Nome da fic: Feliz Ano Novo
Autor: Viviane Valar
Pares: Severus/Ninfadora Tonks
Censura: G
Gêênero: Romance
Spoilers: Sem Spoiler. Por[e morte de personagens.
Desafio: 110 -- Severus no Póós-Guerra. Estáá encantado com uma certa auror. Espalhafatosa. Que ri a toa. Tem cabelo colorido. Ela lhe da um longo beijo de Ano Novo. (Viv)
Resumo:
Notas: Pos-Voldemort
Agradecimentos: A autora do desafio. Que sou eu mesma. Hehehe
Disclaimer: Esses personagens sãão de JKR, eu nãão quero nem vou ganhar dinheiro com eles.
Esta fic faz parte do SnapeFest 2004, uma iniciativa do grupo SnapeFest, e estáá arquivada no site http://fest.oxetrem.com
FELIZANONOVO
Vééspera de ano novo. Todo castelo estava em festa. Felizes. Alegres. Saltitantes. Patééticos. Era o que pensava Severus Snape, das pessoas que ficavam ""excitadas"" com o ano novo. Era uma grande bobagem.
Sempre as mesmas coisas. As pessoas faziam as mesmas promessas. Para quebrarem logo em seguida. Achavam que como o ano se reiniciava, todos poderiam ""começçar de novo"". Ter mais uma chance. Todo ano. Todos sorrindo amarelo, sóó porque era Natal ou Ano Novo. Tudo falsidade. Despeito. Mentira. Mas mesmo pensando tudo isso, nãão pode faltar àà comemoraççãão.
Muitos alunos firam no castelo daquela vez. Era a primeira ""virada"" sem... Voldemort. Podia falar agora. Agora que ele tinha sido definitivamente destruíído por Harry Potter. Entãão todos os envolvidos na Guerra, estariam láá. Alunos, professores, aurores, soldados que lutaram lado a lado contra o maldito. E sobreviveram. E venceram. Uma grande festa.
-Hunf!
Snape preferia se recolher mais cedo. Trabalhar. Ou simplesmente dormir. Mas Alvo pedira particularmente para que nãão faltasse. Apenas Alvo Dumbledore tinha o poder de fazêê-lo mudar de idééia. Entãão estava láá. Indo em direççãão ao salãão iluminado. Com o teto enfeitiççado, mostrando os fogos explodindo do lado de fora. A todo minuto. Estrelas cadentes despencando do cééu como chuva.
A decoraççãão do salãão tinha todos os brasõões, de todas as casas. Como se nãão houvesse um sóó vencedor. Mas muitos. Havia uma banda tocando e algumas pessoas danççavam pelo salãão.
Bufou discretamente. Foi em direççãão a mesa. Quem sabe tudo nãão passasse bem depressa e pudesse se retirar logo.
-Severus! Que bom que veio cedo. -- Alvo o cumprimentou com um abraçço. -- Teremos uma grande festa este fim de ano. -- ria como uma criançça.
Sorriu. Ou tentou sorrir amarelo. Enquanto chegava ao seu lugar.
""Sãão nove da noite. Sóó tenho que agüüentar ate a meia-noite."" - mentalizava.
-Severus! Que surpresa! -- uma voz doce e baixa foi ouvida.
Conhecia a voz. Ouviu durante muito tempo na Guerra. Conteve uma careta.
-Pois entãão... -- foi educado.
-Acho que era exatamente disso que precisava, Seveurs. Mais diversãão. Surpresa.
Olhou pela primeira vez para a metamorfa. Os cabelos estavam verde-limãão. Combinavam lindamente com o vestido prata. Tanto quanto uma melancia combinava com um poste.
-E! -- continuou alheia a ele. -- Tenho certeza de que algo existe por baixo desse casco. -- pensativa.
-Ninfadora Tonks. Nãão se preocupe comigo. -- debochado.
Viu a careta engraççada que fez, mas conseguiu se controlar e nãão riu. Sabia que a outra nãão gostava de ser chamada pelo primeiro nome. Mas assim quem sabe o deixasse em paz.
-Severus. Esse foi um truque baixo! -- fez beicinho. -- Mas vai precisar se esforççar mais! -- riu. -- Hoje decidi que vou romper esse casco. Estou realmente intrigada.
Ele franziu a testa.
-O que quer dizer com isso, Ninfadora -- seco.
Ela suspirou.
-Vocêê veráá! Severus Snape! Vocêê veráá! -- e se levantou.
Viu a mulher ir para a mesa dos ex-alunos. Abraççar váários que estavam láá. Potter, os Weasley, Granger. Sentiu irritaççãão crescer. Olhou para o relóógio. Faltava pouco. Duas horas e iria se recolher.
Resolveu se esconder em um canto escuro. A musica mudou. Ficou lenta e româântica.
-Hunf!
Jáá ia escapando para o anonimato do jardim. Onde se refugiaria na mais completa escuridãão, quando uma mãão delicada o impediu.
-Nossa musica Severus!
-Ninfadora, desde quando temos uma musica! -- irritado.
-Desde agora! Venha! -- e puxou-o.
Era uma mulher forte para o seu tamanho. Foi com choque que percebeu tarde demais que estavam no meio do salãão. Ela colocou um de seus braçços na cintura fina e colou o corpo no dele. E foi com uma nova surpresa, que notou que se encaixavam perfeitamente. E que era realmente prazeroso ter a garota tãão perto. Ela tinha um cheiro bom. De flores. Nãão conseguiu identificar qual. Respirou mais fundo para saborear o aroma da pele dela.
-Floral. -- disse baixinho.
Ele estremeceu levemente. Mas o suficiente para que ela notasse.
-Gosta -- sedutora.
Sua resposta foi apertar mais forte e aspirar colado a pele dela mais uma vez. Dessa vez ela foi que estremeceu.
-Acho que sim. -- ela falou fraca.
Ele sorriu malicioso.
Danççaram durante um bom tempo. E entãão o ritmo mudou mais uma vez. Musica agitada era algo que definitivamente nãão combinava com o sonserino. Mas antes de se soltarem ela prometeu.
-Te vejo mais tarde. -- era um sussurro ao péé do ouvido.
Estava tenso, ansioso, exausto. A garota conseguira tiráá-lo do serio. Foi se servir de uma dose de firewisk. Na verdade foram quatro doses. De uma vez sóó. A bebida desceu queimando. Mas nãão acalmou o calor que jáá estava em seu baixo ventre. Olhou as horas pela milionéésima vez. Mas alguns minutos.
E entãão quando se aproximava da hora da contagem regressiva, a musica parou. Todos se reuniram no meio do salãão. Ele a procurou com os olhou, mas nãão a viu. Dumbledore pediu a palavra.
-Senhoras e senhores. Amigos. -- sorriu feliz. -- Estamos aqui para iniciar nãão sóó um novo ano. Mas uma nova era. Uma era sem Voldemrot. -- algumas pessoas ainda estremeceram ante o nome. -- E em homenagem aos que se foram. Teremos obrigaççãão de sermos felizes. Rubeo Hagrid. Remus Lupim, Neville Lomgbottom, Sirius Black. Estes sãão alguns dos nomes que nunca iremos esquecer. Mesmo nãão estando conosco fisicamente. Eles estarãão para sempre em nossos coraççõões. Devemos a eles a promessa de sermos felizes. E dar adeus àà velha era. E recebermos assim a nova.
10 - 9 - 8 -7...
Snape nãão admitiria, mas estava emocionado. Apesar de tudo. Alvo estava certo. Sem Voldemort, a vida tinha outro sentido. Sem comensais da morte, sem espiõões, sem maldiççõões imperdoááveis. Sem Guerra. Sem a marca negra, que se fora com a morte do antigo mestre. Agora era apenas um homem. Um professor. E poderia fazer o que quisesse da vida.
""Vida!""
6 - 5 - 4 - 3...
Sentiu alguéém segurando sua mãão. Nãão precisou se virar para saber. O cheiro de floral estava láá. Correspondeu.
2 - 1 - 0
Gritos, vivas, palmas, euforia. Fogos brilhando e estourando entre os convidados. Mas Snape sóó tinha olhos para a mulher a sua frente. Os cabelos verde-limãão, brilhando como nunca. Ela sorriu. Ele sorriu.
-Feliz ano novo, Severus! Feliz vida nova!
E sem esperar resposta, se aproximou e o beijou profundamente. Longamente.
Snape perdeu a noççãão do tempo e do espaçço. Sóó tinha consciêência da mulher em seu braçços. Da boca dela. Do gosto dela. Nãão deixou que ela afrouxasse o abraçço. Colou o corpo todo ao corpo pequeno. Estavam ofegantes quando finalmente pararam.
Ela parecia totalmente desconcentrada. Olhos arregalados. Rubra. Ate os cabelos, agora num tom de vermelho mais intenso que dos Weasleys.
-Uau! -- foi tudo que conseguiu dizer.
Ele sorriu malicioso.
-Feliz ano novo! Ninfadora! Feliz vida nova!
E a trouxe de volta a boca dela. Agora que a auror passara pela casca, teria que arcar com as conseqüüêências.
Planos para o futuro novo começçaram a se formar na mente do mestre de poççõões. Agora nãão queria mais se livrar dela. Muito pelo contrario. A noite seria muito longa ainda.
Ela se agarrou a ele com forca enquanto aproveitava aquele momento delicioso. Sabia que nãão se arrependeria de investir no homem carrancudo. Ele tinha muito mais vida dentro dele que imaginava. Iriam se dar muito bem. Muito bem mesmo.
Fim