para os rostos espantados do Snape e da Tainá, largou a menina, e saiu correndo, Snape tentou alcança-la, mas ela desaparatou, direto para o seu quarto.
Nem ela acreditou quando chegou inteira onde queria, pois desaparatar já é perigoso, imagine desaparatar com os sentimentos a flor da pele.
Márcia ficou nervosa por causa do que Snape disse, ela sabe que, no livro, tudo que ele fez pelo Potter foi por causa da Lílian, também falava que ela foi a única mulher que amou na vida, e teve a impressão de que o mesmo acontece com ele na vida real, o que a impossibilita de qualquer chance com ele.
Ela trocou de roupa, tirou a
maquiagem e desfez o penteado, deitou-se na sua cama com lágrimas nos olhos,
pois ela está com ciúme, e apaixonada por ele.
Capitulo 16 –
Revelações
No café da manhã, Márcia não conseguiu comer direito, apenas o suficiente para fingir que tudo está bem com ela, ninguém notou o quanto ela estava infeliz, nem mesmo Tainá, com quem se desculpou pelo incidente da noite anterior.
Ela se despediu do Harry e da Gina, soube que Snape foi acompanhá-los para conhecer o filho deles, já que ele será o padrinho. Mas não esqueceu do que combinou com ele.
Parecia que Hogwarts está mais vazia sem ele, Márcia sentiu saudade e tédio, pois muitos alunos estavam com seus pais e por ser domingo, não havia aulas e as tarefas de professora, como corrigir provas, trabalhos, já estavam todos prontos, ainda mais por ser final de ano letivo.
Mas, enfim, a hora passa, ela janta, come menos da metade do que comeu no café da manhã e almoço, enfim, vai para o escritório dele alguns minutos antes.
Faz o impossível para agir naturalmente na presença dele, que sorri discretamente para ela.
– Pelo visto, foi boa a visita do seu futuro afilhado – falou Márcia, simpática.
– Foi sim, apesar do menino ser a cara do pai, ele tem os mesmos olhos que da avó.
Márcia engoliu em seco, mas não perdeu a pose.
– Qual foi o motivo para o senhor me chamar até aqui?
Ele se levanta e se aproxima dela.
– A senhorita, como fã de HP, leu todos os livros, certo? – perguntou, com aquela voz aveludada que deixa Márcia enlouquecida.
– Sim.
– Então, a senhorita se lembra perfeitamente da cena da penseira, certo?
– O senhor leu os livros?
– A senhorita vai descobrir isso quando penetrar na penseira, certo?
Márcia ficou boquiaberta, pois vai ter a chance de ver os pensamentos do seu amado, ela sorriu.
– Eu posso?
– Pode sim, mas eu lhe digo que uma verdade será revelada, agora eu espero uma coisa.
– O que?
– Que a senhorita continue conversando comigo, mesmo depois de saber de tudo – falou com certo pesar.
Márcia estranhou o tom dele.
– O que o senhor quer dizer com isso?
– Quero dizer que, a senhorita pode não gostar do que vai ver.
Ele levou-a até a penseira, que é uma bacia tipo pia batismal em cima de um suporte de pedra, onde havia vários fios de prata brilhantes e luminosos circulando.
Ela olhou mais afundo abaixou
mais a cabeça até que...
Finalmente viu-se em uma cafeteria, que reconheceu de imediato, pois é a cafeteria onde ele levou-a para conversar, no primeiro dia que se conheceram. Chovia forte do lado de fora e ela se lembra do frio daquele dia, em específico.
Viu entrar dois homens, um é alto, magro, usando um sobretudo preto, seus cabelos são sebosos, sujos e oleosos, é Snape, o outro é baixo, velho, gordo e com cabelos grisalhos, é o reitor da universidade onde ela trabalha.
Eles se sentam em uma mesa no fundo, próximo ao caixa, a cafeteria está vazia, pois era de manhã.
Márcia observou os dois homens se acomodando.
– Tem certeza que aqui é seguro? – perguntou Snape, para sua surpresa, em português perfeito, sem nenhum sotaque.
– Claro que é, este é um dos poucos lugares freqüentados apenas por bruxos, pois tem uma proteção anti-trouxa poderosa – falou o reitor, deixando Márcia de queixo-caído, pois não sabia que o reitor era bruxo.
Um atendente foi até eles,
Snape pediu um café com creme e o reitor, um café preto.
– Professor Prince, na biblioteca da universidade, tem um livro de ervas muito bom, que pode ajuda-lo nas pesquisas do ministério. Como já existem varias versões atualizadas dele, posso lhe doar a versão mais antiga para o senhor.
– Do que me vale uma versão atinga? – perguntou, ríspido.
– Ela está escrita totalmente em inglês, as mais novas, em português – respondeu – pois o seu autor é um australiano que morou no Brasil até os últimos dias.
– O que um livro desses estaria fazendo em uma biblioteca trouxa?
– Se estivesse na biblioteca do ministério, teria sido vendido ou levado para outros lugares.
Do nada, a porta abre de forma escancarada, o barulho interrompe a conversa, mas o reitor logo volta a falar, Severus vê a entrada de uma jovem que parece estar de péssimo humor, pisando firme até o caixa, Márcia achou que iria ter um treco quando a reconheceu, pois é ela mesma.
Ela também notou o olhar fixo do Snape para ela, Mas Márcia do pensamento nem viu. Ela se lembra bem do momento, mas tudo se dissipou e Márcia se viu no escritório do reitor, já na universidade.
– Eu vi uma moça entrando na cafeteria hoje de manhã – falou Snape, em bom português – é a mesma que me atendeu na biblioteca.
– A Márcia? – perguntou o reitor, enquanto contempla a chuva – impossível, se ela fosse bruxa, eu saberia.
– Pois sei de todos os bruxos que trabalham aqui – concluiu, olhando para o professor inglês.
– Mas é a mesma moça, eu não tenho dúvida, as mesmas roupas, o mesmo perfume, o mesmo rosto, e você me disse que aquela cafeteria tem proteção anti-trouxa, se ela fosse uma trouxa, não teria conseguido entrar.
– É verdade que ela é um pouco tímida, misteriosa, mas não é uma bruxa! – teimou o reitor.
Snape, muito irritado, levanta-se.
– Eu vou procurar o ministério de vocês e vou apresentá-la como bruxa!
Ele saiu e fechou a porta com força.
A cena se dissipou mais uma vez, e voltou para a cafeteria, Márcia se viu entrando com Snape de braços dados, seguidos de alguns outros bruxos que ela notou.
Márcia viu que estava sendo vigiada o tempo inteiro enquanto esteve ali, por vários bruxos, a cena mais uma vez se dissipou, pois a lembrança foi rápida.
Voltou para a rua, em frente a sua casa, no final daquele mesmo dia, Márcia do pensamento entrou em casa normalmente, mas a Márcia que via tudo percebeu que Snape entrou pela janela, ela seguiu-o e percebeu que podia atravessar as paredes, por se tratar de um pensamento, e assim, viu Snape se camuflando no ambiente, com feitiços desilusórios e flagrou-a executando alguns feitiços, incluindo o patrono dela.
A Márcia que via tudo ficou bastante constrangida, mas a cena mais uma vez se dissipou e voltou, no shopping, os dois estavam num banco, conversando, ela contava o que achava do personagem Severus Snape, de longe, a Márcia que via tudo notou o brilho de emoção nos olhos dele, pois tocou-o em uma ferida profunda.
A cena se dissipou e voltou no mesmo shopping, e se viu beijando-o na boca. Márcia que vê tudo ficou emocionada, pois o beijo foi lindo, tipo beijo de cinema mesmo, romântico, apaixonado.
Mas a cena se dissipou e voltou novamente para a rua, só que no sábado, de manhã, Snape estava longe, vendo Márcia sendo levada pelos policiais para o Ministério.
– Missão cumprida – falou
ele, baixinho, antes de entrar no táxi.
E assim, ela volta para a o escritório dele, Snape estava sentado, lendo um livro velho, Márcia respirou ofegante. Sentiu um ódio súbito, causado após assistir o útimo pensamento dele.
– Ranhoso! – exclamou, colérica.
Ele fita-a, fecha o livro e levanta-se, com ar desafiador.
– Agora que sabe de tudo, srta. Sousa, como se sente? – falou, em bom português sem sotaque e com dialeto brasileiro.
– Quer saber como eu me sinto? – perguntou Márcia também em português, se controlando para não voar no pescoço dele.
– Pois bem! Eu me sinto invadida, com a minha privacidade revelada! – ela cerrou os olhos – nunca pensei que você fosse capaz de...
– Não pensava porque a senhorita estava concentrada demais no personagem Snape, não em mim! – ele exclamou, no mesmo tom de voz dela.
Ela fitou-o e viu o ressentimento no fundo daqueles olhos cor-de-ônix.
– Eu sei que desde a primeira vez que me viu, a senhorita pensava que eu fosse o homem dos seus sonhos, o Severus Prince Snape do filme!
Ela ficou chocada, pois ele leu seus pensamentos.
– Mas eu tenho uma novidade para a senhorita: – ele ficou ríspido – EU NÃO SOU QUEM VOCÊ ESPERAVA, MÁRCIA.
– Realmente não é – falou, sem sentir as palavras saírem da sua boca – é pior do que eu pensava – usou um tom de desprezo.
– É assim que a senhorita agradece por ter inserido-a no mundo dos bruxos? – perguntou, mas logo, respondeu abaixando o tom de voz e ainda mais ríspido – pois se não fosse por mim, a senhorita estaria vivendo sua vidinha de trouxa.
Ela engoliu em seco.
– Não seria uma bruxa gloriosa, que conseguiu fazer o milagre de agradar a todos sem falhar com ninguém!
Ela deu um soco na cara dele, foi tão forte que Snape sentiu os cinco dedos dela no seu rosto.
Márcia viu a marca do seu punho no rosto dele e viu seus sonhos virarem pó, pois perdera todas as chances que tinha de conquistá-lo.
Ele ficou em silêncio, alisando o rosto, pois não foi só um tapa, mas foi a evidência de que fora, mais uma vez, rejeitado pela mulher que ama.
Antes que ele a mandasse sair, Márcia abriu a porta, mas antes de por os pés para fora, ela perguntou.
– Você amava a Lílian Potter? – perguntou com a voz suave e triste.
Snape estranhou a pergunta, mas como não tinha mais nada a perder, respondeu com a verdade.
– Amava.
Ele só ouviu a porta bater com um estrondo e passos apressados na escada.
******************************
Márcia chorou a noite inteira nos seus aposentos, só possibilitando-a de dormir apenas umas três horas.
As aulas já não eram mais as mesmas, para não ter que perder a paciência com os alunos, pedia apenas que eles pesquisassem na biblioteca sobre propriedades de poções mais avançadas.
Durante o almoço, ela fica sabendo que Snape estava mais mal-humorado do que nunca, já deu detenções sem motivos aparentes até para sonserinos.
Ela nem tinha coragem de olhá-lo nos olhos mais, de tão envergonhada que ficou. Já não consegue se concentrar em mais nada, nem comer direito.
Dois dias depois, Márcia começa a sentir tonturas, mas procura disfarçar ao máximo, apesar da maioria dos professores terem notado que ela está doente e fraca.
Nem forças para fazer poções restauradoras ela tem mais, por isso, na tarde, no meio de uma aula para alunos do 1° ano da corvinal e lufa-lufa, ela tentava explicar sobre uma poção simples, mas se perdeu nas palavras, viu a sala girar e de repente, tudo parar e ficar preto.
******************************
Snape, estava na sala próxima, quase tirando pontos de um aluno do 4° ano da grifinolia, quando entra um menino da lufa-lufa completamente desesperado.
– Sr. Willy, o que faz aqui ? – perguntou lançando um olhar assassino em cima do menino – menos 25 pontos para...
– A PROFESSORA SOUSA – gritou o menino enlouquecido.
Ele gela ao notar o desespero do menino, que correu e puxou-o pela mão.
– O que aconteceu? fala logo! – Snape, começando a ficar desesperado.
– ELA DESMAIOU, NÃO ESTAMOS CONSEGUINDO REANIMÁ-LA.
Snape não pensa em mais nada, apenas age, corre para fora da sua sala e vai direto para a sala dela, encontra Márcia desacordada no chão, manda os alunos se afastarem e pega-a no colo.
– Vão chamar madame Ponfrey agora – gritou para os alunos –- CORREM!
Os alunos obedecem e saem
instantaneamente da sala.
Com a Márcia nos braços, ele leva-a para a enfemaria, no caminho, encontra a enfermeira e os alunos.
Contempla-a enquanto a madame Ponfrey cuida da sua amada, percebe que ela está amarela, pois notou que Márcia sequer tocou na comida nos últimos dias, pode ser que ela não tenha sentido fome, mas o corpo sentiu.
Se sentiu muito culpado pela
briga que tiveram no domingo, pois ele sabia que Márcia gostava muito dele,
não como personagem, mas como um amigo, pelo menos, ele tinha a amizade
dela, agora, ele acha que não tem mais nada.
– Graças a Deus – exclamou a enfermeira – professor, ela está acordando.
Snape olha para Márcia, que acordava aos poucos e fica aliviado ao vê-la de olhos abertos, mas nota-se que Márcia está muito fraca.
Por sorte, as poções que ela fabrica ficam em um armário de vidro que antes, pertencia a ele, logo, ele identifica uma poção restauradora em bom estado.
Entrega para a enfermeira, que analisa e aprova, dá a poção para a Márcia na boca, ela toma tudo sem parar e volta a fechar os olhos.
A enfermeira se levanta, mais aliviada.
– Ela só estava fraca – falou madame Ponfrey – agora, precisa dormir um pouco para que a poção surta efeito.
Snape sabia disso e concordou, a enfermeira tira os sapatos e ele tira a capa e a blusa dela com cuidado, em seguida, ele a cobre com um feitiço.
Saem da enfermaria, Snape se
encarrega de contar o ocorrido aos professores e os alunos contam para os
outros.
Capítulo 17 – Um
sonho ou um pesadelo
Do nada, Márcia não se viu mais em Hogwarts, aliás, ela nem sabe que Hogwarts existe de verdade, é tudo fantasia para ela, inclusive tudo que acompanha a escola, alunos, ex-alunos, principalmente, os professores (ou “o professor”)
Mais uma vez, ela está na av. Brasil, correu por causa da chuva, procurava marquises largas, mas mesmo assim, estava ensopada, sem querer, passa direto da cafeteria onde iria esperar a chuva passar, mas agora, ela estava longe e atrasada.
Chegou na Universidade, cumprimentou ríspida a todos que encontrava, trocou de roupa no vestiário, por um conjunto que servia de uniforme, mas ela nunca usava.
Trabalhou normalmente, sem nenhuma grande novidade, só a mesma velha rotina de sempre, ela pensava, “preciso procurar outro emprego” a cada vez que atendia um daqueles clientes chatos que só ela sabia lhe dar.
De tarde, deu aulas para seus clientes nas casas deles, só a noite, pôde retornar para sua própria casa. Aliás, a casa não era sua, era alugada por anos, pois o salário que recebe junto com o extra, não são suficientes para ela comprar uma casa boa como aquela.
De tão cansada, ela sequer
treina seus poderes, toma banho, come alguma coisa e vai direto para a sua
cama.
Passam os anos, finalmente, ela está com trinta, conseguiu um emprego numa escola particular que aceitou o diploma dela, e lá, conhece um professor de história, que tem mais de 40 anos, é bem gordo, alto, usa bigodes, tem os cabelos bem penteados, mas é a primeira pessoa em anos que olha para a Márcia com desejo, pois ela tem pouca vaidade, e nunca se achou atraente o suficiente para conquistar o homem dos seus sonhos, que é inteligente e seguro de si, assim como o Snape.
Mesmo sem se apaixonar, muito menos, amar esse professor, ela se casa com ele, aos 32 anos e assim, começa seu pesadelo.
O seu marido é muito fogoso e violento, o que força Márcia a viver um inferno como mulher casada, todos os dias, após as aulas, ele força-a a fazer sexo com ele, senão, apanha.
Depois de dois anos, ele a obriga a abandonar o emprego, alegando que ela deve servir a casa e o esposo pelo resto da vida dela. Foi assim que ela passa a odiá-lo com todas as suas forças. Afasta-la de fazer o que ama, que é ensinar, foi um verdadeiro crime, que, para Márcia, requer uma grave punição.
Principalmente quando ele passa a obrigá-la a fazer sexo com ela, causando em Márcia muita dor, muito ódio e muita revolta. Na primeira vez que recusou, tomou uma surra tão forte que seu corpo, no dia seguinte, estava cheio de hematomas e marcas vermelhas.
Mas ela teve forças e conseguiu pegar no 6° livro do HP para ler, foi aí que ela volta a se lembrar de que tinha poderes.
E assim, com a ajuda de alguns feitiços e muito pensamento positivo, ela curou suas feridas e hematomas, mas no livro, chegou a ler sobre a maldição imperdoável, chamada AVADA KEDAVRA, que mata o Albus Dumbledore instantaneamente.
E assim, ela teve a idéia de matar o próprio marido, pois a essa altura, ela estava completamente dependente dele no sentido financeiro e ela sabe que é a única beneficiária de um seguro milionário, se ele morrer de modo acidental ou por motivos de saúde.
“Posso muito bem jogar um
AVADA nele, pois os médicos trouxas nunca irão desconfiar de bruxaria”,
pensou. Pois sabe que a maldição da morte não deixa nenhuma seqüela que os
trouxas consigam identificar.
Quando o marido chegou, com aquela “fome” de sempre, ela se posicionou para lançar a maldição, ele riu da cara dela e viu um dos livros do HP na mesa de centro.
Assim que ele se aproximou para atacá-la, Márcia gritou a maldição e tocou nele, em poucos segundos, o homem foi ao chão, morto.
Ela contemplou o cadáver do
seu marido e riu, em seguida, chamou a ambulância, em tom de viúva
desesperada, ela conseguiu convencer os médicos e a ambulância veio rápido.
Chegou a ter uma investigação da morte misteriosa dele, mas não descobriram nada que pudesse indiciar a Márcia, e decretaram morte natural.
Assim, ela ganha uma verdadeira bolada, para não precisar trabalhar o resto da sua vida. Porem, após alguns anos, Márcia é terrivelmente assombrada pelo fantasma do homem que matou, que nunca a deixou em paz.
Passam 3 anos, Márcia se viu
em um precipício, com um movimento, o fantasma aparece, passa por ela, e
Márcia cai e morre instantaneamente.
Ela pula da cama, assustada e
bem acordada, está tudo escuro, mas quando ouviu sua coruja piar, ela ficou
aliviada, pois tudo não passava de um terrível pesadelo.
Capítulo 18 – Declarações
N.A: Capítulo não recomendado para menores de 18 anos
Por causa
deste capítulo, esta fic é recomendada para maiores
Com sua varinha, ela acende todas as luzes dos seus aposentos e sorri, aliviada, mas se recorda de todos os detalhes do pesadelo que teve. Olha para o relógio, é 1 da madrugada, “todos já devem ter dormido e eu acordo”, pensou.
Espreguiça-se, levanta-se da cama, na escrivaninha, havia uma bandeja com comida, jantar e sobremesa e um pequeno pergaminho enrolado em uma rosa vermelha fechada.
Ela pega o pergaminho e lê.
––––
“Querida Professora Márcia,
Se já estiver bem
disposta, por favor, se alimente, pois toda a escola sabe que a senhorita
desmaiou de fome, todos ficaram muito apreensivos, mas ninguém, por ordens
minhas, veio incomodá-la”
Atenciosamente,
Albus Dumbledore
––––––-
Ela cheira a rosa e contempla a comida, que equivale a café da manhã, almoço e jantar acompanhado por uma taça enorme de suco de abóbora, como sobremesa, bolo de chocolate ao leite com cobertura de chocolate branco, mas ela preferia pudim de leite.
Foi ao banheiro, escovou os dentes, tomou um banho e saiu de roupão, se alimentou bem, pois comeu tudo com gosto, pois realmente, estava com fome.
Sem saber porque, ela resolve vestir roupas de trouxa, pegou uma blusa preta de manga ¾, com um decote provocante,veste-a sem sutian, uma saia de linho preta que vai até os joelhos, mas que é bastante confortável, vestiu uma calcinha preta também rendada e botas de cano longo, salto alto e fino e bico também fino, pretas e brilhantes.
Por cima de tudo, uma capa preta com capuz, que cobre as roupas por inteiro, só deixando mostrar as botas. Passa um brilho com cor, leva os cabelos por cima da capa, apaga as luzes e sai.
Para os bruxos, ela pareceria uma trouxa, mas para os trouxas, ela pareceria uma bruxa. Estranho, não?
Enquanto caminhava, distraída, ela se recordava do sonho, ficou muito surpresa com tudo que viveu, até que, quando chega em um dos pátios da escola, ela consegue chegar a seguinte conclusão:
“Que não se trata de um sonho, e sim, de uma premonição, tudo o que teria acontecido comigo, se não tivesse entrado na cafeteria naquele dia.”
E pensar que ela quase havia desistido de verdade, portanto, ela se recorda do que realmente aconteceu naquele dia antes de chegar no seu trabalho.
Com o som da chuva, Márcia acaba dormindo demais, só que quando olha para o relógio, pula da cama, se arruma, veste suas roupas de frio, e sai, sem tomar seu café.
Mas ela só percebe isso já dentro do ônibus, a caminho para o centro, e para cinco pontos antes do seu destino, na av. Brasil. Ela passa pela tal cafeteria, mas pára quando se recordou que ela existia, fica na dúvida se volta ou não, mas no fim, ela acaba voltando.
Entra a passos firmes, pede um café preto, ela toma, come um pão-de-queijo, paga e sai, sem saber que estava sendo observada.
O resto da história, ela
nem precisa recordar.
Sem saber, Márcia acaba chegando em uma sala misteriosa, logo, ela identificou como uma das milhares salinhas secretas (não são salas precisas) que havia dentro do castelo.
Ela entra devagar, sem fazer barulho e encontra um grande espelho de moldura dourada, logo, ela identifica.
O espelho de Odjesed.
Ela sabe muito bem que ele não mostra o reflexo da pessoa que o contempla, e sim, os desejos do coração dela.
Márcia sentou-se em frente ao espelho e começou a se ver tendo um relacionamento amoroso bem-sucedido com o Snape, pois é isso que ela deseja.
Mas logo, a imagem, se distorce e volta novamente, agora, ela vê a sala atrás, que está iluminada apenas com a luz da lua cheia, vê sua própria imagem, como um espelho comum.
Daí, ela vê o Snape chegando, entrando na sala, ele tira sua capa e mostra aquele conjunto de roupas pretas que ela adora, calça camisa, sapatos e um sobretudo fechado em cima de tudo. Apesar da escuridão, ela olha para ele através do reflexo, e vê um brilho nos olhos dele.
Ele se senta bem atrás dela e
a abraça carinhosamente por trás, retira o capuz e a capa dela, revelando
suas roupas que estavam provocantes.
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O que Márcia vê refletido é tão real que ela podia jurar que Snape estava a abraçando de verdade, contudo, ela sabe que o espelho só reflete o que ela quer, e é isso que ela estava querendo naquele momento.
Ele acaricia o rosto dela com uma mão enquanto aperta a cintura com o outro, e usa seu corpo para envolver o corpo dela.
Márcia achou loucura, mas resolve se entregar a ilusão, fecha os olhos, geme, principalmente quando ele passa a acariciar os seios dela, por dentro da blusa.
Ela se encosta no corpo dele, sem querer, fazendo sua saia levantar, exibindo suas coxas grossas, daí, ele passa a tocar a parte interna delas, enquanto a outra dá atenção exclusiva aos seios. Enquanto passa a língua no pescoço dela, deixando-a louca de tesão.
Por um momento, ela fecha os olhos, pedindo para tudo ser verdade, mas quando abre novamente, ela não consegue ver mais seu reflexo, aliás, não consegue ver o reflexo de nada, como se o espelho tivesse sido pintado com tinta branca.
Mas as mãos não paravam de tocá-la, explora-la com mais desejo, foi então, que ela vira seu rosto e se afasta, sem querer, do Snape, que estava ali, o tempo inteiro.
Ela se afastou apenas alguns centímetros, só o suficiente para vê-lo.
Antes dela dizer qualquer coisa, ele avança nela a beija, foi um beijo longo, desesperado, que ela soube corresponder. Ele puxa-a de novo para si, Márcia se entrega, e quando se dá conta, está sentada sobre o colo dele, de frente, fazendo suas pernas se abrirem e ficar entre a cintura dele. Ela geme alto quando sente sua região intima de encontro com a dele. Ele pára de beija-la, coloca-a cada vez mais colada contra seu corpo, retira tecido da blusa dela na parte que cobria um dos seios, acaricia delicadamente o bico e começa a chupar os mamilos com força.
Ela segura a cabeça dele,
como se quisesse mostrar onde sentia mais prazer, a outra mão dele empurrava
a cintura dela contra ele. Snape foi dar atenção ao outro seio dela.
– Quem está aí? – gritou uma voz masculina e nervosa – quem está aí?
Quase que instantaneamente, os dois ficaram de pé e se recompuseram, cada um vestiu sua capa e saíram da sala.
– Vai até as masmorras – murmurou Snape – eu distraio o Filch.
Márcia obedeceu e saiu correndo para as masmorras. Sem acreditar no que acabara de acontecer naquela sala. Chegou a ouvir a voz do Snape conversando com o Filch, para despistar a presença dela.
Enfim, chega as masmorras sem ser vista, nem pelos fantasmas, nem pelo Pirraça, ninguém.
Como não sabia a senha para entrar no quarto dele, ela foi para o seu, respirou aliviada quando fechou a porta, retirou sua capa e deitou-se, tentando recordar o que havia acontecido.
Sorriu de felicidade, e quase adomeceu quando ouviu um “CRACK”.
Ela se levanta e vê o Snape, coberto pela sua capa, parecendo um morcego gigante, que acabara de aparatar no seu quarto. Ele se ajoelha diante da Márcia, que estava sentada, beija a mão dela, delicadamente. Ergue-se a altura do pescoço dela e beija-a mais uma vez, na boca.
Sem pressa, Márcia tira a capa dele, Snape deita-a e desliza suas mãos pelo corpo dela, até as botas, que as tira rapidamente.
Ele beija os pés dela, sobe para as pernas, coxas, dirige-se para a parte interna, deixando-a louca. Enfim, dá o golpe de misericórdia quando retira a calcinha dela, abre as pernas dela e chupa a área sexual da Márcia.
Ela grita e puxa os cabelos dele, sem dó, gozando pela primeira vez daquele jeito. Nunca nenhum homem havia feito isso com ela.
Ele se levanta, limpa a boca com a manga do sobretudo, fita-a, ofegante, começa a desabotoar rapidamente, ela se senta e ajuda com os botões de baixo. Sem o sobretudo, retira a blusa que costumava usar por baixo, ficando com o peitoral nu.
Márcia fica impressionada, pois ele é mais forte e másculo do que ela imaginava, no seu peito tem alguns pelos negros bem finos e alguns mais grossos na cintura, sua pele é muito clara, que contrasta perfeitamente com os cabelos negros. Ele fica diante dela novamente e a beija, os dois se deitam na cama juntos.
Quando ela se da conta, ambos estão completamente nus, na mesma posição que estavam na salinha, ele penetra-a de uma vez, em um movimento rápido com a cintura dela. Márcia nem sente dor, ainda anestesiada pelo gozo do sexo oral, mesmo ela estando em posição de comando, ele controla tudo.
Márcia goza mais uma vez, por isso, ele deita-a rapidamente e ficam na posição tradicional, ele dá estocadas fortes, entrando até o talo, satisfeito por ter conseguido dar prazer a ela duas vezes, até que finalmente goza, soltando um hurro tão forte que dá a impressão de todo o castelo ter ouvido.
Ele retira seu pênis, sujo de
esperma e deita-se ao lado dela, puxa-a para perto de si e acaricia os
cabelos desarrumados dela. Ela se aninha a ele, o abraça e o beija com
ternura, agradecendo a Deus em pensamento por ter tomado a decisão certa de
ter entrado naquela cafeteria, há cinco anos atrás.
Adormecem juntos, abraçados,
sem medo do futuro.
Márcia acorda com Snape beijando o seu pescoço, quando ele percebe que ela acordara, ele pára.
– Bom dia – cumprimentou – dormiu bem?
– Márcia olha para ele, já completamente vestido, mas sem a capa, ela percebe que está nua e se cobre.
Ele ri da vergonha dela, enquanto Márcia se senta. Ela percebe que o dia ainda nem amanheceu.
– Quantas horas? – pergunta.
– São cinco da manhã – respondeu – se quiser, ainda pode dormir mais um pouco.
Márcia estava próxima ao gancho onde está o seu roupão, ela estende a mão, faz um feitiço não-verbal e este é atraído para sua mão.
Ela se levanta da cama e veste o roupão rapidamente.
– Um corpo lindo como o seu não deveria ser coberto assim – falou, enquanto continuava a rir da vergonha dela.
Ele se levanta da cama dela e a beija na testa.
– Agora eu tenho que ir – falou, querendo se afastar, mas Márcia, o puxou de volta e o beijou direito.
– Preciso conversar com você – falou Márcia.
– No café da manhã, nós conversamos –falou Snape – eu prometo.
Ele dá outro beijo e murmura um “eu te amo” no ouvido dela, que deixa Márcia arrepiada, ele sai do quarto sem olhar para trás e fecha a porta.
Do lado de fora, ele queria pular de alegria, pois finalmente se sente correspondido, quando achava que tudo tinha acabado, mas sua discrição sonserina o permite apenas dar um sorriso de satisfação.
Durante o café da manhã,
todos procuram Márcia para perguntar o que acontecera com ela,
principalmente os professores, com exceção do Snape, que apenas fita-a de
longe, para não chamar a atenção, pois se sente muito agitado com o que
aconteceu e não quer cair na tentação de beijá-la em público.
Passado os dias de agitação por causa da mestra de poções, as provas finais são dadas, os alunos, principalmente, os mais novos estão mais agitados do que antes.
A ultima semana chega rápido, os resultados são entregues e a grande maioria dos alunos tiraram notas boas em poções, principalmente os corvinais, mas é a Tainá que recebera nota máxima, o que rendeu os pontos decisivos que tornaram a Sonserina ganhadora da taça das casas.
Por ter sido aprovada com louvor como professora, Márcia renova seu contrato por tempo indeterminado, tornando assim, parte do corpo docente de Hogwarts em definitivo.
Mas sabe que deverá manter isso em segredo,pois para a maioria dos “novos bruxos” Hogwarts nunca existiu de verdade, sendo que está aí há mais de mil anos formando os melhores bruxos do mundo.
Na estação, Márcia e Snape se despedem da sua aluna, mas Tainá vai tentar convencer os pais para passar as férias com sua professora, em BH.
Eles vão juntos para Hogsmeade, aproveitando que o vilarejo ficou vazio por causa dos alunos. Ele pede para firmar um compromisso sério, mas Márcia se recusou, pois ainda diz que não o conhece bem como homem, para firmar um compromisso desses e que só aceitaria se todo mundo soubesse, foi esse segundo motivo que o fez recuar. Ela chega a convidá-lo para passar algumas semanas no Brasil, mas Snape alega que tem seus compromissos na Inglaterra e que prefere cumpri-los primeiro.
Mas, na véspera da volta dela para o Brasil, eles vão a Londres para um hotel, para namorarem sossegados, sem a interferência de ninguém.
No aeroporto, pouco antes da Márcia embarcar, eles dão um ultimo beijo, ele diz que os próximos dias serão difíceis sem ela por perto.
Epílogo – Cinema
Algumas semanas depois, Márcia recebe a visita da família Martins, o pai e a mãe da Tainá autorizam a professora de ficar com a menina e levá-la de volta para a Inglaterra. Márcia aceitou de bom grado.
Na mesma semana, Tainá descobre que o novo filme do HP vai ser lançado, portanto, as duas resolvem ir na pré-estréia, que será mundial e simultânea em várias salas de cinema de todo o mundo.
No dia, para conseguirem comprar os ingressos sem esforço, Márcia prepara a poção felix felicis para as duas. Após tomá-la, misturada com leite e chocolate, elas saem de casa, com toda a sorte do mundo a favor delas.
Tanto que, chegam no shopping que fica a vários quilômetros de distância, em poucos minutos, de táxi, o motorista dá um excelente desconto na corrida, Márcia não leva nem cinco minutos na fila para comprar dois ingressos, com desconto para as duas de cinqüenta por cento.
Por terem chegado cedo demais, Márcia e Tainá passam as horas na livraria, onde a menina comprara um livro relacionado a HP, e adiquire o HP e as Relíquias da Morte com desconto e traduzido para o português.
Enfim, chegam na fila do cinema, uma hora antes de entrar, mas não ficam nem 10 minutos quando liberam a entrada para as salas. Mesmo com centenas de pessoas na frente delas, Márcia e Tainá conseguem dois lugares excelentes na maior sala do shopping, onde o telão é maior, as poltronas são mais confortáveis e com os encostos de braço removíveis ( ideal para casal de namorados).
Márcia nota que o banco ao lado onde está sentada está vazio durante todo o tempo que passou antes de ligarem o projetor. Quando finalmente começa a rodar os trailers, ela sente que alguém finalmente ocupou a poltrona.
Mais uma vez, sorte, pois ninguém falou nada durante os trailers, só abriram a boca para rir de alguma cena engraçada.
O filme começa após meia hora
de trailers de outros filmes que ainda vão estrear. As duas notam que o
filme é dublado, o que é bom, pois as poupam de ficar lendo o tempo inteiro
para entender o filme, mesmo sabendo inglês. Distraída, ela pega no pote de
pipoca da pessoa que se sentou ao lado dela, só notou isso pois a pipoca era
doce, sendo que o balde que ela comprou para ela e para a Tainá, é de pipoca
salgada.
Mais uma vez, todos se divertem com uma nova cena do Snape dando outro “pedala robinho” no Rony, e mais uma vez, Márcia ouve uma gostosa gargalhada de uma voz grossa e masculina do homem, que está do seu lado.
Só que ela estava tão concentrada no filme que nem se preocupou em saber quem é.
Meia hora depois, ela enche a mão de pipoca tirada do pote do cara.
– Vejo que gosta muito de pipoca doce – murmurou o sujeito.
Márcia nem olhou quem era.
– Ah, desculpe – falou no mesmo tom – não tinha visto.
– Não tem importância, tem pipoca suficiente para nós dois.
Márcia entendeu o que ele disse como uma cantada, mas nem quis saber quem era. Dez minutos depois, o sujeito a cutuca, ela inclina a cabeça para ouvi-lo.
– Está gostando do filme? – perguntou docilmente.
– Estou – respondeu naturalmente.
– Gosta dos filmes do HP?
Márcia se irritou.
– Pode me deixar assistir o filme pelo amor de Deus! – sussurrou querendo gritar.
O sujeito fica calado e ela volta sua atenção para o filme, mas depois de uns quinze minutos, ele cutuca-a de novo.
– O que foi? – ela está querendo esbravejar.
– Márcia, olha para mim!
Ela estranhou, pois não se lembra de ter se apresentado.
– Márcia, olha para mim! – pediu mais uma vez.
Ela resolve olhar, para ver se o sujeito deixa-a em paz, ao mesmo tempo em que no filme, o Snape entra em cena novamente, mas o que Márcia viu do seu lado, não é o Snape do filme, é o Snape de verdade, que sorria discretamente para ela.
Ela tapou a boca, para não falar o nome dele em voz alta. Ele remove o encosto de braço que os separam, coloca a pipoca em um suporte, puxa-a para si e a beija, sem a menor cerimônia, Márcia se entrega e esquece do filme.
Tainá cutuca-a para comentar a cena, sem resposta, ela olha para o lado e quase tem um treco, pois nunca imaginava que o seu professor de DCAT e a sua professora de Poções ficariam aos beijos em uma sala de cinema trouxa, diante de um filme do HP.
“essa poção da sorte é boa mesmo”, pensou enquanto volta sua atenção para o filme, “melhor assistir, já que eles vão querer saber o que aconteceu, depois que terminar”.
E assim, ela continua comendo
o balde de pipoca sozinha enquanto assiste.
FIM