Nome da fic: Revelaççõões



Autor: Viviane Valar



Pares: Severus/Harry Potter



Censura: PG-13, R (Slash)



Gêênero: Romance, Tema Adulto



Spoilers: Spoiler de Todos os livros. HP1 ao HP5



Avisos ou Alertas: Homossexualismo



Desafio: Nenhum



Resumo: Harry Potter estáá muito deprimido, e encontra ajuda onde menos espera.



Notas: Tempo vivido equivalente ao sexto ano de Harry potter na escola de Hogwarts.



Agradecimentos: A autora do desafio. Eu mesma, hehehehe. E a Rowling.



Disclaimer: Esses personagens sãão de JKR, eu nãão quero nem vou ganhar dinheiro com eles.



Esta fic faz parte do SnapeFest 2004, uma iniciativa do grupo SnapeFest, e estáá arquivada no site http://fest.oxetrem.com







REVELACOES



Era janeiro em Hogwarts. Meio ano letivo se passara. Mas para um certo aluno do sexto ano, o tempo parecia nãão ter importâância.



Severus Snape observava atentamente Harry Potter. Ele parecia quieto demais. Como tinha estado ultimamente. Fazia besteira atráás de besteira. Nem Lombgottom agia assim.



-Potter! Quer matar a todos nesta sala! -- rugiu. -- Preste atenççãão ao que faz! -- apontou a varinha para o caldeirãão borbulhante dele. -- Limpar! Se nãão for capaz de refazer com cuidado a atenççãão, fique quieto. E seja reprovado com dignidade! Nãão tente assassinar ninguéém com poççõões perigosas! Nãão estáá mais no primeiro ano Potter!!! -- impiedoso.



O moreno pela expressãão vazia, parecia nãão se importar. Simplesmente suspirou fraco e ficou parado. Sem se mover.



-Harry! Vamos! Faca alguma coisa! -- Ron o cutucou.



-Harry! Vamos! Vocêê pode fazer a poççãão. Vocêê sabe fazer! E a polissuco. Lembra -- Mione tentou.



Mas o moreno nãão se moveu. Ficou sentado. Olhando para os péés. Como se pudesse achar todas as soluççõões nos cadarçços desamarrados.



-Xii... O santo-Potter ficou le-le-da-cuca? -- a voz arrastada da Draco sussurrou com sarcasmo.



-Cala a boca Malfoy! -- punhos cerrados.



-Ron! -- Mione segurou o ruivo, antes que fizesse o que parecia intencionar.



Snape via tudo acontecer, sem interferir. A apatia do aluno era assustadora. Desde que soube da morte do padrinho, o adolescente ficara assim.



Snape tinha ganas de esbofetear o garoto para acordáá-lo para vida. Mostrar que nem tudo sãão flores. Que o mundo sempre foi mau e cruel. E que para viver nele teria que criar uma casca mais grossa que a que usava. Se ele era o talzinho que salvaria a todos do Lord das Trevas, tinha que ser mais forte que isso, e menos ""bebe-chorãão"".



Ele, Severus Snape, sabia o quanto a vida poderia ser dura e ficar óórfãão era uma bobagem, perto do que jáá vivera, vira, fizera.



""Potter era mesmo um fraco!"" -- pensou com desprezo.



Esperava que a volta de Lupim como professor, fizesse alguma diferençça para o garoto. Mas nem isso. Encerrou a aula tirando no total 50 pontos da grifinoria naquele dia.





Algumas noite depois, estava insone. Simplesmente nãão conseguia dormir. A preocupaççãão com Harry Potter tomando conta. Nãão sabia mais o que fazer. Resolveu caminhar pelo castelo. Talvez um pouco de exercíício o ajudasse.



Saiu das masmorras. Mesmo sendo madrugada precisava andar. Foi em direççãão ao jardim da Torre Norte. Láá sempre se sentia acalmar. Era como estar na Floresta Proibida. O mesmo escuro, o mesmo som distante de seres que se arrastam ou voam.



Entrou sem fazer barulho. Caminhou entre as plantas. Quase todas resultado ou material de combinaççãão de experiêências suas. Conhecia o jardim como sua próópria mãão. E entãão para sua surpresa, havia alguéém ali. Estava escuro, mas poderia reconhecer o garoto de óóculos em qualquer lugar. Aproximou-se mais silenciosamente agora. Parou ao lado dele.



-Potter. -- falou calmo, mas serio. -- O que faz aqui



O grifinorio se assustou. Levantou-se tãão ráápido quanto pode.



-Snape! Como me encontrou aqui?!



-Estáá fora da cama em plena madrugada, Potter. -- ignorou a pergunta. -- O que faz aqui -- mais seco.



Ele parecia devastado. Com olhar tãão vazio que cortava o coraççãão de qualquer ser humano. E Snape ainda se classificava nessa espéécie.



-Vai me dar uma detenççãão? -- cansado.



Nãão estava acostumado com esse Harry Potter. Sempre fora um lutador. Mesmo delinqüüente, era mais forte.



-Seria minha obrigaççãão. -- fez uma pausa. -- Mas nãão darei. Vamos caminhar Potter. -- chamou.



O jovem estranhou. Mas foi. Snape percebeu que ainda havia sentimentos no aluno. Tinha que achar a maneira correta de despertar o lutador dentro dele mais uma vez.



Andaram. Professor na frente do aluno. Pararam diante de uma planta que mais parecia um emaranhado de cipóó negro.



-Sabe que planta éé essa?



-Visgo do Diabo. -- falou sem emoççãão.



-Passou por um desses uma vez nãão foi? -- instigou.



Ele apenas se virou de costas sem responder. Continuaram andando.



-E essa, Potter? Conhece?



-Mandráágoras. -- respondeu em voz baixa, olhando estranhamente para o professo.



-Lembra pra que servem? -- tom acadêêmico.



-Trazer pessoas petrificadas de volta a vida. -- entre os dentes.



Estava conseguindo alguma resposta. Estava dando certo.



-E ali. Naquele canto. Se eu dissesse que háá um bicho-papãão. Como vocêê se defenderia? -- falou mais firme.



-Ridikulus! -- a dor reaparecia junto com a desconfiançça.



-E se eu dissesse, Harry Potter, que vejo um animal raro. Que poucas pessoas conseguem ver. Ali atráás daquelas arvores. Que e alado. E se parece um cavalo descarnado. Vocêê diria que estou vendo coisas? -- alto.



-Nãão! -- gritou. -- Eu diria que vocêê matou ou viu alguéém ser morto. Pis sóó assim poderia ver os Testralios! -- bufava. Olhos injetados. -- O que quer de mim? Quer me humilhar?! -- fúúria reprimida.



Snape sorriu triste.



-Nãão Potter. Quero dizer que tambéém vejo Testralios, porque alguéém com quem eu me importava morreu em meus braçços.



O garoto arregalou os olhos verdes. Provavelmente pensando se acreditava ou nãão. O frio e cruel sonserino admitindo que amara alguéém. Ele próóprio duvidaria se nãão tivesse vivido a situaççãão.



-Nãão entendo! O que quer dizer isso tudo? Onde quer chegar com essa conversa toda? -- mais calmo, mas ainda corado.



-Potter, vocêê provavelmente nãão vai gostar do que vou dizer, mas... vocêê pode fazer melhor! -- o menino bufou. -- Vocêê foi escolhido dentre todos para carregar uma responsabilidade cruel e indesejada. Mas ela lhe pertence! -- duro. -- E em todas as vidas existe um momento assim.



Harry se virou de costas e começçou a andar para a saíída. Snape se adiantou e o impediu. Segurou-o pelos ombros e obrigou o jovem a encaráá-lo.



-Cresçça, Potter! Pare de fugir! -- rugiu. -- Vocêê pensa que sua vida éé um mar de injustiçças? ÉÉ isso que pensa garoto?!



Ele tentava se libertar das garras fortes do homem.



-ÉÉ! -- encarou grosseiro. -- Acho! Pode ser patéético, mas acho isso sim! -- o óódio voltou a brilhar nele.



-Assim estáá melhor. -- soltou-o. -- Sinta Potter! ÓÓdio! Raiva! Dor! Mas sinta! Isso que os vivo fazem! Eles sentem tudo. Nãão sóó alegria e felicidade. Háá outros sentimentos tambéém. Os bons e os maus. Mesmo a dor. E nãão me diga que sóó tem dor! -- adivinhou o professor. -- Porque vocêê tem muito mais que isso! Tem amigos, parentes, amantes.



Pode ver nele expressãão de surpresa.



-Pensa que perder seu padrinho foi a pior coisa que lhe aconteceu? -- impiedoso. -- Pois pense no que essas pessoas que citei estãão sentindo. Vendo vocêê desse jeito. Morto em vida!



-Vocêê nãão sabe de nada! -- esbravejou com lagrimas nos olhos.



-Por que Potter? O que eu nãão sei? Me conte! -- estimulou.



-Vocêê ... vocêê... -- gaguejava de óódio puro. -- Vocêê éé mesquinho! Um cretino! Um desgraççado! -- e se jogou contra o outro, socando o peito do homem, com o pranto finalmente rolando solto.



Snape o prendeu nos braçços. Na tentativa de um abraçço desajeitado. E o jovem aceitou. Sem parar de chorar. Agora agarrava as vestes dele como um nááufrago.



-Foi minha culpa! Minha culpa! -- murmurava entre soluçços.



Snape o acalentava.



-Nãão Potter, nãão foi. O Lord das Trevas tem mais armas que pode imaginar. Ele queria a profecia e ia conseguir atraíí-lo para láá de qualquer maneira. Com ou sem oclumancia. Aquela batalha iria acontecer a qualquer momento. E num batalha, pessoas podem morrer ou viver. Nãão háá como impedir.



O adolescente foi se acalmando aos poucos. At[e que parou. Ainda estava agarrado `as vestes de Snape. Quando percebeu o que fazia, se afastou um pouco, constrangido.



-Por que estáá fazendo iss? -- encarando-o confuso.



-Porque eu, Potter, sou uma das pessoas que se importa, com vocêê! -- direto.



-Eu... nunca pensei...



-Mas éé verdade. -- sentou-se numa clareira. Harry o seguiu. -- Vi vocêê chegando aqui com 11 anos. Era um menino que mais parecia um espantalho. Mas havia dentro de vocêê uma determinaççãão e uma forca que superavam o medo, o desconhecido, os inimigos. -- frizou o ultimo. -- Admito que me posicionei assim o tempo todo. Mas foi o modo que achei para instigáá-lo. Provocáá-lo. Depois vi vocêê crescer. Como bruxo, como homem. E percebi que minha sina era sempre me distanciar de vocêê. Era melhor assim. ÉÉ fáácil sendo sonserino. -- sorriu triste. -- mas entãão, no ultimo ano, quando tivemos aulas de oclumancia... eu realmente me enfureci com vocêê Harry. -- o encarou. -- Nãão tinha o direito de fuççar meu passado. Foi difíícil perdoar o que fez. -- serio. -- Todos temos coisas na vida de que nãão nos orgulhamos. E que queremos que fique láá. No esquecimento,. Ou sóó no escuro.



-Eu sinto muito. -- falou sinceramente envergonhado. -- Nãão fiquei feliz com o que vi. Achava que quando alguéém me comparava a meu pai, era o melhor elogio do mundo. Mas quando vi o que ele fez com vocêê... E minha mããe, tambéém dizendo que o odiava!



-Harry, nos ééramos muito jovens. Nãão tíínhamos mais diferençças que qualquer adolescente normal. Veja vocêê e o Draco. Nãão sãão assim tãão diferentes. Nãão vou dizer que um ou outro estava certo ou errado. Simplesmente nãão nos suportáávamos. E proto. Simples assim. E Sirius, ele era mais odiado ainda. Mas nãão pense que vocêê tem culpa. As diferençças entre as pessoas ààs vezes existem e pronto!



-Vocêê... -- abaixou os olhos. Pareceu escolher as palavras e criar coragem. Tornou a encarar. -- Nãão me odeia? -- sem jeito.



Foi a vez de Snape desviar os olhos.



-Nãão Harry. -- muito serio.



-Por que estáá dizendo isso agora? -- tocou timidamente a mãão do outro.



-Porque acho que meu méétodo anterior na estava mais funcionando. Entãão desta vez, resolvi tentar a verdade e os fatos.



-Nãão sei o que estáá acontecendo aqui. Mas fico contente que esteja. -- deu seu primeiro sorriso feliz.



Entãão Snape fez o que vinha querendo háá muito tempo. Desde que descobrira aquele amor pelo menino. Aproximou-se do rosto do aluno, lentamente, dando tempo para que ele recuasse ou o impedisse. Mirava alternadamente os olhos verdes e os láábios do jovem.



Quando Harry fechou os olhos, aguardando o inevitáável, Snape o beijou. Primeiro superficialmente e depois foi aprofundando, a mediada em que o garoto correspondia. Sentia todos os múúsculos do corpo trabalhando para participarem do acontecimento. Mas controlou-se. Ele nãão estava preparado para ir alem. Sequer sabia o que estava fazendo. Quer dizer, sabia sim, apenas nãão tinha consciêência disso. Afastou-se. Ambos levemente ofegantes. Harry corado como nãão se via desde o ano anterior. Snape tentando controlar o desejo as duras penas.



-Eu nunca... -- estava mais rubro. -- se éé que era possíível. -- Er...



-Shhh! -- Snape o silenciou com um dedo nos láábios. -- Nãão precisa dizer nada Harry Potter. Acho melhor voltar para sua casa, a grifinoria. E dormir um pouco. Jáá esta quase amanhecendo. E seráá entãão sáábado. Dia de diversãão e de fazer tarefas atrasadas. -- sorriu maliciosamente. -- Nãão vou dispensáá-lo das tarefas de poççõões. Nem pense em se aproveitar disso.



Levantou-se do chãão. Bateu a sujeira da capa. Harry tambéém se levantou. Parecia querer dizer alguma coisa, mas nãão se decidia.



-Estarei aqui esta noite. Se quiser vir e... conversar... mais um pouco.



Harry sorriu mais leve. Mais calmo. Mais vivo. Deixando para tráás um Snape realmente feliz.



""Entãão era isso que eu tinha que ter feito desde o inicio?""



FIM