Nome da fic: Engano Fatal - O título mais tosco do Universo
Autor: Jobis Weasley
Pares: Severo +... Ah, deixa pra lá.
Censura: Geral.
Gênero: Comédia.
Nota: Gente... Com todo respeito aos homossexuais... Na verdade, a intenção foi apenas brincar com estereótipos, não generalizar. Não quis ferir a
sensibilidade de ninguém.
Spoilers: Nenhum.
Avisos ou Alertas: Se você não gosta de ver nosso "doce" Severo em
situações vexatórias, passe para a próxima fic.
Desafio: Snape vai palestrar em uma convenção, mas ele erra o endereço e vai parar em uma reunião GLS.
(Viviane Azevedo)
Resumo: Snape erra o endereço ao ir palestrar e consegue muitos admiradores.
Agradecimentos: Karlinha, que anda betando essas sandices, Viviane, que
fez esses desafios e a todo pessoal do SnapeFest. (Esses agradecimentos
quase todos iguais tão parecendo "xow da xuxa".
Disclaimer: Esses personagens são de JKR, eu não quero nem vou ganhar
dinheiro com eles.
Esta fic faz parte do SnapeFest 2004, uma iniciativa do grupo SnapeFest,
e está arquivada no site http://oxettrem.com/fest
Nota: Eu sei que esse foi o pior título do mundo, mas, juro, fui
incapaz de um melhor. Se você conseguir pensar em algo mais apropriado -
não deve ser muito difícil! - escreva-me uma coruja, por favor!
jopera@uol.com.br
Severo olhou novamente para Dumbledore.
- Eu não sou bom em fórmulas antigênicas! - Repetiu ele, Amuado.
- Eu sei, Severo. Mas isso não será importante. Tudo de que precisamos é de um álibi. Você precisa de um bom motivo para não estar no ataque a Hogwarts esta
noite e, ao mesmo tempo, para não estar aqui. Você precisa estar neutro, e eu espalhar que o enviei para me representar nesta convenção vai servir a todos nós.
Sobre você não saber falar sobre o tema, invente qualquer coisa, homem! Onde está sua perspicácia?
Snape deu um sorrisinho amarelo e sem graça.
- E então? Você irá?
- Tenho escolha?
- Na verdade, não.
- E se eu errar na aparatação?
- Se errar, Severo, é o plano de sempre: não saia. Não saia, ou
você será localizado.
- Tudo bem. - Falou Snape, desanimado.
Assim, tão logo escureceu, ele vestiu sua capa preta, sua túnica preta, seu casacão preto e suas botas pretas, indo até Hogsmeade e desaparatando, em seguida.
Apareceu bem ao lado de uma mulherona, alta, com um vestido coladíssimo ao corpo, insinuando descaradamente suas formas femininas.
- Ai, coração! De onde você apareceu?
- Desculpe se não me viu chegar, Madame. - Falou Snape, polidamente.
- Oh, como é gentil!
Snape sorriu, amarelo.
- Aqui... Aqui você pode mostrar o que é... Vamos... Tire essa pose
de macho. Queremos vê-lo ao seu natural.
- Desculpe, minha senhora... Eu vim a convite de Dumbledore.
- AH, Dumbledore... - Falou a mulher, parecendo desapontada. - Um
instante, vou chamar: Dumbiiiiieeeee!!! Encomenda pra você, fofucho!
Logo apareceu uma réplica feminina do pobre Dumbledore, com a cara
mais estranha do mundo.
Era alto, muito alto e velho, muito velho. Tinha uma grande barba
vermelha amarrada em uma faixa cor-de-rosa que lhe cingia a cintura de
vespa. Tinha uns oclinhos amarelos muito particulares, cujos aros estavam
repletos de coraçõeszinhos minúsculos.
Seus lábios estavam pintados com um batom de uva muito feminino, o
mesmo se repetindo na maquilagem. E, claro, para maior desespero de
Severo: Suas vestes coladas e longas, repletas de enfeites fluorescentes e azul cobalto faziam-no seriamente pensar em desaparecer.
- Ah, olá! Quem é você?
Severo hesitou, antes de dar seu nome verdadeiro, mas, de qualquer
forma, Dumbledore não falou sobre como eram as pessoas. Os trouxas eram
mesmo esquisitos, pelo que ele ouvira dizer.
- Severus Snape.
- Aaaaah, Severus Snape... Que gracinha! Eu sou Alvo Dumbledore, sabe?
Severo olhou, um pouco em dúvida... Talvez fosse mesmo Dumbledore... Decidiu pedir um sinal.
- Mas, você é mesmo o Dumbledore?
- Todinho... Desde as botas até o nariz torto.
- Você podia... Mostrar-me... Algum sinal.
- AH, sim, claro, meu querido... Mas é um pouco particular para que
eu o mostre assim, na frente de todo mundo, você entende?
Claro que Severo entendia. Não era muito esperar que se falassem de
magia ali, na frente de todos aqueles trouxas.
- AH, sim, eu entendo.
- Então,... Poderia... Acompanhar-me?
Severo assentiu, enquanto as outras mulheres olhavam Dumbledore com
um ar inconfundível de inveja, o que fez com que Severo ficasse
extremamente confuso.
Subiram algumas escadas e entraram em um quarto luxuosamente
decorado, com uma cama redonda, espelhos por todo o teto e paredes e
algumas esculturas de gosto duvidoso.
- Então... O Sinal? - Perguntou Severo, tentando não pensar em que
lugar era aquele.
- AH, sim, claro. Apressadinho, não?
Severo deu um sorriso amarelo, com receio de estar indo depressa de
mais.
Dumbledore sorriu.
Retirou o casaco azul turquesa que trazia. Depois, a faixa
cor-de-rosa. Em seguida, ergueu sensualmente o manto, que mais parecia
um vestido, fazendo os enfeites fluorescentes bimbalharem ao
entrechocarem-se. Depois, arriou a meia-calça e a cueca, exibindo, para
um perplexo Snape, umas nádegas brancas e enrugadas.
- Pode olhar, minha flor... Aí, bem no centro, perto do Portal da
Alegria.
Snape, atônito, lentamente, muito lentamente, esquadrinhou aquela
coisa a sua frente e descobriu, quase em Território Sagrado, um desenho
com o símbolo de Hogwarts.
- o que é isso? Uma brincadeira? - Perguntou o outro, impaciente e
visivelmente irritado.
- Brincadeira? Veja lá se eu sou homem para brincadeira? Isto é
tatoo, legítima! Eu tenho mais algumas, mas não tem a ver com
Hogwarts... Mas... Se você quiser ver... Tocar...
- Patético.
- Olha aqui, sua neofitazinha, não venha querer me desmerecer não, tá ouvindo? Eu to velha, mas to inteiríssima! Eu sou do tempo que o seu
pai ensaiava os passos da Rita Cadilac, entendeu?
Severo fez um esgar de nojo e lançou-se, porta a fora.
Dumbledore, entretanto, ficou para trás, vestindo-se calmamente e
ajeitando os enfeites no lugar.
Severo estava agora lá em baixo, de volta à festa, tentando dizer
para alguém que chegara para a palestra, mas sem conseguir ser ouvido.
De repente, ouviu um soluço. Virou-se. Era Dumbledore que
desmaiara.
Todas as mulheres se precipitaram para ele e o reanimaram, com água
fria e muita verborragia.
- O que houve, Dumboca? - Perguntou uma mulher toda de preto, com
unhas enormes e brincos que lhe chegavam no decote da blusa minúscula.
- Eu fui desprezada, Athaide! Desprezada!
- Mas por quem?
- Por Snape... Ele... Ele... Partiu meu coração!
Olhares raivosos convergiram para Snape, que chamou a morte, mas ela não veio. Pensou seriamente em aderir à fileira de Voldemort de uma vez, afinal, ninguém
merecia aquele tipo de situação.
- Falsa!
- Mentirosa!
- Vadia!
- Vagabunda!
- Ai, meninas, sejam pacientes com ele.. Ele ainda é... Virgem, eu
acho.
- É mesmo, eu também achei isso, quando nos encontramos lá na
frente.
- Por favor,... Acho que está havendo um engano! - Berrou Severo, sem
saber o que fazer. - Eu sou Severo Snape e vim fazer uma palestra à
pedido de Alvo Dumbledore.
- Você o chamou aqui, Dumboca? - Perguntou uma das mulheres.
- Eu, não! - Respondeu o outro, levantando-se com dificuldade.
- Mentiroso! - gritou a que houvera formulado a pergunta, fazendo
com que todo o mulheril corresse para fazer qualquer coisa de ruim com
ele. Mas Severo nunca soube o que fora, porque um *pof* indicativo que
alguém aparatara fez-se ouvir, e ninguém mais, ninguém menos que Alvo
Dumbledore aparatou, em pessoa.
Ao ver seu ídolo de pé, na sua frente, Dumbledore (A bicha) deu
outro gritinho e desmaiou, mas ninguém ligou.
- Dumbledoooooooreeeeee! - gritaram todas, histéricas e abraçando-o
ao mesmo tempo.
- Oh, Dumbledore! Então, este é Severo Snape, de verdade?
- Ah, bem, estou muito feliz com esta recepção calorosa - começou
a dizer o diretor.
- Magiiiina, professor! É um prazeeeer ter o senhor aqui.
Dumbledore deu uma risadinha para Snape, que o fulminou com o olhar.
- Bem, eu vim buscar meu amigo.
- Ah... Mas ouvimos dizer que ele ia fazer uma palestra! - atalhou
uma das participantes da festa, com um maiô justíssimo.
- Parece que não. - Disse ele, desaparatando juntamente com Severo.
Alguns segundos depois, em um lugar seguro...
- Severo, meu amigo, você não anda com sorte.
- Estou pensando seriamente em não ser mais agente duplo.
- Que isso, Severo? Falta tão pouco!
- E quem disse que eu ficaria do seu lado?
- Mas...
- O Lord das Trevas oferece mais dignidade.
- Se você acha que ser transformado em um gato e jogado na jaula de
leões famintos é morrer com dignidade, vá em frente.
- Aquela trouxa da Rowling mentiu! Só crianças vão saber... Tá bom.
- Nem se preocupe. Lenta como ela está, até que os próximos volumes
saiam, ninguém se lembrará do que veio antes.
- E quem se importa? Alguns loucos não se importariam de ler tudo de
novo.
E, enquanto se aproximavam de Hogwarts, viam os flashes de feitiços
espocando no ar.
- Ufa! - Suspirou Severo, animado. - nunca pensei que fosse ficar
feliz por chegar a uma batalha.
- Veja como sempre existem coisas piores do que a gente acha pior! -
Concordou Dumbledore, repelindo um Avada Kedavra sem sequer prestar
muita atenção.
- Severo, abaixe-se!
Tarde de mais... Harry lançou-lhe um feitiço e suas roupas se
transfiguraram em uma calça santropê, um bustiezinho rosa choque com
lantejoulas e mais nada por baixo.
- Aê, professor! - exclamou Harry, de cima de uma árvore. - Acho
que isso foi pior que jarro de barata, não?
Snape lançou para Harry um olhar assassino, enquanto ouvia Rita
Skeeter se aproximando, esbaforida, dizendo, para sua pena de repetição
rápida que seguia atrás dela:
"E aqui é Rita Skeeter, repórter do Profeta diário, vindo averiguar
quais as últimas palavras das pessoas, antes de morrerem sob as mãos
implacáveis de Lord Voldemort e seus comensais... - E, batendo os olhos
em Snape - E seus últimos desejos... Professor Snape! Por que se vestiu
assim para esta ocasião?
- Cale a boca antes que eu a faça vomitar pernilongos.
E a pena de repetição rápida escreveu:
"Este sempre foi o sonho de minha vida: morrer revelando quem eu
realmente sou".
Dumbledore, entretanto, que tinha, mais uma vez, que salvar Harry Potter da morte, já ia longe, enquanto Severo, que sempre chega atrasado nos livros, ficou ainda
com a Rita, até que perdeu a paciência - e a educação! - e a transfigurou em uma formiga e pôs fogo nela.