Nome da fic: Love Secret
Autor: Viviane Valar
Pares: Severus/Harry Potter
Censura: R, NC-17 (sexo, Slash)
Gêênero:Romance, Tema Adulto
Spoilers: Spoiler do HP5 (nada grave)
Avisos ou Alertas: relaççãão homossexual
Desafio: 97 -- Severus começçou a receber cartas eróóticas de pééssimo gosto e isso o irrita. Como ele reage? (Jobis)
Resumo: 97 -- Severus começçou a receber cartas eróóticas de pééssimo gosto e isso o irrita. Como ele reage? (Jobis)
Agradecimentos: A Jobis, autora do desafio e a Rowling, que nos presenteou com esses personagens maravilhosos.
Disclaimer: Esses personagens sãão de JKR, eu nãão quero nem vou ganhar dinheiro com eles.
Esta fic faz parte do SnapeFest 2004, uma iniciativa do grupo SnapeFest, e estáá arquivada no site http://fest.oxetrem.com
LOVESECRET
Mais um dia amanhecia nas terras de Hogwarts. Severus Snape era professor de Poççõões naquela escola háá cerca de 16 anos. Era a primavera, a éépoca que menos gostava. Tudo tãão... colorido! Torceu a boca numa careta habitual. E se levantou. Tinha aulas em pouco tempo. Nãão se atrasaria para o caféé.
Jáá estava acabando, quando o correio coruja chegou. Assinava o Profeta Diáário. E decidiu aguardar para enfim se retirar e preparar sua aula.
Heis, que junto com o jornal, estava tambéém um envelope. Escuro. Com seu nome escrito. Sem remetente. Nãão reparara na coruja que o trouxe. Abriu curioso. E láá estava um pergaminho da mesma cor do envelope.
""Caro Severus
Todos os dias penso em vocêê. Quero vocêê. Sonho com vocêê. Nãão havia percebido o quãão fundo enraizara em meu coraççãão. E sóó posso gemer diante da idééia de te tocar. De sentir tua pele pulsando sob e sobre a minha. Hoje resolvi tornar de seu conhecimento, todos os meus desejos. Para entãão quem sabe, um dia, realizáá-los.
Love Secret""
Snape franziu o cenho. Sem imaginar, que tipo de brincadeira idiota, poderiam estar fazendo. Guardou a carta antes que alguéém a visse. Queimaria-a mais tarde. Olhou para todos no Salãão Principal. Desde a mesa dos alunos, atéé a dos professores. Ninguéém em atitude suspeita.
""Ridíículo!"" - pensava.
Levantou-se deixando o Profeta Diáário esquecido àà mesa. Tinha uma aula a ministrar. Estava irritado. E acabou descontando nos Grifinóórios, para variar. Foi um dia longo. Observando um por um. Mas nãão descobriu quem poderia ter enviado a carta de mau gosto.
Estava na sala dos professores naquele fim de tarde. Quando finalmente pôôde ler o jornal do dia. E uma coruja-de-igreja, marrom, adentrou. Deixou um envelope e saiu logo em seguida. Era um novo envelope escuro. Igual ao recebido pela manhãã. A coruja parecia com uma das que pertenciam àà escola. Poderia ter sido mandada por qualquer pessoa. Pegou a carta relutante.
""Caro Severus
Fico feliz que minha declaraççãão tenha surtido algum efeito sobre vocêê. Esse seu jeito agressivo me fascina. Sua escuridãão, seu peso me enlouquecem. Quis revelar-me. Me adiantar atéé vocêê. Quis despir peçça por peçça sua. Abrir os botõões de sua camisa. De sua capa. De sua calçça. Sentir sua pele nua.
Mesmo agora, longe de vocêê, sinto como se o tocasse. Seráá que estáá sentindo Severus? Minhas mããos em seu peito? Em suas costas? Em sua bunda? Eu apertaria e arranharia atéé ouvi-lo gemer baixinho. Ou atéé me pedir mais. E esse calor que me invade, eu usaria para envolvêê-lo e queimáá-lo em luxúúria. Cavalgaria sobre vocêê Atéé que atingííssemos o gozo. Eu e vocêê. Mas ainda assim nãão teria satisfaççãão plena. Ia querêê-lo dentro de mi. Como quero estar dentro de vocêê tambéém. Mas enquanto minhas fantasias nãão se realizam, sonhe comigo, meu amor.
Love Secret""
-Inflamare! -- gritou furioso.
E o papel carbonizou em chamas.
-Quem estaria fazendo isso? Que cretino ou cretina? Que merda! Nãão dáá nem mesmo pra saber se éé homem ou mulher! Aluno ou professor! Criatura desgraççada!
-Quem éé a criatura desgraççada, Severus? -- Dumbledore surgiu como se aparatasse.
-Ninguéém Alvo. -- dissimulou.
-Nãão quer conversar, Severus? -- insistiu.
-Nãão Alvo. Posso resolver sozinho. -- e se retirou.
Foi para seus aposentos. Nãão conseguiria tirar as cartas da cabeçça. A pessoa que o estava importunando pagaria caro, por sua insolêência.
Adormeceu apóós ter passado grande parte da madrugada imaginando quem estaria lhe pregando essa peçça. E sonhou com um par de mããos sem braçços, que o acariciavam o peito, arranhavam, apertavam, provocando uma dor prazerosa.
Acordou ofegante e banhado de suor. Nãão gostou nadinha da sensaççãão de que estava sendo dominado. Desistiu de dormir quando faltava pouco para a hora de acordar. Iria descobrir a criatura desgraççada.
Foi para o caféé. Ficou atento ao correio coruja. E aos alunos. Se algum olhava em sua direççãão quando recebesse mais uma carta. Sabia que elas nãão parariam atéé enlouquecêê-lo de vez. E nãão estava enganado. A coruja marrom impessoal deixou seu envelope escuro sem nem mesmo posar. Ele ainda olhava em volta. Aguardava qualquer sinal de denunciasse o culpado. E nada.
-Algum problema Prof. Snape? -- Hagrid que estava a seu lado acabou perguntando.
-Por quêê Prof. Hagrid? Eu deveria estar com algum? -- desconfiado.
-Nãão! Quer dizer, nãão sei... Bem, éé que o senhor estáá diferente! -- tentou concertar o meio-gigante.
-Nãão estou diferente! Sou o mesmo Severus Snape! Vocêê por acaso estáá me acusando de algo? -- irritado.
-Nãão mesmo Snape. Foi apenas uma observaççãão! -- confuso.
-Bom, tenho que ir andando. Tem uma turma de idiotas esperando! -- e saiu ventando. Deixando um Rubeo totalmente desconfortáável.
""Caro Severus
Agora que lhe escrevo, percebo que deveria ter feito muito antes. ÉÉ um modo de estar com vocêê verdadeiramente. Poder descrever tudo que quero e espero de vocêê, compensa sua ausêência. Se eu estivesse a seu lado, neste momento, estaria tomando seus láábios duros nos meus. Sugaria sua boca com forçça, como se sugasse sua alma para dentro da minha. Vocêê gemeria e me puxaria pelos cabelos para tomáá-la de volta. Eu lamberia e morderia sua nuca, seu colo, seu peito. Atéé que me implorasse para continuar. Quente. Pesando sobre seu corpo tenso. Enfim, eu sentiria pena de sua angúústia, que éé a mesma minha. E engoliria seu membro dolorosamente ereto. Pulsante. E sóó pararia quando vocêê uivasse, exausto. Entregue aos meus desejos. Aos seus desejos.
Love Secret""
Amassou a carta com um suspiro profundo. Elas estavam piorando. Quem a escrevia, detalhava tãão minuciosamente, que Snape podia atéé mesmo sentir. Atirou longe a bola do pergaminho amassado.
-Inflamare!
E o papel estava em chamas.
-Tenho que descobrir quem estáá fazendo isso! Isso tem que parar!
Nãão podia mostrar para ninguéém. Dumbledore poderia ajudar. Mas n''ao mostraria ao diretor uma carta com um conteúúdo tãão... ofensivo.
Andava de um lado para outro. Pensando em todos os feitiçços que conhecia. Tentando descobrir o ideal para a situaççãão. Decidiu-se por um feitiçço rastreador. Mas para isso precisava de outra carta. Se n''ao tivesse destruíído as outras jáá poderia achar o responsáável pelo assedio.
Demorou a adormecer. Aguardava ansiosamente nova correspondêência. Quase n''ao tomou seu caféé da manhãã. Aguardando o correio. Mas desta vez a coruja nãão veio. Passou o dia pensando se enfim tudo tinha se acabado e voltado àà rotina. Quando no inicio da noite, apos o jantar, um farfalhar de asas chamou sua atenççãão. Sorriu maligno.
""Vou conseguir"".
A coruja voou sobre ele e se foi. Abriu a carta com cuidado redobrado.
""Caro Severus
Desculpe a demora. Nãão pude escrever-lhe antes. Devo dizer que nãão estáá sendo um ano fáácil. Mas agora pude parar para me dedicar `a minha atividade favorita. Amar vocêê Severus. Amar como vocêê merece ser amado. Com delicadeza a fúúria. Com suavidade e intensidade. Com prazer e dor. E com amor. Sobre tudo com muito amor.
Deixe-me leváá-lo onde for possíível ir. Alem. Muito alem. Deixe-me tocáá-lo. Por todo canto. Ate descobrir onde mais gosta. Ate vêê-lo implorar para possuíí-lo. Forte. Firme. Fundo. E cada vez mais forte. E firme. E fundo. Deixe-me ouvi-lo gemer, gritar meu nome pra entãão implorar novamente. Sóó assim poderei ser realmente feliz.
Love Secret""
-Agora vou pegáá-lo!
Sacou a varinha. Murmurou o feitiçço, apontando para a carta. E na extremidade do instrumento máágico, apareceu um pequeno facho de luz. Snape o movimentou para a esquerda e para a direita. ÀÀ esquerda a luz parecia piscar mais forte. Seguiu naquela direççãão. Sempre movimentando a varinha, para achar o caminho ate o abusadinho. Agora tinha certeza. Era homem e aluno.
-Vou pegáá-lo! -- repetia baixo.
Seguiu pelos corredores do castelo. Sóó esperava nãão estar indo para nenhuma sala comunal. Ou tudo seria mais difíícil. Mas para sua total felicidade, a varinha agora quase incandescente, apontava para uma porta no séétimo andar. Perto da tapeççaria dos Barrabas. Jáá conhecia aquela sala. Descobrira dois anos antes. Quando a ex-professora de DCAT descobrira a Armada de Dumbledore. Era a Sala Precisa. Abriu a porta com cuidado. Queria contar com o fator surpresa. Para desmascarar o abusado.
Entrou. Parecia um quarto normal, de adolescente. Com artigos de quadribol. Uma escrivaninha, livros numa estante. E uma cama grande demais para o jovem que estava deitado nela.
Snape olhou com expressãão de ""Sóó podia ser!"" E se aproximou. Ele estava deitado com o braçço sobre a cabeçça. Parecia cantarolar uma musica conhecida. Nãão via seus olhos, mas poderia ver claramente os cabelos negros cuidadosamente despenteados.
-Potter! -- mais alto que pretendia.
O garoto deu um salto de onde estava, e olhava assustado para o professor de poççõões.
-Snape!
-Potter! Seu abusadinho-de-meia-tigela! -- esbravejava. -- Falta de o que fazer -- atirou a carta eróótica sobre seu colo.
-Snape! Mas... como... -- gaguejava.
-Sem palavras agora, seu pervertido Gastou todas nessa literatura pornográáfica -- pegando o garoto pelo colarinho e o colocando de p[e diante dele.
-Espere! O que vai fazer O que vai fazer -- angustiado.
-Quero ver ate onde vai sua imaginaççãão! Quero provar tudo o que descreveu nas malditas cartas, Potter! E quero agora! -- respondeu esmagando sua boca na do menino-que-sobreviveu sem cuidado. Com fúúria.
Harry riu alto e correspondeu. Aos poucos, os movimentos deixaram de ser tãão agressivos e passaram a ser perfeitos. Os dois em comunhãão com seus desejos. Roupas voavam para todas as direççõões.
-Como eu quis... como eu desejei... -- Hary murmurava enquanto Snape percorria seu corpo com a boca.
Gemia a cada investida. Cada descoberta de seu corpo. E do corpo do homem sobre ele.
-Tome Potter! E isso que quer? Assim? Mais? E agora? - mais forte. -- Gosta disso Potter? Eu jáá deveria saber!
E o segurou com forçça pelo quadril, quando atingia seu êêxtase maior. Relaxando enfim.
-Minha vez! -- virou o garoto de olhos verdes.
E começço a explorar o corpo cansado do sonserino. Porem nãão demorou a estar alerta novamente. E começçou a por em pratica tudo o que imaginara. Tudo o que descrevera, mas cartas. E o professor nãão se fez de rogado. Gemeu. Gritou. Implorou tantas vezes quanto Harry imaginou. Apenas muito tempo mais tarde, descansaram. Lado a lado. Com as cobertas sobre os corpos nus. Tendo finalmente um sono tranqüüilo. Daqueles que sóó tem os que amam verdadeiramente e sem segredos agora.
FIM