Autora: Sheyla Snape
Beta-reader: Roxane Norris
Shipper: Severus Snape/Hermione Granger
Cnsura: 18anos (cenas de sexo)
Gênero: PWP, NC17
Resposta aos desafios de frases, Sandy.
1) "Eu não faria isso nem se o Sol
nascesse no Oeste amanhã".
2) Snape diz: "Seja lá o que você estiver fazendo, não pare".
Resumo: Hermione é flagrada tendo pensamentos um tanto impróprios sobre o Mestre de poções. Mas o que aconteceria se ele descobrisse o que se passa na mente da irritante Sabe-tudo? Leia e descubra!
Agradecimentos Especiais: À Aline Snape por me incentivar a escrever fics do casal e a incrível ajuda que me deu nessa fic em particular! À minha irmã-beta-comensal Gabi, por exigir uma Hard Core Porn, bom... não saiu tão hard assim, mas foi o que pude fazer.
Agradecimentos SUPER Especiais: À minha Mamis querida Roxane Norris que betou essa fic me tirando de um desespero sem tamanho. Mamis, eu te amo MUITO!
Disclaimer: Todos os personagens aqui mencionados são de autoria de JKR, e o único interesse é a diversão.
Esta fic faz parte do SnapeFest 2007, uma iniciativa do grupo SnapeFest
By Sheyla Snape
Hermione Granger não era mais a
mesma. Suas aventuras com os inseparáveis amigos, há muito tempo, deixaram
de ter aquele encanto juvenil. Agora eles estavam em guerra e, para
enfrentar tal desafio, eles teriam que crescer mais rápido do que jamais
imaginaram que cresceriam. Hoje seus interesses eram completamente outros.
Estudar deixou de ser apenas um
passatempo e ela se sentia um pouco estranha por isso, tudo a sua volta
estava mudando, e mudando rápido demais!
A menina de cabelos cheios e dentes
grandes não existia mais... A pequena e irritante sabe-tudo dera lugar a uma
jovem mulher decidida e corajosa. Qualidades que baniam de seu convívio
cerca de 98% dos pretendentes da sua idade, deixando os 2% restantes
divididos entre: homens muito mais velhos que ela e os absurdamente mais
velhos. Sendo assim, sua vida resumia-se a descobrir uma nova maneira de
contra atacar as armas e poções que o Lorde das Trevas estava utilizando.
Desnecessário dizer que a ausência
cada vez mais constante do melhor mestre de poções conhecido da Inglaterra
fazia dela a única pessoa capacitada o bastante, ou apenas suficientemente
como ele mesmo afirmara, para ajudá-lo a realizar pesquisas, desenvolver
manipular poções do lado da luz.
Isso mudou seu ponto de vista do
mundo e da guerra. Ela não mais combatia o mal em campo, ela não mais
enfrentava comensais em duelos mortais a cada esquina. Sua visão de mundo
estava centrado agora nas horas e horas que eram preenchidas com leituras e
estudos avançados sobre poções. Tudo girava em torno de poções. Era certo
que a busca minuciosa que fizera na extensa biblioteca do castelo de
Hogwarts a fascinara. Os inúmeros livros antigos que encontrou sobre o
assunto, inclusive artigos publicados em periódicos bruxos da época de
pós-graduação do professor Snape, eram de uma acadêmica que a deixaram
extasiada. Hermione leu cada pergaminho em que pôs seus olhos... Só não
conseguiu mesmo ter acesso aos livros particulares do mestre de poções. Não
por falta de tentativas, é claro... Mas os feitiços poderosos que o
professor usava na sua sala repeliriam o próprio Lorde das Trevas, o que se
diria sobre os alunos intrometidos?
Aqui estava ela... jovem, bela, e
presa a um laboratório improvisado no Largo Grimmauld nº 12 preparando mais
um estoque de poções que, de tão entediada, sequer lembrava o nome.
Hermione agia mecanicamente,
cortando, medindo, pesando e mexendo os caldeirões a sua frente.
Ocasionalmente sua mente viajava por lugares e lembranças de alguns sonhos,
até que se lembrou de um em particular... estremeceu. Um sonho extremamente
sensual e impróprio, para dizer o mínimo, e que recentemente passara a
persegui-la enquanto estava acordada. “Seja sincera Hermione, ultimamente
basta você olhar para ele que... Meu amado Merlin, isso está tomando
proporções embaraçosas!” – suspirou.
Ela foi acordada de seus
pensamentos pela batida seca da porta do laboratório. Para seu deleite, e
eventual desespero, o protagonista de seus sonhos impróprios, Severo Snape,
acabara de entrar. Irritado como sempre!
— Seja lá o que você estiver fazendo, não pare! – ele parecia mais irritado que o normal. Agitava a varinha convocando vários frascos e ingredientes em cima de uma bancada ao mesmo tempo em que retirava outras coisas dos bolsos do casaco.
— O que está acontecendo? – ela já o vira zangado diversas vezes, mas nunca com agora.
— Nada que diga respeito à
senhorita, apenas tenho que preparar essa poção ou perderemos a guerra de
uma vez! – ele a olhou fixamente nos olhos e ela se arrepiou lembrando-se
por segundos de um de seus sonhos, mas conteve-se a tempo de ouvi-lo. —
Agora volte aos seus afazeres!
Hermione o conhecia muito bem para
saber que não adiantaria continuar a questioná-lo sobre qualquer coisa.
Seria tão mais fácil se eles trabalhassem juntos, ao invés de disputarem
feito duas crianças. Suspirando ela baixou a cabeça e procurou em seus
pensamentos o que fazia antes da entrada dele e tremeu novamente. “Droga,
não deveria ter feito isso!” – ela pensou ao sentir o corpo reagir à visão
em sua mente de um Severo Snape usando apenas cuecas.
O tempo passou sem nenhuma palavra trocada entre eles, Hermione agora tentava ler um periódico sobre feitiços avançados enquanto aguardava suas poções esfriarem para depois engarrafá-las. Ela tentava também ignorar, sem sucesso, as mãos ágeis e tentadoramente sexy de seu antigo professor de poções que trabalhavam agilmente na bancada ao lado dela. “Oh Deuses, ele tem as mãos mais deliciosas que eu já vi na minha vida, como seria se ele simplesmente tomasse minhas coxas com elas e...” – foi interrompida pela voz profunda dele.
— Senhorita Granger, poderia descer ao planeta por alguns segundos e me dar ouvidos ao menos uma vez na vida?
— O senhor mesmo me ordenou a ficar quieta no meu lugar, não foi? Por que o desobedeceria agora? – a resposta saltou de sua boca antes mesmo que seu cérebro registrasse as palavras. O olhar dele foi tão fulminante que faria qualquer um chorar, curiosamente ela só ficou ainda mais excitada.
— Aparentemente a senhorita perdeu a noção do perigo, não é mesmo? – o tom suavemente rouco da voz dele a fez tremer, mas definitivamente aquilo não era medo!
— Não professor, apenas estou cansada demais para ouvir e aturar seus comentários mau educados! Francamente... e ainda se diz um professor!? – ela suspirou exaltada enquanto voltava sua atenção a revista que tinha em mãos.
— Sua menina insolente, eu deveria...
— Deveria prestar atenção no que
está fazendo, sua poção parece um pouco fora de controle... professor! – ela
cortou-o sem sequer levantar os olhos na direção dele. Snape assustara-se
dando um passo para trás, a sabe-tudo irritante quase o fizera perder horas
de trabalho. “Maldição!!” – ele pensou.
Minutos depois, ambos os caldeirões
estavam devidamente controlados, aquele em cima da bancada e o que
fervilhava em sua mente, e que fazia seus nervos estarem a ponto de
explodir. Novamente tentou falar com Hermione.
— Preciso que pegue alguns frascos de raízes de mandrágoras e as pulverize pra mim, a quantidade que tenho aqui não será suficiente para...
— Peça, por favor! – ela disse sem olhá-lo nos olhos.
— O que você disse? – ele não acreditava em seus ouvidos.
— Eu disse... – ela falava calma e pausadamente – peça, por favor!
— Eu não faria isso nem se o Sol nascesse no Oeste amanhã!
— Então vá você mesmo pegar as raízes e divirta-se as pulverizando!
— Você bateu com a cabeça ou algo assim? Com quem pensa que está falando?
— Estou cansada desse tratamento e não vou mexer um músculo sequer antes de ouvir as palavrinhas mágicas!
— Vá para o inferno!! – ele cuspiu ameaçadoramente entre os dentes, num tom perigosamente rouco.
— Sinto muito, mas não são essas. – ela folheou a revista aparentando tédio, quando na verdade cada palavra proferida por ele a excitava mais. “O que eu estou fazendo? Está certo, a voz dele é estonteante, mas se continuar assim ele vai me matar!”
— Ora sua... – ele começou a falar, mas foi novamente interrompido por ela.
— Não se atreva... ou eu deixo você
aqui sozinho e sem nenhuma ajuda! – agora sim ela o encarou. Firme e
decidida aos olhos de qualquer um, contudo, ela tremeu lasciva ao fazer
isso.
Severo Snape parou por um longo
momento. Era possível ver uma veia pulsando sobre a têmpora esquerda dele, e
Hermione perguntou-se se ele considerava matá-la com uma Avada ou se
divertir antes com uma série de maldições que nem mesmo ela reconheceria.
Incrivelmente ele não fez nada
disso...
— Por... favor... – as palavras
saíram lentas e perigosas da boca dele.
Suculentamente lentas na opinião
dela.
No quarto ano, quando teve seu
primeiro namoradinho, Hermione sabia que o rapaz estava muito longe de um
ideal de beleza e masculinidade. Depois dele, não foram muitos os homens que
realmente a interessaram. Contudo, de uns tempos para cá, durante as noites
enquanto o sono não vinha, ela passava horas pensando no mestre de poções,
imaginando o que havia por trás daquela capa, daquela máscara arrogante.
Imaginava como seria o corpo daquele homem másculo, e principalmente, que
maravilhas ele faria em uma cama.
Aparentemente se tudo continuasse a
caminhar daquele jeito, ela cometeria uma loucura.
— E agora, está esperando o que?
Sorrindo cinicamente, ela
levantou-se da cadeira onde estava e caminhou até a porta lateral que levava
ao estoque. Sentindo-se elétrica, Hermione postou-se logo à frente dele na
bancada, passando a picotar e pulverizar as raízes como ele tão gentilmente
pedira.
Mais uma vez o silêncio se fez
presente entre eles, agradavelmente, levando Hermione ao seu mundo de sonhos
e fantasias... Mecanicamente ela terminou o que fazia e, sem perceber, fixou
o olhar no homem a sua frente, analisando, seguindo, deleitando-se com cada
movimento das mãos, admirando a genialidade com a qual ele manipulava cada
ingrediente na medida exata. Uma parte do seu cérebro tentou identificar
qual poção ele preparava, mas a idéia foi imediatamente suprimida quando os
olhos dela captaram o movimento que os lábios dele faziam sempre que
ponderava sobre algo.
Ela nunca o percebera antes, era um
movimento rápido e certamente só aconteceria se ele estivesse sozinho e
muito concentrado. Hermione quase sorriu, encantada ao ver Severo Snape
deliberadamente lamber e morder o lábio inferior.
Deleitar-se com aquela visão
levou-a a um estado perigosamente lascivo de consciência, ou seria
inconsciência? Ele estava com a barba recém feita e a loção amadeirada
penetrava como um ópio em seu órgão sensitivo. Hermione deixou-se vagar
profundamente em seus pensamentos, quando notou os botões abertos da capa
que revelavam uma visão parcial do pescoço dele, o pomo de adão e a pele
branca. Cada item desse, colocado na ordem certa em seu pensamento, a faziam
devanear mais ainda. Quanto mais o professor se movia diante de sua mesa,
mais excitada ficava, e inevitavelmente ela acabou perdendo a noção de
tempo. Não lembraria quantos minutos ficou perdida naqueles pensamentos,
porém, dentro do seu delírio ela sentiu-se transportada para longe dali.
E sem ter noção de onde estava,
Hermione reviveu aquele sonho... Ela se aproximando lentamente daquele homem
extremamente misterioso, duro e mau-humorado. Ele a tomava em seus braços e
depois de um longo beijo, as mãos grandes e pálidas do professor subiam
pelas suas coxas, arrastando a saia para longe, apertando com força cada
pedaço de carne que encontrava ao seu alcance, enquanto ela tentava
desabotoar rapidamente os botões da capa e da camisa em seguida.
Ela deu um impulso com os pés e ele
a segurou. Permitindo que as pernas dela transassem sua cintura,
apertando-o, puxando-o sensualmente para mais perto, fazendo-a sentir o
quanto ela o deixara excitado. O quadril dele inclinou-se para frente e ela
gemeu fogosa.
Em momento nenhum eles
interromperam o beijo... afinal, quem precisava de oxigênio? Hermione
testava o fôlego dele e descobriu, maravilhada, o quanto Snape beijava bem.
As mãos de Severo não perderam
tempo, alcançaram rapidamente sua calcinha e seus dedos dele a penetraram
sem pudor ou permissão. Ela retesou, murmurando um gemido satisfeito.
Acostumando-se aos movimentos daquelas mãos experientes, agarrou-se ao
pescoço dele, mordendo-o, enquanto era sentada em cima da bancada.
Severo afastou-se dela, admirando o corpo jovem a sua frente. Um sorriso malicioso se formou na boca fina. Pouco antes de ele dizer:
— Agora a senhorita vai se arrepender pela impertinência!
— Vou? – ela sorriu de volta.
Ele a puxou de volta, sem cuidado e
sem carinho, virou-a de costas e prensou-a contra a mesa.
— Sim, vai! – e sem aviso, deu-lhe
um tapa. — Hoje a senhorita está em detenção e vai me pagar por cada
impertinência, por cada desafio, e cada pergunta dita sem permissão. – mais
um tapa, esse mais forte.
Hermione gemeu.
— Quem deu permissão para gemer? – mais um tapa, dessa vez mais forte.
— Mas eu só...
— Acho melhor você obedecer, ou
ficará roxa.
Lentamente ele inclinou-se contra
ela, segurando as mãos dela e colocando-as sobre a bancada.
— Não se mexa! – ele sussurrou na
orelha dela, enquanto lambia o local.
Outro leve sussurro e Severo estava
livre de suas roupas, bem como Hermione.
— Simplesmente linda... – ele
acariciava o corpo dela sem a menor pressa, meticulosamente admirando a pele
firme, os seios, as costas. As mãos dele desceram lentamente até pararem nos
quadris, puxando-a de encontro ao seu corpo.
Ele esfregou o pênis rígido e
latejante contra ela, exigindo passagem. Deixando-a louca...
Snape a provocava o quanto podia, o
quanto ele agüentaria, mas no momento nem ele mesmo era tão forte... E
quando ambos não agüentavam mais ele a prensou contra a mesa fria,
inclinando seu corpo contra o dela e a penetrou num só ímpeto. Ela gemia de
prazer e ele não tinha pressa em terminar o ato. Ele a beijava na nuca, na
boca, acariciava seus seios. Ela retribuía com beijos molhados até que ambos
atingissem o ápice do prazer.
Hermione nesse momento suspirou
alto, assustando-se em, de repente, encontrar-se de volta ao laboratório de
poções... Seus olhos piscaram incertos do que era real ou imaginário...
Lentamente ela foi se dando conta
de onde estava, tudo não passara de mais uma de suas alucinações, mais um de
seus sonhos acordados... Ela pensou em retornar a tarefa da qual não deveria
ter se desviado, mas ao olhar para o homem que estava a sua frente, percebeu
que ele a encarava já há alguns minutos.
E para seu pavor, notou também que
o professor a olhava com uma cara muita surpresa, dando-lhe a exata noção de
que ele tinha perfeito conhecimento de seus devaneios.
Foi assim que, horrorizada, ela
lembrou... Severo Snape era um excelente legilimente!
Hermione não sabia o que fazer, e
imediatamente, como uma garotinha de doze anos que é apanhada olhando para
um menino de quem gosta, ela ficou extremamente vermelha. Seu desejo era de
aparatar dali para um lugar desconhecido, ou simplesmente abrir um grande
buraco no chão e ser tragada por ele.
Mas o professor continuou
encarando-a, desafiando-a a dizer algo. Mas ela não saberia o que dizer. Foi
apanhada em flagrante... simplesmente não havia uma saída para aquilo.
Seu cérebro trabalhava em busca de
uma resposta digna, quando o som de alguém batendo a porta os trouxe de
volta. Uma hesitante Tonks colocava a cabeça de cabelos roxos para dentro e
a chamava.
— Desculpe incomodar, mas... er...
Mione, professor Snape... precisamos de vocês na cozinha, a reunião já vai
começar.
Hermione ainda estava estática e
completamente perdida, seu cérebro aparentemente travara e ela mal conseguia
articular uma palavra de confirmação.
Severo resolveu ajudá-la...
— Apesar da intromissão indesejada
agradecemos o aviso! Estaremos lá em poucos minutos!
Salva por alguns segundos do olhar
penetrante dele, Hermione começou a guardar o material de cima da mesa. Não
tinha coragem de levantar seus olhos da bancada e encarar Snape. Sua
respiração era ofegante e um tanto ruidosa, e pela primeira vez naquela
noite, ela estava completamente concentrada no que fazia. Não se permitindo
sequer notar a movimentação do Mestre de poções, que andara até um armário e
ao retornar, parara as costas dela.
Entretanto, a proximidade do corpo
dele, o cheiro inebriante da loção pós-barba a congelaram. Tudo o que ela
poderia fazer era esperar e tentar controlar seu corpo, que vibrava em
antecipação ao que ele poderia fazer.
Lentamente Snape encostou seu corpo
no dela, e sussurrando num tom doce e suave, disse:
— Menos cinqüenta pontos para
Grifinória, Srta Granger! E a senhorita terá detenção hoje à noite.
Sem qualquer outra palavra ele saiu
do laboratório deixando Hermione trêmula... e com um sorriso nos lábios.
FIM.